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mês

novembro 2017

Último suspiro ou volta ao princípio? Um comentário sobre a empreitada constituinte venezuelana

Mayra Goulart* e Beatriz Lourenço**

Há três anos, o PIB da Venezuela vem caindo de forma acentuada. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2014 a retração foi de 3,9%. Em 2015, de 6,2%. No ano passado, chegou a 18%. Trata-se da maior queda observada no PIB de um país latino-americano desde 1980. Continuar lendo “Último suspiro ou volta ao princípio? Um comentário sobre a empreitada constituinte venezuelana”

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Um outro Chico, um outro país: divagações sobre “Caravanas”

Jorge Chaloub*

Os primeiros acordes ao piano de Cristóvão Bastos não apenas sugerem um melodia pouco usual, mas dão início um evento que há algumas décadas marca a cena cultural brasileira: pouco mais de 50 anos depois do lançamento do seu primeiro disco, Chico Buarque retorna ao violão com “Caravanas”. Continuar lendo “Um outro Chico, um outro país: divagações sobre “Caravanas””

O mercado de revistas e a construção cultural da transformação dos costumes no Brasil dos anos 1960

Adrianna Setemy*

Em uma roda, mulheres seminuas sentadas entre homens cabeludos e barbados, aparentemente transtornados pelo uso de entorpecentes, compõem a imagem que ilustra um editorial da revista Manchete de março de 1970, onde se lê o seguinte: Continuar lendo “O mercado de revistas e a construção cultural da transformação dos costumes no Brasil dos anos 1960”

A incompreensível loucura do ser: um diálogo crítico com Jaspers e Foucault

Gabriel Peters*

Pode o louco falar?

 Em seu primeiro e melhor livro, O eu dividido, o então psiquiatra e futuro antipsiquiatra Ronald Laing (1974: 29-30) se debruça sobre uma passagem de Emil Kraepelin, uma das figuras fundantes da psiquiatria contemporânea. Continuar lendo “A incompreensível loucura do ser: um diálogo crítico com Jaspers e Foucault”

Sonho 2

André Rodrigues*

Sonhei que conversava com dois sujeitos, brancos, meia idade, habitués de algum círculo profissional que não chegou a ser dito e do restaurante no qual a conversa ocorria, um restaurante de comida ruim e cara, comida servida para homens brancos que nunca puseram os pés numa cozinha, comida pesada e gordurosa feita por homens subalternos que nunca entraram na cozinha enquanto suas mães cozinhavam, uma comida que era um arremedo de comida de verdade. Continuar lendo “Sonho 2”

O melhor texto que não escrevi

Álvaro Okura de Almeida*

Meus melhores textos são aqueles que não escrevi. Vez ou outra me ocorre uma ideia que parece, modestamente, genial. Imagino então o título, o tema, as frases de abertura e fechamento. Continuar lendo “O melhor texto que não escrevi”

Da nossa humanidade*

Alessandra Maia**

“Você gostaria que fizessem isso com você? Se a resposta é não, logo – então – não o faça. ”  Essa foi uma expressão da minha infância, que me formou e a muitos que com ela conviveram. Toda vez que sento para escrever um texto, me surpreende o lembrar sobre o quê – minha saudosa avó Alaíde – me diria sobre ele. Continuar lendo “Da nossa humanidade*”

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