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Política

Será que nunca faremos senão confirmar?

Maro Lara Martins*

“Será que nunca faremos senão confirmar / a incompetência da América católica / que sempre precisará de ridículos tiranos?”

Essa passagem da música Podres Poderes foi lançada por Caetano Veloso em 1984, no disco Velô. Continuar lendo “Será que nunca faremos senão confirmar?”

A falsa normalidade

Jorge Chaloub*

Parte da incompreensão em torno da reunião ministerial divulgada na última sexta-feira se deve à falta de conhecimento do gênero. Poucos estão habituados a acompanhar “reuniões ministeriais” e, talvez por isso, certas análises parecem tratar o evento como um encontro dos “auxiliares do presidente”, ou do seu círculo íntimo. Mesmo sendo objeto de livre escolha do presidente, ministros são bem mais do que simples aspones, mas representam as faces da coalizão, ou seja, das forças sociais que apoiam o governo. Alguns podem ponderar que não vivemos mais no “presidencialismo de coalizão”, no que eu concordaria. Retruco, porém, que coalizões não são exclusividade da lógica política da Nova República brasileira, hegemônica até o fim do Governo Temer, e sim a marca de todos os tipos de governo, já que nem mesmo monarquias absolutas se apoiam apenas na figura do rei. Continuar lendo “A falsa normalidade”

Infodemia e novas guerrilhas

João Martins Ladeira*

Já é mais do que hora de congregar todo o maquinário semiológico que, no século XX, nos ensinou como lidar com as ideologias e aplicá-lo à máquina de desinformação de nosso tempo. Continuar lendo “Infodemia e novas guerrilhas”

O Avanço do Neoliberalismo Autoritário em Meio aos Palmeirais Silenciados

Rafael R. Ioris e Antonio A. R. Ioris*

Chegamos ao mês de maio de um ano fantasmagórico e de números duplicados – 2020 – em meio a uma pandemia que demora para chegar ao ‘pico’ ao mesmo em que age a todo vapor. Literatura e a história são alguns dos poucos ‘respiradores’ intelectuais que ainda temos para suportar tanta dificuldade e destruição desnecessária e sem sentido. Estamos exilados e sem nenhum Gonçalves que nos possa ajudar. Minha terra tinha palmeiras (verde-oliva), mas hoje querem prender o sabiá. “Não permita Deus que eu morra” sem que haja alguma explicação “Que não encontro eu cá.” Continuar lendo “O Avanço do Neoliberalismo Autoritário em Meio aos Palmeirais Silenciados”

A fala do general

João Martins Ladeira*

Frente às repetições nos depoimentos dados pelos militares, a informação de Heleno sobre a proximidade entre Ramagem e Bolsonaro não é uma discordância qualquer. Continuar lendo “A fala do general”

Comorbidades

Fernando Lattman-Weltman*

Volta e meia, conforme as conjunturas, torna-se popular o uso de um termo técnico que até então só os experts no assunto utilizavam. Continuar lendo “Comorbidades”

A Espanha e o estado de alarme: uma leitura da conjuntura em tempos de pandemia

Gustavo Fernandes Paravizo Mira*

 A Espanha é uma das nações mais afetadas pelo coronavírus (SARSCoV2) no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Universidade John Hopkins, o país registrou um total de 220.325 casos de coronavírus e 25.857 mortes em 6 de maio. Isto representa 18% dos casos na Europa, onde vizinhos como Itália, Reino Unido e França também enfrentam situações gravíssimas em decorrência do avanço da pandemia. Neste contexto, apesar de todas as contestações à democracia liberal, o Estado aparece uma vez mais como o principal agente de controle da emergência em saúde, proteção social aos cidadãos e socorro aos setores financeiro e produtivo. Continuar lendo “A Espanha e o estado de alarme: uma leitura da conjuntura em tempos de pandemia”

Toffoli e a relativização da democracia

Jorge Chaloub*

O presidente do STF, José Antonio Dias Toffoli, já construiu um histórico de relativização da democracia. Em outubro de 2018, logo antes do primeiro turno das eleições, o Ministro disse em palestra na Faculdade de Direito da USP[1] preferir “Movimento de 1964” a “Golpe”. Em claro esforço revisionista, a fala culpava as esquerdas pela ação dos militares e interpretava em chave legítima ações de força para preservar supostos fins democráticos. Ontem, no programa Roda Viva, o jurista outra vez nos brindou com uma reflexão do tipo, agora não mais limitada à História brasileira. Em meio a um raciocínio truncado, pontuado com menções equivocadas ao antropólogo Claude Lévi-Strauss, Toffoli respondeu a uma pergunta sobre as ameaças à democracia brasileira com a relativização do próprio conceito de democracia. Ela não seria algo da natureza, como a “família”, mas uma construção da “cultura”. Continuar lendo “Toffoli e a relativização da democracia”

O neoliberalismo e o fisiologismo

João Martins Ladeira*

Talvez o Brasil sepulte de vez sua tentativa de reeditar o neoliberalismo; mas cancelar um mal pode ser parte de um problema ainda mais grave. Continuar lendo “O neoliberalismo e o fisiologismo”

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