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Eleições

Para a organização de uma frente democrática

Alexandre Mendes*

As declarações de Ciro Gomes em entrevista à Folha de São Paulo[1] sobre a liderança da oposição ao governo Bolsonaro não deveriam surpreender. Continuar lendo “Para a organização de uma frente democrática”

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Estado de Natureza e Totalitarismo: as alternativas bolsonaristas

Luiz Falcão*

“Tudo que você podia ser  / Sem medo”. Lô Borges e Márcio Borges, 1972

Entramos em estado de natureza, ou pior.

Os regimes totalitários e a hipótese do estado de natureza têm em comum a total e completa arbitrariedade, que se consuma em imprevisibilidade e medo. Muito medo. As antíteses perfeitas carregam, por vezes, semelhanças inadvertidas. A situação de completo domínio de um campo de concentração é análoga àquela da ausência de qualquer parâmetro civilizacional. Os regimes políticos que se pretendem civilizados, do socialismo ao liberalismo, buscam aprofundar seu programa ideológico sem descuidar da necessária previsibilidade e, sobretudo, ausência de arbitrariedades. Em certo sentido, a civilização humana depende disso, isto é, de civilidade. Particularmente no Ocidente, isso foi conquistado, ou continua a ser, pela via do direito. Entendido politicamente, o direito é, assim, a expressão de um Estado menos que o totalitarismo e mais do que o estado de natureza: a garantia da dignidade da sociedade civil possui papel de relevo não porque tenha, em si mesma, primazia sobre valores como igualdade e liberdade, mas porque não se pode pôr a termo qualquer ideologia civilizada sem ela. Nisso quer-se dizer que é a sociedade civil algo que garante e é garantido pelo Estado, não totalitário, nem de natureza. Continuar lendo “Estado de Natureza e Totalitarismo: as alternativas bolsonaristas”

Responsabilidades compartilhadas

Álvaro Okura de Almeida*

Você começa a conversar e então o sujeito não admite que houve ditadura. Quando o faz não admite que foi um erro. Não acredita na democracia, nem como valor nem como método. Não admite que direitos humanos possam ser uma linguagem mínima disponível para se opor a arbitrariedades e violências estatais contra a dignidade de todos. Fala dos DH como se fosse um “pessoal” ligado a “esquerda e ao comunismo”. De saída, não exclui a tortura como método de punição e investigação. Cansado do caos que é a segurança pública, crê que violência se resolve com armas, ódio e assassinatos.

Continuar lendo “Responsabilidades compartilhadas”

Grandes esperanças

Pedro Lima*

Quase todos à minha volta pareciam atordoados com os resultados das urnas na noite deste domingo, sete de outubro. Após acompanhar por uma semana o crescimento das intenções de voto no candidato fascista para além do suposto “teto” (que girava em torno dos 33%), a irresolução deste domingo pareceu-me boa notícia. Continuar lendo “Grandes esperanças”

Quais as propostas para as pessoas LGBTs dos presidenciáveis de 2018?

CODES/UFV*

A eleição presidencial de 2018 trouxe à tona debates candentes sobre questões de gênero e sexualidade, especialmente a partir da pressão dos vários movimentos sociais que têm pautado a necessidade de a política institucional explicitar quais são as propostas para grupos sociais tão diversos. Continuar lendo “Quais as propostas para as pessoas LGBTs dos presidenciáveis de 2018?”

As bolhas e os problemas: o desafio de se pensar o Brasil nas eleições de 2018

João Dulci*

Há alguns dias, junto com dois colegas de departamento, fomos convidados a pensar sobre as eleições de 2018, tema que, no Brasil, se discute diuturnamente em anos pares, com mais ou menos intensidade. Continuar lendo “As bolhas e os problemas: o desafio de se pensar o Brasil nas eleições de 2018”

O outono do tucanato ou as desventuras do antipetismo como ideologia.

Paulo Henrique Paschoeto Cassimiro*

Uma busca pelas palavras “Fernando Henrique e Lula” no Google nos direciona para uma dezena de fotos que evocam a imagem de um período da história brasileira que começa com a redemocratização e que se encerrará com a provável ida de Bolsonaro e Haddad ao segundo turno das eleições de 2018. Continuar lendo “O outono do tucanato ou as desventuras do antipetismo como ideologia.”

À sombra da estrela que ainda brilha – Lula, as esquerdas e as eleições

Alexandre Mendes*

A história está longe de ser linear. Nem mesmo o filósofo alemão Hegel (1770-1830), conhecido defensor da ideia de que a razão governa os acontecimentos humanos, admitiria que a seta do tempo aponta para uma única direção, muito embora para ele fosse único seu sentido. Antes, somos nós que, desejando ver em tudo semelhança com o ciclo de nossas vidas – nascimento, desenvolvimento, decadência e morte – julgamos ser esse o movimento inexorável e unidirecional de todas as existências possíveis. Continuar lendo “À sombra da estrela que ainda brilha – Lula, as esquerdas e as eleições”

Perspectivas para 2018: dilemas à esquerda, disputas à direita

Wallace Andrioli Guedes*

Apesar de 2018 estar cronologicamente próximo, a dinâmica própria da política brasileira recente torna qualquer tentativa de previsão do que acontecerá nas próximas eleições para a presidência da República um arriscado exercício de futurologia. Continuar lendo “Perspectivas para 2018: dilemas à esquerda, disputas à direita”

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