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Conjuntura

Vavá e o opróbrio de Lula

João Dulci*

Em Durkheim, dentre outros escritos em “Da divisão do trabalho social”, o autor discorre sobre a justiça. É bastante interessante como o Direito ganha contornos na transição da solidariedade mecânica para a orgânica. O Direito transforma-se num indicador da transição. Mas uma das figuras mais interessantes da teoria durkheimiana é o opróbrio. Continuar lendo “Vavá e o opróbrio de Lula”

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A ponta da praia: um pouco de dignidade se despede do Congresso Nacional

João Dulci*

Num dos mais famosos quadros do grupo Monty Python, um senhor entra numa loja de animais e tenta devolver um papagaio, alegando que lhe foi vendido um papagaio empalhado como se fosse um animal vivo. Continuar lendo “A ponta da praia: um pouco de dignidade se despede do Congresso Nacional”

Modos para sobreviver à tempestade: notas sobre a ausência de PT e PSOL na posse de Bolsonaro

Jorge Chaloub*

A polêmica sobre a ausência de PT e PSOL na posse de Jair Bolsonaro trouxe ao centro do debate uma questão candente desde a eleição e incontornável durante os próximos quatro anos: a postura perante o novo governo. Resta saber como lidar com um presidente legitimado pelas urnas, mas contrário, em suas palavras e gestos, a muitos preceitos centrais da democracia, mesmo em seus conceitos menos exigentes.

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Os momentos que precedem a tormenta: algumas questões sobre o passado e o futuro da democracia

Jorge Chaloub*

Os escritos sobre a crise contemporânea já podem formar pequenas bibliotecas. Nelas, obituários mais ou menos solenes sobre a democracia convivem com críticas bem-comportadas aos “populismos” mais diversos e lembranças dos anos 1930 podem ser colocadas na prateleira ao lado de escritos sobre o retorno dos totalitarismos.

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Para a organização de uma frente democrática

Alexandre Mendes*

As declarações de Ciro Gomes em entrevista à Folha de São Paulo[1] sobre a liderança da oposição ao governo Bolsonaro não deveriam surpreender. Continuar lendo “Para a organização de uma frente democrática”

O WhatsApp não pode parar

João Martins Ladeira*

O debate público sobre a indicação de Moro para o Ministério da Justiça (e Segurança) se concentrou, de fato, em aspectos essenciais, mas não foi completo. Continuar lendo “O WhatsApp não pode parar”

Participação social no Brasil: morte ou catalepsia?

Débora Rezende de Almeida*

Comecei a escrever este texto há um ano atrás. Não sei exatamente se tenho resposta para a pergunta do título. A conjuntura política atual do país intensificou a incerteza, presente desde o impeachment presidencial, a respeito do futuro da participação social e da agenda de direitos a ela vinculada nas últimas décadas.  É indispensável dizer que vivemos em tempos sombrios e que o contexto político não favorece previsões de longo prazo. Continuar lendo “Participação social no Brasil: morte ou catalepsia?”

Desafios da conjuntura e armas da teoria política: golpe, democracia e fascismo

Thais Florêncio Aguiar* entrevista Cesar Guimarães**

Realizada em início de agosto, esta entrevista de Cesar Guimarães se converteu em um depoimento reflexivo sobre democracia, golpe de estado e fascismo, muito oportuno para nutrir o pensamento crítico nesse momento pós-eleitoral. Continuar lendo “Desafios da conjuntura e armas da teoria política: golpe, democracia e fascismo”

Estado de Natureza e Totalitarismo: as alternativas bolsonaristas

Luiz Falcão*

“Tudo que você podia ser  / Sem medo”. Lô Borges e Márcio Borges, 1972

Entramos em estado de natureza, ou pior.

Os regimes totalitários e a hipótese do estado de natureza têm em comum a total e completa arbitrariedade, que se consuma em imprevisibilidade e medo. Muito medo. As antíteses perfeitas carregam, por vezes, semelhanças inadvertidas. A situação de completo domínio de um campo de concentração é análoga àquela da ausência de qualquer parâmetro civilizacional. Os regimes políticos que se pretendem civilizados, do socialismo ao liberalismo, buscam aprofundar seu programa ideológico sem descuidar da necessária previsibilidade e, sobretudo, ausência de arbitrariedades. Em certo sentido, a civilização humana depende disso, isto é, de civilidade. Particularmente no Ocidente, isso foi conquistado, ou continua a ser, pela via do direito. Entendido politicamente, o direito é, assim, a expressão de um Estado menos que o totalitarismo e mais do que o estado de natureza: a garantia da dignidade da sociedade civil possui papel de relevo não porque tenha, em si mesma, primazia sobre valores como igualdade e liberdade, mas porque não se pode pôr a termo qualquer ideologia civilizada sem ela. Nisso quer-se dizer que é a sociedade civil algo que garante e é garantido pelo Estado, não totalitário, nem de natureza. Continuar lendo “Estado de Natureza e Totalitarismo: as alternativas bolsonaristas”

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