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Democracia

Toffoli e a relativização da democracia

Jorge Chaloub*

O presidente do STF, José Antonio Dias Toffoli, já construiu um histórico de relativização da democracia. Em outubro de 2018, logo antes do primeiro turno das eleições, o Ministro disse em palestra na Faculdade de Direito da USP[1] preferir “Movimento de 1964” a “Golpe”. Em claro esforço revisionista, a fala culpava as esquerdas pela ação dos militares e interpretava em chave legítima ações de força para preservar supostos fins democráticos. Ontem, no programa Roda Viva, o jurista outra vez nos brindou com uma reflexão do tipo, agora não mais limitada à História brasileira. Em meio a um raciocínio truncado, pontuado com menções equivocadas ao antropólogo Claude Lévi-Strauss, Toffoli respondeu a uma pergunta sobre as ameaças à democracia brasileira com a relativização do próprio conceito de democracia. Ela não seria algo da natureza, como a “família”, mas uma construção da “cultura”. Continuar lendo “Toffoli e a relativização da democracia”

Escuta Aí – O que fazer?

Jorge Chaloub*

A história brasileira é pródiga em golpismos, ataques a minorias e à democracia. Mesmo dentre esse cenário, não é fácil encontrar analogias históricas para retratar Jair Bolsonaro. Se sua violência verbal ultrapassa até mesmo os ditadores do pós-1964, seu desprezo por qualquer ideia de democracia encontra poucos paralelos em nossa vida pública. Entre os tantos crimes de responsabilidade da longa lista do Presidente, talvez o de ontem seja o mais grave. Descrevamos com um mínimo de precisão os fatos: o Presidente discursou para manifestantes que defendem a instalação de uma ditadura no Brasil, com o fechamento do Congresso e do Judiciário, e explicitamente apoiou esse caminho. Tudo embasado em um discurso onde ele reivindica o lugar de intérprete privilegiado dos interesses maiores da pátria, dos desejos do povo e da vontade divina. No mundo de Bolsonaro, qualquer negociação seria uma traição, pois munido da revelação religiosa e patriótica o único caminho honrado é impor aos outros poderes essa verdade. Continuar lendo “Escuta Aí – O que fazer?”

[Escuta Resenha] O povo contra a democracia

Fernando Perlatto*

O povo contra a democracia: Por que nossa liberdade corre perigo e como salvá-la (Yascha Mounk, Companhia das Letras, 2019, 413 páginas)

O diagnóstico de que as democracias estão em crise não é novo. Pode ser encontrado já há algum tempo nas falas e nas manifestações de especialistas, jornalistas e cidadãos comuns. Continuar lendo “[Escuta Resenha] O povo contra a democracia”

Virando a mesa do poder

Fernando Perlatto*

Em 2018, um número recorde de mulheres, pessoas não brancas e outsiders políticos chegaram ao Congresso. Muitos democratas estabelecidos foram desafiados nas primárias por pessoas que concorriam pela primeira vez”. Continuar lendo “Virando a mesa do poder”

Democracia: tem que manter isso aí, viu?

Igor Suzano Machado*

As jornadas de junho de 2013 estão para completar seu mandato de quatro anos. Aproximadamente um ano depois, será a vez da operação Lava-jato, hoje com pouco mais de 3 anos de existência. Continuar lendo “Democracia: tem que manter isso aí, viu?”

Tomar partido

Diogo Tourino de Sousa*

Ao descrever a evolução das democracias ocidentais, Tocqueville anteviu, com dose considerável de brilhantismo, os infortúnios que a marcha inexorável da igualdade carregava. Segundo ele, o processo de igualização da vida na modernidade, do qual a Revolução Francesa figurava como maior testemunha, trazia no seu germe o perigo do aparecimento de formas “anacrônicas” de política. Continuar lendo “Tomar partido”

Podem as eleições municipais restituir a democracia?

Rodrigo Mudesto*

Ao se aproximarem as eleições municipais, ainda desconsertados pelo interminável naufrágio da classe politica nacional, os brasileiros assistem incrédulos às noticias sobre convenções e oficializações de candidatura de prefeitos e vereadores. Continuar lendo “Podem as eleições municipais restituir a democracia?”

Por que as mulheres devem ocupar o poder? Entre a opressão da tradição, das igrejas, do estado e da mídia, onde está liberdade das mulheres?

Marlise Matos*

A tradição sacraliza pela repetição do mesmo, a inércia e o eloquente silêncio do costume, impensadamente. As igrejas sacralizam pela negação da materialidade do corpo, pela sacralização e purificação da maternidade, pelo medo do desejo, intencionalmente. Continuar lendo “Por que as mulheres devem ocupar o poder? Entre a opressão da tradição, das igrejas, do estado e da mídia, onde está liberdade das mulheres?”

“Uma pessoa que opina, não um robô” – Relatos sobre a educação pública no Rio de Janeiro

Alessandra Maia Terra de Faria*

Respeito mútuo, união, esperança pelo futuro, lutar por uma escola melhor. No último dia 06 de junho de 2016 aconteceu na rua Araújo Porto Alegre, região do centro do Rio de Janeiro, um Ato Público pela valorização do Ensino Médio, na ABI – Associação Brasileira de Imprensa. Continuar lendo ““Uma pessoa que opina, não um robô” – Relatos sobre a educação pública no Rio de Janeiro”

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