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Educação

O ministro da nova conciliação

Jorge Chaloub*

Habemus Ministro. Depois de Decottelli, o breve, Renato Feder foi nomeado como quarto titular da pasta da Educação. Dois aspectos da carreira do novo ministro chamam a atenção. A primeira é sua pregação ultraliberal na juventude, condensada no “clássico’ “Carregando o Elefante – como transformar o Brasil no país mais rico do mundo”, escrito em co-autoria com Alexandre Ostrowiecki, no qual Feder defendia uma reforma radical do Estado. No modelo ideal do novo Ministro, a União teria apenas oito ministérios, dentre os quais não haveria lugar para as pastas da Educação e da Saúde. As áreas seriam da competência de agências reguladoras, responsáveis por regular o ensino e a saúde privados, e não haveria  nenhuma escola, universidade ou hospital públicos. A ação do Estado se restringiria à distribuição de vouchers. Continuar lendo “O ministro da nova conciliação”

A educação no discurso de Bolsonaro: eixo estruturante da guerra cultural brasileira

Rafael dos Santos Pereira*

Analisei o subdiscurso sobre educação que Jair Bolsonaro fez em meio ao seu pronunciamento no dia 24 de abril de 2020, em resposta às declarações (e acusações) de Sérgio Moro ao se demitir do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública no mesmo dia. Refleti sobre a forma de abordagem de Bolsonaro à educação, assunto marginal nesse contexto específico, e concluí que ela reforça a ideia de que a educação é eixo central na guerra cultural que seu governo empreende no Brasil. Continuar lendo “A educação no discurso de Bolsonaro: eixo estruturante da guerra cultural brasileira”

Escola sem máscaras

Rafael Betencourt*

O amor é a emoção central na história evolutiva humana desde o início, e toda ela se dá como uma história em que a conservação de um modo de vida no qual o amor, a aceitação do outro como um legítimo outro na convivência, é uma condição necessária para o desenvolvimento físico, comportamental, psíquico, social e espiritual normal da criança, assim como para a conservação da saúde física, comportamental, psíquica, social e espiritual do adulto. Num sentido estrito, nós, seres humanos, nos originamos no amor e somos dependentes dele. Na vida humana, a maior parte do sofrimento vem da negação do amor: nós, seres humanos, somos filhos do amor”  Humberto Maturana Continuar lendo “Escola sem máscaras”

Só a educação destrói mitos

Alexandre Mendes*

Escrevo este texto poucos momentos antes de sair de minha casa em direção ao centro da cidade do Rio de Janeiro, para participar da segunda manifestação em defesa da educação pública depois do anúncio do contingenciamento das verbas educacionais pelo governo federal. Espero-a menor que a primeira, em termos quantitativos: alguns indícios já chegam pelo noticiário. Continuar lendo “Só a educação destrói mitos”

Feliz dia dos alquimistas: como ser professor na era do pós-real?

Lício Caetano do Rego Monteiro*

Caros colegas,

Parabéns aos professores que vocês são, e aos futuros professores que nossos alunos estão se formando para ser. Em algum momento vocês escolheram essa profissão, ou talvez tenham sido escolhidos para ela. Toparam o desafio de aprender e de ensinar. Continuar lendo “Feliz dia dos alquimistas: como ser professor na era do pós-real?”

Uma carta pela educação

André Rodrigues*

No céu cinzento sob o astro mudo

Batendo as asas pela noite calada

Vêm em bandos com pés de veludo

Chupar o sangue fresco da manada Continuar lendo “Uma carta pela educação”

Larguem os cestos

Rafael Betencourt*

“ Infelizes as crianças que sempre só comeram cerejas dos cestos e não conheceram a alegria vivificante de quem se agarra aos ramos e colher conforme sua necessidade! Continuar lendo “Larguem os cestos”

Escola sem medo

Gabriela Theophilo*

Desde o surgimento do movimento “Escola sem partido”, em 2004, quando ainda parecia uma ameaça remota e com poucas chances de sucesso, há especialistas na área de educação pensando e escrevendo sobre as suas possíveis origens, conexões políticas e repercussões sociais. Continuar lendo “Escola sem medo”

Sobre a universidade pública (I). Cobrança de mensalidades: O que se ganha?

Maria Abreu*

 

Na Feira Literária de Parati deste ano, Diva Guimarães, professora de 77 anos, fez muita gente se emocionar ao narrar sua trajetória de vida, expondo a profundidade do racismo no país e, também, a importância de uma educação pública e laica como rota de sobrevivência e de mudança de destinos pessoais em um mundo de desigualdades, em que o Brasil se destaca entre os países mais desiguais. Continuar lendo “Sobre a universidade pública (I). Cobrança de mensalidades: O que se ganha?”

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