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Fernando Perlatto

Intervenção militar, memórias da ditadura e tempo presente

Fernando Perlatto*

Um dos aspectos que mais chamou a atenção durante a crise que parou o país após a chamada “greve dos caminhoneiros” foi o crescimento de discursos e de palavras de ordem – ainda minoritários, embora barulhentos – em defesa da intervenção militar e da volta à ditadura como solução para a crise política. Continuar lendo “Intervenção militar, memórias da ditadura e tempo presente”

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Philip Roth e a potência da escrita

Fernando Perlatto*

Then there’s the matter of language and tone. Beginning with Goodbye Columbus, I’ve been attracted to prose that has the spontaneity and ease of spoken language at the same time that is solidly grounded on the page, weighted with the irony, precision, ambiguity associated with a more traditional written rhetoric” (Philip Roth, Why write?, 2017 p.65).

“Am I Lonnof? Am I Zuckerman? Am I Portnoy? I could be, I suppose. I may be yet. As of now I am nothing like so sharply delineated as a character in a book. I am still amorphous Roth” (Philip Roth, Why write?, 2017 p.133). Continuar lendo “Philip Roth e a potência da escrita”

A literatura e o seu verdadeiro inimigo: inquietações relativas à figura do autor e da ideia de uma carreira literária

Matheus Vital de Oliveira Mendes*

“Il faut se cacher”, Almeida Faria

O maior inimigo da literatura, diferentemente do feminismo inquisitorial de Vargas Llosa, é, ao meu ver,  a ideia de uma carreira literária, bem como a própria figura imperial do autor na sociedade contemporânea. Continuar lendo “A literatura e o seu verdadeiro inimigo: inquietações relativas à figura do autor e da ideia de uma carreira literária”

Literatura, moralismos e o “politicamente correto”. Ainda sobre Mario Vargas Llosa e o feminismo

Fernando Perlatto*

 

Em tempos de gritarias furiosas e ofensas raivosas, é sempre uma enorme alegria poder ler um texto crítico que, mesmo problematizando e apresentando divergências de conteúdo em relação a outro artigo do qual discorda, consiga manter a elegância dos argumentos, impulsionando, com isso novas reflexões. Continuar lendo “Literatura, moralismos e o “politicamente correto”. Ainda sobre Mario Vargas Llosa e o feminismo”

Mario Vargas Llosa e o feminismo como “nova inquisição” literária

Fernando Perlatto*

Não é de hoje que Mario Vargas Llosa tem se posicionado publicamente defendendo ideias claramente conservadoras. Foi, inclusive, candidato à Presidência do Peru em 1990, sustentando muitas destas agendas. Continuar lendo “Mario Vargas Llosa e o feminismo como “nova inquisição” literária”

O lirismo da literatura de João Anzanello Carrascoza

Fernando Perlatto*

Pode-se dizer, sem exageros, que José Anzanello Carrascoza é o autor de um dos grandes livros da literatura brasileira publicados na última década. Continuar lendo “O lirismo da literatura de João Anzanello Carrascoza”

As ditaduras e a literatura latino-americana: pós-ficção, história e testemunho

Fernando Perlatto*

“Para que falar?, que sentido tem agora contabilizar as perdas ou reconstruir a derrota, sucessiva, inconfundível, a derrota, você me diz. Mas houve triunfos?, eu lhe pergunto, ao menos uma vitória?, (…). Assim é a história, você sabe, lenta, cruel, aglomerada, você diz ou eu acho que você diz” (Diamela Eltit, Jamais o fogo nunca, p.85). Continuar lendo “As ditaduras e a literatura latino-americana: pós-ficção, história e testemunho”

A literatura de esquerda de Nuno Ramos

Fernando Perlatto*

Nuno Ramos, talvez, seja um dos artistas plásticos mais provocativos em atividade hoje no Brasil. Suas exposições e instalações, a exemplo de Verme (1993), Bandeira branca (2010), Monólogo para um cachorro morto (2010), Fruto estranho (2010), O globo da morte de tudo (2012), Ensaio sobre a dádiva (2014) e O direito à preguiça (2016), sempre provocam incômodo e geram debates intensos e variados no campo das artes, e muitas vezes o transcendem, reverberando de forma mais ampla na esfera pública. Continuar lendo “A literatura de esquerda de Nuno Ramos”

Ficções e distopias políticas no tempo presente: antídotos reflexivos contra o caráter gradativo do mal

Fernando Perlatto*

“Foi assim que deixamos acontecer. Quando massacraram o Congresso, nós não acordamos. Quando culparam terroristas e suspenderam a Constituição, nós também não acordamos”(trecho da série Handmaid’s Tale, baseada no livro O Conto de Aia, de Margaret Atwood). Continuar lendo “Ficções e distopias políticas no tempo presente: antídotos reflexivos contra o caráter gradativo do mal”

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