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André Rodrigues

Bolsonaro, a obsolescência programada: governo de transição para uma direita legitimada

Andrés del Río e André Rodrigues

Um ano antes das eleições indicamos que a possibilidade de um fascista alcançar o poder era real[1]. Durante as eleições, a ilegalidade foi a norma, e fomos muitos que os denunciamos num grito o que já ninguém queria escutar. No percurso, os militares aumentaram sua presença, da tutela à cooptação do governo. Antes do primeiro mês de vida do des-governo Bolsonaro, tínhamos escrito sobre a inviabilidade de sua proposta de poder[2]. Antes de finalizar o segundo ano de mandato, a chance de Bolsonaro sair do governo cresce a cada dia. Continuar lendo “Bolsonaro, a obsolescência programada: governo de transição para uma direita legitimada”

Heróis, zumbis e neoliberalismo: a revanche da solidariedade.

Andrés del Río e André Rodrigues*

Estamos parados em um muro móvel, em uma transição que ainda pouco entendemos, mas sentimos, ignorando o que vem pela frente. Sabemos que estamos em uma penitência autoimposta, de isolamento de abraços, de alienação quebrada, e do resgate do mínimo: a vida cotidiana. Continuar lendo “Heróis, zumbis e neoliberalismo: a revanche da solidariedade.”

Heráclito e Exu, na rua – uma resenha de “O Corpo encantado das ruas”, de Luiz Antonio Simas

André Rodrigues*

Um livro embrulhado em um saquinho de Cosme e Damião. Mais do que uma grande ideia gráfica: decoro litúrgico. Todo livro deveria ser uma prenda sacro-profana, uma oferenda para as crianças. Mestre Simas (assim o tratarei não pelo título acadêmico, mas pela condição de iniciador, conhecedor profundo dos saberes populares, mediador entre o concreto e o invisível) nos oferece um livro que nutre o corpo e o espírito; no qual podemos nos lambuzar e devorar de uma vez ou ir abrindo doce a doce. Continuar lendo “Heráclito e Exu, na rua – uma resenha de “O Corpo encantado das ruas”, de Luiz Antonio Simas”

Tubiacanga

André Rodrigues *

Tubiacanga é uma cidade submersa. Não há diferença de substância entre o que está abaixo e acima do espelho d’água do mar picotado por ilhas que se amontoa no ventre de sua costa; são dois estados da mesma coisa. O antigo estaleiro Ben Israel lida com as máquinas que flutuam entre essas duas densidades; os macacões azuis e laranjas de seus operários pesam como escafandros de novo tipo, um traje para mergulhos existenciais. Continuar lendo “Tubiacanga”

Brasil em duas velocidades: realidade e desejo

 

Andrés del Río*

André Rodrigues*

A bússola não funciona. No Brasil pareceria que já não nos guia, nem tenta orientar. Pelo menos se sente isso, de forma massiva. Errado e certo são a mesma coisa, verdade e mentira estão no mesmo patamar. Mas não nos confundamos, norte e sul continuam aumentando assimetrias, e estão piorando as formas da tolerância e aprofundando divisões: raça, gênero e desigualdade. Existe um mundo a duas velocidades: a realidade e desejo. Continuar lendo “Brasil em duas velocidades: realidade e desejo”

Uma carta pela educação

André Rodrigues*

No céu cinzento sob o astro mudo

Batendo as asas pela noite calada

Vêm em bandos com pés de veludo

Chupar o sangue fresco da manada Continuar lendo “Uma carta pela educação”

O estrondo ao redor

André Rodrigues*

A capacidade da arte para interpretar o presente é sempre maior do que a das ciências sociais. Talvez aquilo que os cientistas produzem demore mais a amadurecer e também a perecer, mas a arte, em geral, possui instrumentos mais sensíveis para trazer à tona processos sociais que não estão na superfície daquilo que podemos chamar de modo impreciso de opinião pública. Continuar lendo “O estrondo ao redor”

A intervenção e os mercados criminosos no Rio de Janeiro

André Rodrigues e Andrés del Río*

É preciso dizer, antes de mais nada, que a perspectiva crítica que se adota nessa reflexão breve não procede sob qualquer horizonte no qual haja possibilidades de êxito nessa iniciativa do governo federal de intervenção federal militar no estado do Rio de Janeiro. Continuar lendo “A intervenção e os mercados criminosos no Rio de Janeiro”

Dois olhares a partir de Marielle: uma homenagem

Marielle e Anderson

André Rodrigues*

Fui criado por mulheres. E só por isso cheguei a ser homem. É o que ficou girando na minha cabeça enquanto pensava no que escrever sobre a execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Continuar lendo “Dois olhares a partir de Marielle: uma homenagem”

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