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Cinema

Lembranças dos anos 90: Um Jogo de Máscaras

João Martins Ladeira*

Existem muitas metamorfoses em O Nome do Jogo (Get Shorty, 1995, de Barry Sonnenfeld), mas nem todas terminam bem-sucedidas. Há o gângster que pretende se tornar cineasta, assim como o produtor de filmes baratos que busca seu espaço em obras dignas de nota. A destreza com que se movem define o que conseguirão vir a ser. A mesma habilidade em se transformar não se encontra presente nos demais integrantes deste universo. Continuar lendo “Lembranças dos anos 90: Um Jogo de Máscaras”

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O estrondo ao redor

André Rodrigues*

A capacidade da arte para interpretar o presente é sempre maior do que a das ciências sociais. Talvez aquilo que os cientistas produzem demore mais a amadurecer e também a perecer, mas a arte, em geral, possui instrumentos mais sensíveis para trazer à tona processos sociais que não estão na superfície daquilo que podemos chamar de modo impreciso de opinião pública. Continuar lendo “O estrondo ao redor”

O Homem de Mármore e o Homem de Ferro, de AndrzejWajda

Wallace Andrioli Guedes *

É interessante como, ao se apropriar da já batida estrutura narrativa de Cidadão Kane (1941), O Homem de Mármore (1977), de Andrzej Wajda, acaba assumindo uma relação espelhada com o filme de Orson Welles, significando para o mundo comunista algo mais ou menos equivalente a Kane para o capitalismo americano. Continuar lendo “O Homem de Mármore e o Homem de Ferro, de AndrzejWajda”

Um outro sorriso, quem sabe?

João Martins Ladeira*

Talvez uma História de Amor (2018, de Rodrigo Bernardo) pertence ao tipo de produção que tem sido rapidamente posta de lado como um exemplo descartável do nosso cinema. A postura – muitas vezes injusta – assombra a comédia de forma muito corriqueira, tratada de modo impiedoso como um gênero menor – conclusão que, por razões que não vem ao caso, ganha maior dimensão em produções como tal filme. Não há dúvida: trata-se de um trabalho com diversos problemas de execução.

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O outro recorrente: o riso, a angústia, Polanski

João Martins Ladeira

Existe esperteza na mistura entre ficção e realidade de Baseado em Fatos Reais (D’après une histoire vraie, 2017), em artimanhas já utilizadas por Roman Polanski tantas outras vezes. Ela está em filmes como Macbeth (1971), Tess – Uma Lição de Vida (Tess, 1979), O Pianista (The Pianist, 2002) ou Oliver Twist (2005), todos marcados por certas reminiscências do próprio diretor: a violência homicida, o crime sexual, os horrores da guerra ou a orfandade no gueto.

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Lembranças dos anos 90 – O que fazer quando se está morto?

João Martins Ladeira*

 Os anos 90 despertam um sentimento estranho. Filmes que remetiam ao passado se descobriam, então, inconcebivelmente atuais, num cinema que, embora mais parecesse de outra era, revelava-se tão novo. Era uma época trancafiada entre o ontem e o amanhã, à espera de um dia que ainda talvez chegue, mas não hoje.

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Um velho conhecido apresentado por Arábia

Raquel Lima*

“Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach, foi ovacionado com choro e já pouco esperançosos clamores por resistência na sua sessão de estreia durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, em 2016. Continuar lendo “Um velho conhecido apresentado por Arábia”

The Post, a refundação da América entre quatro paredes

João Martins Ladeira*

É notável a reconstrução do passado em The Post: A Guerra Secreta (The Post, 2017, de Steven Spielberg). Há um cuidado com as máquinas de escrever, telefones, tipos de impressão, roupas e carros que não existem mais. Continuar lendo “The Post, a refundação da América entre quatro paredes”

IRONIAS NAS MARGENS: EM PEDAÇOS E AS CONTRADIÇÕES DA FACE DE DIANE KRUGER

João Martins Ladeira*

Na carreira de Fatih Akin, Em Pedaços (Aus dem Nichts, 2017) mostrou-se um trabalho intensamente bem sucedido. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 2018, já havia rendido a Diane Kruger o prêmio de melhor atriz em Cannes no ano anterior. Dado o caráter da obra, esse reconhecimento soa muito natural. Continuar lendo “IRONIAS NAS MARGENS: EM PEDAÇOS E AS CONTRADIÇÕES DA FACE DE DIANE KRUGER”

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