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Literatura

Moreira Salles, Anne Wiazemsky e seus 1968s

Fernando Perlatto*

Datas redondas são sempre bons momentos para lembrar. Há eventos que somente se tornam objetos de recordação em efemérides, permanecendo sob o véu do esquecimento durante anos e anos. Continuar lendo “Moreira Salles, Anne Wiazemsky e seus 1968s”

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Philip Roth e a potência da escrita

Fernando Perlatto*

Then there’s the matter of language and tone. Beginning with Goodbye Columbus, I’ve been attracted to prose that has the spontaneity and ease of spoken language at the same time that is solidly grounded on the page, weighted with the irony, precision, ambiguity associated with a more traditional written rhetoric” (Philip Roth, Why write?, 2017 p.65).

“Am I Lonnof? Am I Zuckerman? Am I Portnoy? I could be, I suppose. I may be yet. As of now I am nothing like so sharply delineated as a character in a book. I am still amorphous Roth” (Philip Roth, Why write?, 2017 p.133). Continuar lendo “Philip Roth e a potência da escrita”

Memórias familiares, literatura e o nazifascismo

Fernando Perlatto*

Em um livro curto, porém repleto de força, intitulado Cascas, lançado no Brasil no final de 2017 pela Editora 34, o filósofo Georges Didi-Huberman constrói um ensaio delicado e complexo sobre a experiência do Holocausto, após revisitar o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde seus avós, judeus poloneses, foram assassinados pelo nazismo. Continuar lendo “Memórias familiares, literatura e o nazifascismo”

A literatura e o seu verdadeiro inimigo: inquietações relativas à figura do autor e da ideia de uma carreira literária

Matheus Vital de Oliveira Mendes*

“Il faut se cacher”, Almeida Faria

O maior inimigo da literatura, diferentemente do feminismo inquisitorial de Vargas Llosa, é, ao meu ver,  a ideia de uma carreira literária, bem como a própria figura imperial do autor na sociedade contemporânea. Continuar lendo “A literatura e o seu verdadeiro inimigo: inquietações relativas à figura do autor e da ideia de uma carreira literária”

Literatura, moralismos e o “politicamente correto”. Ainda sobre Mario Vargas Llosa e o feminismo

Fernando Perlatto*

 

Em tempos de gritarias furiosas e ofensas raivosas, é sempre uma enorme alegria poder ler um texto crítico que, mesmo problematizando e apresentando divergências de conteúdo em relação a outro artigo do qual discorda, consiga manter a elegância dos argumentos, impulsionando, com isso novas reflexões. Continuar lendo “Literatura, moralismos e o “politicamente correto”. Ainda sobre Mario Vargas Llosa e o feminismo”

Outras Inquisições ou uma defesa de Mario Vargas Llosa

Paulo Henrique Paschoeto Cassimiro *

Na última atualização da Revista Escuta, Fernando Perlatto publicou um artigo que, com a inteligência e abertura para as contradições que caracterizam o autor, avalia um artigo recente de Mario Vargas Llosa sobre o feminismo como uma das “novas inquisições” do mundo contemporâneo. Continuar lendo “Outras Inquisições ou uma defesa de Mario Vargas Llosa”

Mario Vargas Llosa e o feminismo como “nova inquisição” literária

Fernando Perlatto*

Não é de hoje que Mario Vargas Llosa tem se posicionado publicamente defendendo ideias claramente conservadoras. Foi, inclusive, candidato à Presidência do Peru em 1990, sustentando muitas destas agendas. Continuar lendo “Mario Vargas Llosa e o feminismo como “nova inquisição” literária”

O lirismo da literatura de João Anzanello Carrascoza

Fernando Perlatto*

Pode-se dizer, sem exageros, que José Anzanello Carrascoza é o autor de um dos grandes livros da literatura brasileira publicados na última década. Continuar lendo “O lirismo da literatura de João Anzanello Carrascoza”

As ditaduras e a literatura latino-americana: pós-ficção, história e testemunho

Fernando Perlatto*

“Para que falar?, que sentido tem agora contabilizar as perdas ou reconstruir a derrota, sucessiva, inconfundível, a derrota, você me diz. Mas houve triunfos?, eu lhe pergunto, ao menos uma vitória?, (…). Assim é a história, você sabe, lenta, cruel, aglomerada, você diz ou eu acho que você diz” (Diamela Eltit, Jamais o fogo nunca, p.85). Continuar lendo “As ditaduras e a literatura latino-americana: pós-ficção, história e testemunho”

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