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Conjuntura

A cruzada dos velhos vs a cruzada das crianças

Matheus Vitorino Machado*

Ainda que pareça contraintuitivo, os populares e onipresentes super-heróis nem sempre foram recebidos com o entusiasmo e carinho dedicados a suas versões cinematográficas. Sua mídia de origem, as histórias em quadrinhos norte-americanas, foi alvo de constante e intensa censura. Continuar lendo “A cruzada dos velhos vs a cruzada das crianças”

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Brasil em duas velocidades: realidade e desejo

 

Andrés del Río*

André Rodrigues*

A bússola não funciona. No Brasil pareceria que já não nos guia, nem tenta orientar. Pelo menos se sente isso, de forma massiva. Errado e certo são a mesma coisa, verdade e mentira estão no mesmo patamar. Mas não nos confundamos, norte e sul continuam aumentando assimetrias, e estão piorando as formas da tolerância e aprofundando divisões: raça, gênero e desigualdade. Existe um mundo a duas velocidades: a realidade e desejo. Continuar lendo “Brasil em duas velocidades: realidade e desejo”

Contra o público

Diogo Tourino de Sousa*

A tragédia brasileira foi retratada com primor pelo ensaio de Kléber Mendonça Filho, O som ao redor (2012). No drama, um bairro de classe média da zona sul da cidade do Recife tem sua rotina alterada com a chegada de uma milícia de rua, que oferece segurança aos moradores em troca de remuneração. Continuar lendo “Contra o público”

Meritocracia à brasileira

Eduardo de Borba*

Nesse texto tentarei evidenciar algumas relações entre categorias que, por si só, mereceriam teses. Para essa tarefa me apoiarei no livro A construção da sociedade do trabalho no Brasil, do sociólogo Adalberto Moreira Cardoso, e em sua investigação que analisa a ligação entre a legitimidade das ordens sociais e o sentimento de justiça de seus concernidos. A ideia é defender que uma sociedade extremamente desigual, como a nossa, embaralha esse sentimento de justiça por meio da própria percepção da desigualdade social. Relacionarei a seguir ideias sobre legitimação, justiça, liberalismo e desigualdade, partindo de duas razões que sustentam a tese de Cardoso. Continuar lendo “Meritocracia à brasileira”

Quem foi, quem é e quem será Sérgio Moro?

Igor Suzano Machado*

Ao final de 2016, o então juiz Sérgio Moro, que se notabilizara como principal peça do conjunto de engrenagens que fez funcionar a famigerada operação Lava-jato –  que, por sua vez, se fez famosa por desbaratar um dos maiores esquemas de corrupção já conhecidos – declarou que jamais entraria para a política.[i] Em 2019, no entanto, aparentemente contrariando o que dissera antes, o mesmo Sérgio Moro abandona sua carreira na magistratura para compor o governo do presidente recém-eleito Jair Bolsonaro. Continuar lendo “Quem foi, quem é e quem será Sérgio Moro?”

O “príncipe” também erra

Diogo Tourino de Sousa*

Foi Maquiavel quem nos ensinou que a política é, sobretudo, o lugar do conflito. Ávido em transmitir o que ele definia como a sabedoria das coisas modernas, o florentino mostrou, a partir de uma despojada interpretação do livro da história, que o poder é sempre um lugar em disputa. Ele, pensando enquanto um lugar teórico, carrega consigo o conflito inerente ao seu exercício, cabendo ao “príncipe” a constante prática da sua defesa.

Continuar lendo “O “príncipe” também erra”

O admirável mundo novo de Moro e Dallagnol

Jorge Chaloub*

A divulgação das conversas privadas dos membros da operação Lava-Jato, pela reportagem do Intercept[1], traz provas para onde já caminhavam não apenas as convicções, mas alguns fortes indícios. Pesquisadores como Rogério Arantes há muito apontavam para a emergência de um novo padrão de juiz na Lava-Jato, onde, à revelia da Constituição e do Código de Processo Penal, magistrados como Moro e Bretas assumiam o papel de coordenadores das investigações. Continuar lendo “O admirável mundo novo de Moro e Dallagnol”

A metamorfose, ou o discreto charme do centro

Jorge Chaloub*

Quando certa manhã Rodrigo Maia acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num político de centro. Entre uma xícara de café importado e alguns pães artesanais, ele lia em jornais e sites, não sem surpresa, sobre sua conduta moderada e razoável, típicas dos políticos infensos ao charme dos radicalismos. As críticas dos bolsonaristas e os afagos de certa esquerda davam força à dúvida: seria a direita coisa do seu passado? Continuar lendo “A metamorfose, ou o discreto charme do centro”

Um populista no poder: polarização, ideologia e desafios ao presidencialismo de coalizão

Mayra Goulart* e Luan Guedes**

A experiência democrática brasileira apresenta um padrão no que tange o comportamento dos poderes Legislativo e Executivo. Em razão da construção histórica da política nacional, que inclui um processo de hipertrofia do Poder Executivo oriundo décadas de governos autoritários e militares, o Executivo assumiu poderes que lhe permitiam, de maneira institucional, sobrepujar o papel do poder Legislativo. Continuar lendo “Um populista no poder: polarização, ideologia e desafios ao presidencialismo de coalizão”

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