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João Martins Ladeira

Lembranças dos anos 90: Um Jogo de Máscaras

João Martins Ladeira*

Existem muitas metamorfoses em O Nome do Jogo (Get Shorty, 1995, de Barry Sonnenfeld), mas nem todas terminam bem-sucedidas. Há o gângster que pretende se tornar cineasta, assim como o produtor de filmes baratos que busca seu espaço em obras dignas de nota. A destreza com que se movem define o que conseguirão vir a ser. A mesma habilidade em se transformar não se encontra presente nos demais integrantes deste universo. Continuar lendo “Lembranças dos anos 90: Um Jogo de Máscaras”

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Um outro sorriso, quem sabe?

João Martins Ladeira*

Talvez uma História de Amor (2018, de Rodrigo Bernardo) pertence ao tipo de produção que tem sido rapidamente posta de lado como um exemplo descartável do nosso cinema. A postura – muitas vezes injusta – assombra a comédia de forma muito corriqueira, tratada de modo impiedoso como um gênero menor – conclusão que, por razões que não vem ao caso, ganha maior dimensão em produções como tal filme. Não há dúvida: trata-se de um trabalho com diversos problemas de execução.

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O outro recorrente: o riso, a angústia, Polanski

João Martins Ladeira

Existe esperteza na mistura entre ficção e realidade de Baseado em Fatos Reais (D’après une histoire vraie, 2017), em artimanhas já utilizadas por Roman Polanski tantas outras vezes. Ela está em filmes como Macbeth (1971), Tess – Uma Lição de Vida (Tess, 1979), O Pianista (The Pianist, 2002) ou Oliver Twist (2005), todos marcados por certas reminiscências do próprio diretor: a violência homicida, o crime sexual, os horrores da guerra ou a orfandade no gueto.

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Lembranças dos anos 90 – O que fazer quando se está morto?

João Martins Ladeira*

 Os anos 90 despertam um sentimento estranho. Filmes que remetiam ao passado se descobriam, então, inconcebivelmente atuais, num cinema que, embora mais parecesse de outra era, revelava-se tão novo. Era uma época trancafiada entre o ontem e o amanhã, à espera de um dia que ainda talvez chegue, mas não hoje.

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The Post, a refundação da América entre quatro paredes

João Martins Ladeira*

É notável a reconstrução do passado em The Post: A Guerra Secreta (The Post, 2017, de Steven Spielberg). Há um cuidado com as máquinas de escrever, telefones, tipos de impressão, roupas e carros que não existem mais. Continuar lendo “The Post, a refundação da América entre quatro paredes”

IRONIAS NAS MARGENS: EM PEDAÇOS E AS CONTRADIÇÕES DA FACE DE DIANE KRUGER

João Martins Ladeira*

Na carreira de Fatih Akin, Em Pedaços (Aus dem Nichts, 2017) mostrou-se um trabalho intensamente bem sucedido. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 2018, já havia rendido a Diane Kruger o prêmio de melhor atriz em Cannes no ano anterior. Dado o caráter da obra, esse reconhecimento soa muito natural. Continuar lendo “IRONIAS NAS MARGENS: EM PEDAÇOS E AS CONTRADIÇÕES DA FACE DE DIANE KRUGER”

O som da recordação: Blade Runner no passado e no presente

João Martins Ladeira*

Seja em 1982 ou em 2017, Blade Runner é o filme de uma época. Há algo mais cansativo do que reafirmar esta sua importância? Porém, se tal obra é de fato um mito, há sempre espaço para revisitar mais uma vez o que já se conhece. Continuar lendo “O som da recordação: Blade Runner no passado e no presente”

As fronteiras do mundo: norte e sul, homens e mulheres em O Estranho que Nós Amamos

João Martins Ladeira*

O Estranho que Nós Amamos se inicia com uma imagem que invoca exatamente o oposto do que indica. No começo do filme, vê-se a copa de algumas árvores, entre as quais se enxerga as frestas do céu e a luz que passa pelo topo da folhagem. O quadro se desloca e, à impressão de uma vegetação esparsa, sucede-se uma floresta densa, fechada a ponto de bloquear estes raios que outrora se percebia. Continuar lendo “As fronteiras do mundo: norte e sul, homens e mulheres em O Estranho que Nós Amamos”

MOONLIGHT: ANSIEDADE E ESPERA – O OFÍCIO E O AFETO SOB A LUZ DO LUAR

João Martins Ladeira*

Há um ar de tensão em “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, um vestígio que se anuncia logo na primeira cena e que persiste até o final. Continuar lendo “MOONLIGHT: ANSIEDADE E ESPERA – O OFÍCIO E O AFETO SOB A LUZ DO LUAR”

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