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Conjuntura

Responsabilidades compartilhadas

Álvaro Okura de Almeida*

Você começa a conversar e então o sujeito não admite que houve ditadura. Quando o faz não admite que foi um erro. Não acredita na democracia, nem como valor nem como método. Não admite que direitos humanos possam ser uma linguagem mínima disponível para se opor a arbitrariedades e violências estatais contra a dignidade de todos. Fala dos DH como se fosse um “pessoal” ligado a “esquerda e ao comunismo”. De saída, não exclui a tortura como método de punição e investigação. Cansado do caos que é a segurança pública, crê que violência se resolve com armas, ódio e assassinatos.

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Grandes esperanças

Pedro Lima*

Quase todos à minha volta pareciam atordoados com os resultados das urnas na noite deste domingo, sete de outubro. Após acompanhar por uma semana o crescimento das intenções de voto no candidato fascista para além do suposto “teto” (que girava em torno dos 33%), a irresolução deste domingo pareceu-me boa notícia. Continuar lendo “Grandes esperanças”

Quais as propostas para as pessoas LGBTs dos presidenciáveis de 2018?

CODES/UFV*

A eleição presidencial de 2018 trouxe à tona debates candentes sobre questões de gênero e sexualidade, especialmente a partir da pressão dos vários movimentos sociais que têm pautado a necessidade de a política institucional explicitar quais são as propostas para grupos sociais tão diversos. Continuar lendo “Quais as propostas para as pessoas LGBTs dos presidenciáveis de 2018?”

O outono do tucanato ou as desventuras do antipetismo como ideologia.

Paulo Henrique Paschoeto Cassimiro*

Uma busca pelas palavras “Fernando Henrique e Lula” no Google nos direciona para uma dezena de fotos que evocam a imagem de um período da história brasileira que começa com a redemocratização e que se encerrará com a provável ida de Bolsonaro e Haddad ao segundo turno das eleições de 2018. Continuar lendo “O outono do tucanato ou as desventuras do antipetismo como ideologia.”

O abismo das falsas equivalências: divagações sobre a comparação entre as esquerdas e Bolsonaro

Jorge Chaloub*

Uma das mais nocivas narrativas da presente eleição se constrói a partir de certa ideia de falsa equivalência. Neste discurso, o analista político “realista” clama, com ares de moderação e sofisticação epistemológica,  pelo retorno de um centro perdido entre os supostos radicalismos à direita e à esquerda. Não estamos diante de um fenômeno novo. Continuar lendo “O abismo das falsas equivalências: divagações sobre a comparação entre as esquerdas e Bolsonaro”

O ocaso das metáforas: reflexões truncadas sobre o Museu Nacional

Jorge Chaloub*

Ainda atônita pela tragédia do Museu Nacional, Raquel me disse que o cenário, de tão grotesco, abria um tempo em que não eram mais necessárias metáforas para descrever o processo de destruição que vivemos. O desastre do cotidiano poderia ser visto sem recorrer à imaginação ou às elucubrações literárias, já que as metáforas ganhavam plena realidade, e efeitos, nesse realismo fantástico que crescentemente nos assola. Continuar lendo “O ocaso das metáforas: reflexões truncadas sobre o Museu Nacional”

À sombra da estrela que ainda brilha – Lula, as esquerdas e as eleições

Alexandre Mendes*

A história está longe de ser linear. Nem mesmo o filósofo alemão Hegel (1770-1830), conhecido defensor da ideia de que a razão governa os acontecimentos humanos, admitiria que a seta do tempo aponta para uma única direção, muito embora para ele fosse único seu sentido. Antes, somos nós que, desejando ver em tudo semelhança com o ciclo de nossas vidas – nascimento, desenvolvimento, decadência e morte – julgamos ser esse o movimento inexorável e unidirecional de todas as existências possíveis. Continuar lendo “À sombra da estrela que ainda brilha – Lula, as esquerdas e as eleições”

Notas esparsas sobre uma conjuntura desconjuntada

Pedro Lima*

O ambiente pré-eleitoral é propício a deduções amalucadas e redundâncias pouco edificantes. No tempo das redes, trava-se contato contínuo com uma torrente de análises de conjuntura, dos mais variados matizes – e aventurar-se nesse campo parece, e tende a ser, mero exercício de reiteração de obviedades ou de especulações mais ou menos esperançosas. Diante dessas desanimadoras coordenadas, exponho a seguir algumas intuições sobre o cenário político do país, partindo da imagem de que, espremidos entre o golpe parlamentar de 2016 e as eleições de outubro de 2018, vivemos uma conjuntura desconjuntada. Continuar lendo “Notas esparsas sobre uma conjuntura desconjuntada”

Mito à brasileira

Jorge Chaloub e Diogo Tourino de Sousa*

O uso do termo “mito” expõe, sem intenção, os fundamentos da força política do candidato à Presidência da República pelo Partido Social Liberal (PSL), Jair Bolsonaro. O deputado federal carioca, atualmente em sua sétima legislatura, cresce em popularidade a partir da conhecida estratégia de “construção mítica” da personalidade pública. Continuar lendo “Mito à brasileira”

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