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Cinema

Não temos tempo

João Martins Ladeira*

A decisão de Linklater em filmar Merrily We Roll Along por vinte anos exige ousadia, amplificada frente às incertezas sobre nosso próprio mundo. Isso, e as frustrações dentro e fora do filme talvez o tornem único. Continuar lendo “Não temos tempo”

Só os loucos sabem

Raul Nunes*

Antes mesmo de ser exibido para o grande público, o filme Joker – que se propõe a dar uma versão para o surgimento do arqui-inimigo do Batman – foi acusado de produzir um herói para os incels[1]. Continuar lendo “Só os loucos sabem”

Bacurau e a distopia brutal de um país que se desfaz

Por Fernando Perlatto*

Bacurau é um filme intenso, forte, visceral. É a alegoria brutal do Brasil contemporâneo, com suas violências e ferocidades, visto pelas lentes distópicas dos diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

Assistir a este western tupiniquim selvagem é uma experiência quase catártica neste país que se desmancha a olhos vistos. Continuar lendo “Bacurau e a distopia brutal de um país que se desfaz”

[Antropologia Política. Pesquisa em andamento] Cinema e diversidade: filtros culturais dentre os cosmonautas do Atlântico Sul

Eduardo Mares Bisnetto*

Em país distante, de um planeta plano como uma moeda de vinte e cinco centavos, o presidente-rei-autocrata gosta de avaliar os filmes que sua população pode ou não assistir em seus cinemas. A preocupação, principalmente, é com filmes com teor sexual ou temáticas LGBT (sim, no tal planeta a tag é a mesma). Continuar lendo “[Antropologia Política. Pesquisa em andamento] Cinema e diversidade: filtros culturais dentre os cosmonautas do Atlântico Sul”

Sobre filtros e censura: Bolsonaro e o cinema brasileiro

Wallace Andrioli Guedes*

Numa semana especialmente prolífica em comentários e atos obscurantistas, o presidente Jair Bolsonaro atacou frontalmente o cinema brasileiro. Revelou a intenção de transferir para Brasília a Agência Nacional do Cinema (Ancine), atualmente sediada no Rio de Janeiro, ou mesmo extingui-la. Continuar lendo “Sobre filtros e censura: Bolsonaro e o cinema brasileiro”

Uma Falsa Maturidade

João Martins Ladeira*

Vingadores: Ultimato flerta com a complexidade que ressuscitaria o blockbuster, mas suas pretensões são também sua desgraça.

 Já se repetiu bastante a ideia, atribuída a Spielberg, que enxergava nos super-heróis o substituto do faroeste. Existe aí algo de verdade, assim como de exagero – exatamente a mistura que define Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame, 2019, de Anthony e Joe Russo). Continuar lendo “Uma Falsa Maturidade”

A Solidão da Espera

João Martins Ladeira*

É bastante engenhoso o roteiro de Em Trânsito (Transit, 2018, de Christian Petzold). Certo homem assume a identidade de um escritor morto cuja fama lhe garante passagem e visto para longe de uma perseguição política que, cedo ou tarde, vai devorá-lo. Porém, sua fuga o leva de encontro a ninguém menos que a esposa daquele de quem tomou o nome, num relacionamento entre ambos no qual a moça desconhece tal troca de identidade.

Continuar lendo “A Solidão da Espera”

Frágeis Enigmas

João Martins Ladeira*

As críticas a Albatroz (de Daniel Augusto, 2019) não se cansaram de afirmar a dificuldade do filme, associando esse seu traço à referência, enunciada pelo próprio diretor, a Estrada Perdida (Lost Highway, 1997, de David Lynch). Essa carência de definições sobre “o que está ocorrendo” convive com uma estrutura bastante rígida, por sobre a qual, contudo, não parece impossível distinguir um sentido, incompreensível apenas na aparência. Continuar lendo “Frágeis Enigmas”

Em defesa de Green Book, ou quase isso: algumas observações sobre a recepção crítica do filme e de sua vitória no Oscar

Wallace Andrioli Guedes*

Green Book atraiu para si um bocado de raiva, sobretudo por, sendo dirigido e escrito por homens brancos, abordar o racismo nos Estados Unidos com pouca profundidade e numa chave abertamente conciliadora. Continuar lendo “Em defesa de Green Book, ou quase isso: algumas observações sobre a recepção crítica do filme e de sua vitória no Oscar”

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