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Conjuntura

Quem foi, quem é e quem será Sérgio Moro?

Igor Suzano Machado*

Ao final de 2016, o então juiz Sérgio Moro, que se notabilizara como principal peça do conjunto de engrenagens que fez funcionar a famigerada operação Lava-jato –  que, por sua vez, se fez famosa por desbaratar um dos maiores esquemas de corrupção já conhecidos – declarou que jamais entraria para a política.[i] Em 2019, no entanto, aparentemente contrariando o que dissera antes, o mesmo Sérgio Moro abandona sua carreira na magistratura para compor o governo do presidente recém-eleito Jair Bolsonaro. Continuar lendo “Quem foi, quem é e quem será Sérgio Moro?”

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O “príncipe” também erra

Diogo Tourino de Sousa*

Foi Maquiavel quem nos ensinou que a política é, sobretudo, o lugar do conflito. Ávido em transmitir o que ele definia como a sabedoria das coisas modernas, o florentino mostrou, a partir de uma despojada interpretação do livro da história, que o poder é sempre um lugar em disputa. Ele, pensando enquanto um lugar teórico, carrega consigo o conflito inerente ao seu exercício, cabendo ao “príncipe” a constante prática da sua defesa.

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O admirável mundo novo de Moro e Dallagnol

Jorge Chaloub*

A divulgação das conversas privadas dos membros da operação Lava-Jato, pela reportagem do Intercept[1], traz provas para onde já caminhavam não apenas as convicções, mas alguns fortes indícios. Pesquisadores como Rogério Arantes há muito apontavam para a emergência de um novo padrão de juiz na Lava-Jato, onde, à revelia da Constituição e do Código de Processo Penal, magistrados como Moro e Bretas assumiam o papel de coordenadores das investigações. Continuar lendo “O admirável mundo novo de Moro e Dallagnol”

A metamorfose, ou o discreto charme do centro

Jorge Chaloub*

Quando certa manhã Rodrigo Maia acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num político de centro. Entre uma xícara de café importado e alguns pães artesanais, ele lia em jornais e sites, não sem surpresa, sobre sua conduta moderada e razoável, típicas dos políticos infensos ao charme dos radicalismos. As críticas dos bolsonaristas e os afagos de certa esquerda davam força à dúvida: seria a direita coisa do seu passado? Continuar lendo “A metamorfose, ou o discreto charme do centro”

Um populista no poder: polarização, ideologia e desafios ao presidencialismo de coalizão

Mayra Goulart* e Luan Guedes**

A experiência democrática brasileira apresenta um padrão no que tange o comportamento dos poderes Legislativo e Executivo. Em razão da construção histórica da política nacional, que inclui um processo de hipertrofia do Poder Executivo oriundo décadas de governos autoritários e militares, o Executivo assumiu poderes que lhe permitiam, de maneira institucional, sobrepujar o papel do poder Legislativo. Continuar lendo “Um populista no poder: polarização, ideologia e desafios ao presidencialismo de coalizão”

A Ferrovia Real Madrid

João Dulci*

Há alguns dias foi leiloada a ferrovia Norte-Sul (FNS), umas das mais importantes obras de infraestrutura do país. Desde 1987, a completude de um ambicioso projeto ainda parece um tanto longe, embora durante os últimos governos eleitos a obra tenha avançado.

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Sonho de um carnaval?

Jorge Chaloub*

O “chefe da polícia” pelo twitter manda avisar que é urgente o retorno aos “bons tempos”. Depois dos “excessos” de manifestações populares, realizadas com a tolerância e mesmo o incentivo da permissiva Constituição de 1988, agora devemos voltar plenamente às épocas em que o povo na rua é, sem dúvida, questão de polícia.

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Vavá e o opróbrio de Lula

João Dulci*

Em Durkheim, dentre outros escritos em “Da divisão do trabalho social”, o autor discorre sobre a justiça. É bastante interessante como o Direito ganha contornos na transição da solidariedade mecânica para a orgânica. O Direito transforma-se num indicador da transição. Mas uma das figuras mais interessantes da teoria durkheimiana é o opróbrio. Continuar lendo “Vavá e o opróbrio de Lula”

A ponta da praia: um pouco de dignidade se despede do Congresso Nacional

João Dulci*

Num dos mais famosos quadros do grupo Monty Python, um senhor entra numa loja de animais e tenta devolver um papagaio, alegando que lhe foi vendido um papagaio empalhado como se fosse um animal vivo. Continuar lendo “A ponta da praia: um pouco de dignidade se despede do Congresso Nacional”

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