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Democracia

Notas sobre big techs, esfera pública digital e democracia

Fernando Perlatto*

A invasão do Congresso americano dias atrás por hordas de extrema-direita insufladas pelo presidente Donald Trump ainda irá gerar muitos desdobramentos, seja para a política norte-americana, seja para a democracia de modo mais amplo. O primeiro resultado mais imediato foi a decisão, com enorme repercussão, do Twitter, Facebook e Instagram no sentido de bloquearem, em suas respectivas plataformas, as contas do presidente dos Estados Unidos, sob a alegação de que suas postagens estavam contribuindo para a incitação de práticas de violência. Na sequência, Google, Apple e Amazon suspenderam de suas plataformas o Parler, rede social utilizada por seguidores de extrema-direita. Essas medidas, como era de se esperar, geraram debates diversos sobre a censura, liberdade de expressão e democracia. Sobre o tema, gostaria de tecer algumas considerações:

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Toffoli e a relativização da democracia

Jorge Chaloub*

O presidente do STF, José Antonio Dias Toffoli, já construiu um histórico de relativização da democracia. Em outubro de 2018, logo antes do primeiro turno das eleições, o Ministro disse em palestra na Faculdade de Direito da USP[1] preferir “Movimento de 1964” a “Golpe”. Em claro esforço revisionista, a fala culpava as esquerdas pela ação dos militares e interpretava em chave legítima ações de força para preservar supostos fins democráticos. Ontem, no programa Roda Viva, o jurista outra vez nos brindou com uma reflexão do tipo, agora não mais limitada à História brasileira. Em meio a um raciocínio truncado, pontuado com menções equivocadas ao antropólogo Claude Lévi-Strauss, Toffoli respondeu a uma pergunta sobre as ameaças à democracia brasileira com a relativização do próprio conceito de democracia. Ela não seria algo da natureza, como a “família”, mas uma construção da “cultura”. Continuar lendo “Toffoli e a relativização da democracia”

Escuta Aí – O que fazer?

Jorge Chaloub*

A história brasileira é pródiga em golpismos, ataques a minorias e à democracia. Mesmo dentre esse cenário, não é fácil encontrar analogias históricas para retratar Jair Bolsonaro. Se sua violência verbal ultrapassa até mesmo os ditadores do pós-1964, seu desprezo por qualquer ideia de democracia encontra poucos paralelos em nossa vida pública. Entre os tantos crimes de responsabilidade da longa lista do Presidente, talvez o de ontem seja o mais grave. Descrevamos com um mínimo de precisão os fatos: o Presidente discursou para manifestantes que defendem a instalação de uma ditadura no Brasil, com o fechamento do Congresso e do Judiciário, e explicitamente apoiou esse caminho. Tudo embasado em um discurso onde ele reivindica o lugar de intérprete privilegiado dos interesses maiores da pátria, dos desejos do povo e da vontade divina. No mundo de Bolsonaro, qualquer negociação seria uma traição, pois munido da revelação religiosa e patriótica o único caminho honrado é impor aos outros poderes essa verdade. Continuar lendo “Escuta Aí – O que fazer?”

[Escuta Resenha. Crises da democracia] O povo contra a democracia

Fernando Perlatto*

O povo contra a democracia: Por que nossa liberdade corre perigo e como salvá-la (Yascha Mounk, Companhia das Letras, 2019, 413 páginas)

O diagnóstico de que as democracias estão em crise não é novo. Pode ser encontrado já há algum tempo nas falas e nas manifestações de especialistas, jornalistas e cidadãos comuns. Continuar lendo “[Escuta Resenha. Crises da democracia] O povo contra a democracia”

Virando a mesa do poder

Fernando Perlatto*

Em 2018, um número recorde de mulheres, pessoas não brancas e outsiders políticos chegaram ao Congresso. Muitos democratas estabelecidos foram desafiados nas primárias por pessoas que concorriam pela primeira vez”. Continuar lendo “Virando a mesa do poder”

Democracia: tem que manter isso aí, viu?

Igor Suzano Machado*

As jornadas de junho de 2013 estão para completar seu mandato de quatro anos. Aproximadamente um ano depois, será a vez da operação Lava-jato, hoje com pouco mais de 3 anos de existência. Continuar lendo “Democracia: tem que manter isso aí, viu?”

Tomar partido

Diogo Tourino de Sousa*

Ao descrever a evolução das democracias ocidentais, Tocqueville anteviu, com dose considerável de brilhantismo, os infortúnios que a marcha inexorável da igualdade carregava. Segundo ele, o processo de igualização da vida na modernidade, do qual a Revolução Francesa figurava como maior testemunha, trazia no seu germe o perigo do aparecimento de formas “anacrônicas” de política. Continuar lendo “Tomar partido”

Podem as eleições municipais restituir a democracia?

Rodrigo Mudesto*

Ao se aproximarem as eleições municipais, ainda desconsertados pelo interminável naufrágio da classe politica nacional, os brasileiros assistem incrédulos às noticias sobre convenções e oficializações de candidatura de prefeitos e vereadores. Continuar lendo “Podem as eleições municipais restituir a democracia?”

Por que as mulheres devem ocupar o poder? Entre a opressão da tradição, das igrejas, do estado e da mídia, onde está liberdade das mulheres?

Marlise Matos*

A tradição sacraliza pela repetição do mesmo, a inércia e o eloquente silêncio do costume, impensadamente. As igrejas sacralizam pela negação da materialidade do corpo, pela sacralização e purificação da maternidade, pelo medo do desejo, intencionalmente. Continuar lendo “Por que as mulheres devem ocupar o poder? Entre a opressão da tradição, das igrejas, do estado e da mídia, onde está liberdade das mulheres?”

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