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Jorge Chaloub

O admirável mundo novo de Moro e Dallagnol

Jorge Chaloub*

A divulgação das conversas privadas dos membros da operação Lava-Jato, pela reportagem do Intercept[1], traz provas para onde já caminhavam não apenas as convicções, mas alguns fortes indícios. Pesquisadores como Rogério Arantes há muito apontavam para a emergência de um novo padrão de juiz na Lava-Jato, onde, à revelia da Constituição e do Código de Processo Penal, magistrados como Moro e Bretas assumiam o papel de coordenadores das investigações. Continuar lendo “O admirável mundo novo de Moro e Dallagnol”

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A metamorfose, ou o discreto charme do centro

Jorge Chaloub*

Quando certa manhã Rodrigo Maia acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num político de centro. Entre uma xícara de café importado e alguns pães artesanais, ele lia em jornais e sites, não sem surpresa, sobre sua conduta moderada e razoável, típicas dos políticos infensos ao charme dos radicalismos. As críticas dos bolsonaristas e os afagos de certa esquerda davam força à dúvida: seria a direita coisa do seu passado? Continuar lendo “A metamorfose, ou o discreto charme do centro”

Um futebol desencantado

Jorge Chaloub*

Josué Medeiros**

Uma recente reportagem sobre o narrador Januário de Oliveira não apenas relembrou expressões e personagens do futebol carioca dos anos 1990, como expôs os traços de um passado que não existe mais. Responsável por alguns dos maiores bordões da nossa imprensa esportiva – como “taí o que você queria!”, “tá lá um corpo estendido no chão!”, “acabou o milho, acabou a pipoca, fim de papo!” – Januário é símbolo de um outro futebol. Não estamos apenas diante de uma mudança nos padrões da transmissão televisiva, mas também de uma distinta lógica do esporte. Continuar lendo “Um futebol desencantado”

Alguns momentos na manifestação bolsonarista

Jorge Chaloub*

A agradável manhã de domingo no Rio de Janeiro sugeria programas muito mais amenos e divertidos, mas, no esforço de tentar compreender algo dessa barafunda onde o país se meteu, resolvi passar pela manifestação bolsonarista na Praia de Copacabana. Se há algo particularmente nebuloso, num cenário de já difícil leitura, é estimar o tamanho do grupo dos bolsonaristas radicais.  Quantos são, onde vivem, como se reproduzem? Continuar lendo “Alguns momentos na manifestação bolsonarista”

Modos para sobreviver à tempestade: notas sobre a ausência de PT e PSOL na posse de Bolsonaro

Jorge Chaloub*

A polêmica sobre a ausência de PT e PSOL na posse de Jair Bolsonaro trouxe ao centro do debate uma questão candente desde a eleição e incontornável durante os próximos quatro anos: a postura perante o novo governo. Resta saber como lidar com um presidente legitimado pelas urnas, mas contrário, em suas palavras e gestos, a muitos preceitos centrais da democracia, mesmo em seus conceitos menos exigentes.

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Os momentos que precedem a tormenta: algumas questões sobre o passado e o futuro da democracia

Jorge Chaloub*

Os escritos sobre a crise contemporânea já podem formar pequenas bibliotecas. Nelas, obituários mais ou menos solenes sobre a democracia convivem com críticas bem-comportadas aos “populismos” mais diversos e lembranças dos anos 1930 podem ser colocadas na prateleira ao lado de escritos sobre o retorno dos totalitarismos.

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O abismo das falsas equivalências: divagações sobre a comparação entre as esquerdas e Bolsonaro

Jorge Chaloub*

Uma das mais nocivas narrativas da presente eleição se constrói a partir de certa ideia de falsa equivalência. Neste discurso, o analista político “realista” clama, com ares de moderação e sofisticação epistemológica,  pelo retorno de um centro perdido entre os supostos radicalismos à direita e à esquerda. Não estamos diante de um fenômeno novo. Continuar lendo “O abismo das falsas equivalências: divagações sobre a comparação entre as esquerdas e Bolsonaro”

O ocaso das metáforas: reflexões truncadas sobre o Museu Nacional

Jorge Chaloub*

Ainda atônita pela tragédia do Museu Nacional, Raquel me disse que o cenário, de tão grotesco, abria um tempo em que não eram mais necessárias metáforas para descrever o processo de destruição que vivemos. O desastre do cotidiano poderia ser visto sem recorrer à imaginação ou às elucubrações literárias, já que as metáforas ganhavam plena realidade, e efeitos, nesse realismo fantástico que crescentemente nos assola. Continuar lendo “O ocaso das metáforas: reflexões truncadas sobre o Museu Nacional”

Mito à brasileira

Jorge Chaloub e Diogo Tourino de Sousa*

O uso do termo “mito” expõe, sem intenção, os fundamentos da força política do candidato à Presidência da República pelo Partido Social Liberal (PSL), Jair Bolsonaro. O deputado federal carioca, atualmente em sua sétima legislatura, cresce em popularidade a partir da conhecida estratégia de “construção mítica” da personalidade pública. Continuar lendo “Mito à brasileira”

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