Busca

ESCUTA.

Tag

Cinema

O outro recorrente: o riso, a angústia, Polanski

João Martins Ladeira

Existe esperteza na mistura entre ficção e realidade de Baseado em Fatos Reais (D’après une histoire vraie, 2017), em artimanhas já utilizadas por Roman Polanski tantas outras vezes. Ela está em filmes como Macbeth (1971), Tess – Uma Lição de Vida (Tess, 1979), O Pianista (The Pianist, 2002) ou Oliver Twist (2005), todos marcados por certas reminiscências do próprio diretor: a violência homicida, o crime sexual, os horrores da guerra ou a orfandade no gueto.

Continuar lendo “O outro recorrente: o riso, a angústia, Polanski”

Anúncios

Lembranças dos anos 90 – O que fazer quando se está morto?

João Martins Ladeira*

 Os anos 90 despertam um sentimento estranho. Filmes que remetiam ao passado se descobriam, então, inconcebivelmente atuais, num cinema que, embora mais parecesse de outra era, revelava-se tão novo. Era uma época trancafiada entre o ontem e o amanhã, à espera de um dia que ainda talvez chegue, mas não hoje.

Continuar lendo “Lembranças dos anos 90 – O que fazer quando se está morto?”

Um velho conhecido apresentado por Arábia

Raquel Lima*

“Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach, foi ovacionado com choro e já pouco esperançosos clamores por resistência na sua sessão de estreia durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, em 2016. Continuar lendo “Um velho conhecido apresentado por Arábia”

The Post, a refundação da América entre quatro paredes

João Martins Ladeira*

É notável a reconstrução do passado em The Post: A Guerra Secreta (The Post, 2017, de Steven Spielberg). Há um cuidado com as máquinas de escrever, telefones, tipos de impressão, roupas e carros que não existem mais. Continuar lendo “The Post, a refundação da América entre quatro paredes”

IRONIAS NAS MARGENS: EM PEDAÇOS E AS CONTRADIÇÕES DA FACE DE DIANE KRUGER

João Martins Ladeira*

Na carreira de Fatih Akin, Em Pedaços (Aus dem Nichts, 2017) mostrou-se um trabalho intensamente bem sucedido. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 2018, já havia rendido a Diane Kruger o prêmio de melhor atriz em Cannes no ano anterior. Dado o caráter da obra, esse reconhecimento soa muito natural. Continuar lendo “IRONIAS NAS MARGENS: EM PEDAÇOS E AS CONTRADIÇÕES DA FACE DE DIANE KRUGER”

Pantera Negra: limites e possibilidades do cinema de gênero contemporâneo

Wallace Andrioli Guedes*

Inserido no universo cinematográfico da Marvel (MCU), que teve início com Homem de Ferro em 2008 e já é composto por quase vinte filmes, Pantera Negra carrega consigo um peso particular. Continuar lendo “Pantera Negra: limites e possibilidades do cinema de gênero contemporâneo”

O som da recordação: Blade Runner no passado e no presente

João Martins Ladeira*

Seja em 1982 ou em 2017, Blade Runner é o filme de uma época. Há algo mais cansativo do que reafirmar esta sua importância? Porém, se tal obra é de fato um mito, há sempre espaço para revisitar mais uma vez o que já se conhece. Continuar lendo “O som da recordação: Blade Runner no passado e no presente”

As fronteiras do mundo: norte e sul, homens e mulheres em O Estranho que Nós Amamos

João Martins Ladeira*

O Estranho que Nós Amamos se inicia com uma imagem que invoca exatamente o oposto do que indica. No começo do filme, vê-se a copa de algumas árvores, entre as quais se enxerga as frestas do céu e a luz que passa pelo topo da folhagem. O quadro se desloca e, à impressão de uma vegetação esparsa, sucede-se uma floresta densa, fechada a ponto de bloquear estes raios que outrora se percebia. Continuar lendo “As fronteiras do mundo: norte e sul, homens e mulheres em O Estranho que Nós Amamos”

“Terra em transe” 50 anos

Wallace Andrioli Guedes*

O último mês de maio marcou o cinquentenário do lançamento de Terra em Transe nos cinemas brasileiros. Primeiro filme de Glauber Rocha realizado após o golpe de Estado que derrubou João Goulart da presidência, essa obra-prima se encontra totalmente impregnada pelos acontecimentos políticos de então, formando com O Desafio (1965), de Paulo César Saraceni, e O Bravo Guerreiro (1968), de Gustavo Dahl, uma espécie de trilogia amarga da ressaca das esquerdas com a tomada do poder pelos militares. Continuar lendo ““Terra em transe” 50 anos”

WordPress.com.

Acima ↑