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Cinema

Em defesa de Green Book, ou quase isso: algumas observações sobre a recepção crítica do filme e de sua vitória no Oscar

Wallace Andrioli Guedes*

Green Book atraiu para si um bocado de raiva, sobretudo por, sendo dirigido e escrito por homens brancos, abordar o racismo nos Estados Unidos com pouca profundidade e numa chave abertamente conciliadora. Continuar lendo “Em defesa de Green Book, ou quase isso: algumas observações sobre a recepção crítica do filme e de sua vitória no Oscar”

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Pequena irrealidade palpável

João Martins Ladeira*

I

Para um filme sobre viagens ao espaço, são raros os momentos em O Primeiro Homem (First Man, 2018, de Damien Chazelle) no qual desfrutamos o espetáculo prometido. Mantidos boa parte do tempo no interior dos claustrofóbicos módulos espaciais, somente uma vez ou outra vemos a nave pela perspectiva espetacular de um olho flutuando no espaço. Continuar lendo “Pequena irrealidade palpável”

Prazeres incômodos: O Doutrinador e o limite da barbárie

João Martins Ladeira*

O Doutrinador (2018, de Gustavo Bonafé e Fabio Mendonça) é, sem dúvida, mais uma entre as muitas variações sobre a mítica da Lava Jato, nas infinitas derivações possíveis dessa fábula sobre a ordem que, finalmente, conseguiu-se elaborar no Brasil. Movimento raro esse no qual se consegue construir uma mitologia para uma sociedade – ou pelo menos para uma parte dela. Continuar lendo “Prazeres incômodos: O Doutrinador e o limite da barbárie”

Lembranças dos anos 1990: Um artífice maléfico

João Martins Ladeira*

I

Um artesão irônico paira sobre Barton Fink – Delírios de Hollywood (Barton Fink, 1991, de Joel e Ethan Coen). Esse artífice se sobrepõe a todos os demais artistas apresentados ao longo da narrativa. É ele quem põe em cena sequências de acontecimentos carentes de explicação. Ao longo da película, algumas delas cumprem um papel de máxima importância. Continuar lendo “Lembranças dos anos 1990: Um artífice maléfico”

Pulsões Ambíguas

João Martins Ladeira*

Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here, 2017, de Lynne Ramsay) comporta uma quantidade notável de dubiedades. Dentre elas, a mais importante se refere aos elos entre certas imagens e o que elas, supõe-se, enunciariam. Parece difícil indicar a que se vinculam algumas cenas recorrentemente intercaladas aos atos de Joe (Joaquin Phoenix): se à memória ou à alucinação.

Continuar lendo “Pulsões Ambíguas”

Lembranças dos anos 90: Um Jogo de Máscaras

João Martins Ladeira*

Existem muitas metamorfoses em O Nome do Jogo (Get Shorty, 1995, de Barry Sonnenfeld), mas nem todas terminam bem-sucedidas. Há o gângster que pretende se tornar cineasta, assim como o produtor de filmes baratos que busca seu espaço em obras dignas de nota. A destreza com que se movem define o que conseguirão vir a ser. A mesma habilidade em se transformar não se encontra presente nos demais integrantes deste universo. Continuar lendo “Lembranças dos anos 90: Um Jogo de Máscaras”

O estrondo ao redor

André Rodrigues*

A capacidade da arte para interpretar o presente é sempre maior do que a das ciências sociais. Talvez aquilo que os cientistas produzem demore mais a amadurecer e também a perecer, mas a arte, em geral, possui instrumentos mais sensíveis para trazer à tona processos sociais que não estão na superfície daquilo que podemos chamar de modo impreciso de opinião pública. Continuar lendo “O estrondo ao redor”

O Homem de Mármore e o Homem de Ferro, de AndrzejWajda

Wallace Andrioli Guedes *

É interessante como, ao se apropriar da já batida estrutura narrativa de Cidadão Kane (1941), O Homem de Mármore (1977), de Andrzej Wajda, acaba assumindo uma relação espelhada com o filme de Orson Welles, significando para o mundo comunista algo mais ou menos equivalente a Kane para o capitalismo americano. Continuar lendo “O Homem de Mármore e o Homem de Ferro, de AndrzejWajda”

Um outro sorriso, quem sabe?

João Martins Ladeira*

Talvez uma História de Amor (2018, de Rodrigo Bernardo) pertence ao tipo de produção que tem sido rapidamente posta de lado como um exemplo descartável do nosso cinema. A postura – muitas vezes injusta – assombra a comédia de forma muito corriqueira, tratada de modo impiedoso como um gênero menor – conclusão que, por razões que não vem ao caso, ganha maior dimensão em produções como tal filme. Não há dúvida: trata-se de um trabalho com diversos problemas de execução.

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