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mês

agosto 2018

À sombra da estrela que ainda brilha – Lula, as esquerdas e as eleições

Alexandre Mendes*

A história está longe de ser linear. Nem mesmo o filósofo alemão Hegel (1770-1830), conhecido defensor da ideia de que a razão governa os acontecimentos humanos, admitiria que a seta do tempo aponta para uma única direção, muito embora para ele fosse único seu sentido. Antes, somos nós que, desejando ver em tudo semelhança com o ciclo de nossas vidas – nascimento, desenvolvimento, decadência e morte – julgamos ser esse o movimento inexorável e unidirecional de todas as existências possíveis. Continuar lendo “À sombra da estrela que ainda brilha – Lula, as esquerdas e as eleições”

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Deus é mulher

Joyce Louback* e Lívia Monteiro**

“Você vai apanhar muito na vida, Elza!”

Foi com essa frase que o musical “Elza”, encenado no teatro Riachuelo, no centro do Rio de Janeiro, começa a nos impactar. Continuar lendo “Deus é mulher”

Progressistas, conservadores e aborto: qual vida tem maior valor? A da mãe ou a do feto?

Igor Suzano Machado*

Neste mês de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) envolveu-se na discussão da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, ajuizada pelo Psol, com vistas a descriminalizar a prática do aborto até a 12ª semana de gravidez. Continuar lendo “Progressistas, conservadores e aborto: qual vida tem maior valor? A da mãe ou a do feto?”

Notas esparsas sobre uma conjuntura desconjuntada

Pedro Lima*

O ambiente pré-eleitoral é propício a deduções amalucadas e redundâncias pouco edificantes. No tempo das redes, trava-se contato contínuo com uma torrente de análises de conjuntura, dos mais variados matizes – e aventurar-se nesse campo parece, e tende a ser, mero exercício de reiteração de obviedades ou de especulações mais ou menos esperançosas. Diante dessas desanimadoras coordenadas, exponho a seguir algumas intuições sobre o cenário político do país, partindo da imagem de que, espremidos entre o golpe parlamentar de 2016 e as eleições de outubro de 2018, vivemos uma conjuntura desconjuntada. Continuar lendo “Notas esparsas sobre uma conjuntura desconjuntada”

Lembranças dos anos 90: Um Jogo de Máscaras

João Martins Ladeira*

Existem muitas metamorfoses em O Nome do Jogo (Get Shorty, 1995, de Barry Sonnenfeld), mas nem todas terminam bem-sucedidas. Há o gângster que pretende se tornar cineasta, assim como o produtor de filmes baratos que busca seu espaço em obras dignas de nota. A destreza com que se movem define o que conseguirão vir a ser. A mesma habilidade em se transformar não se encontra presente nos demais integrantes deste universo. Continuar lendo “Lembranças dos anos 90: Um Jogo de Máscaras”

Comunidades imagináveis: diante de uma imagem da Copa do Mundo

Gabriela Mitidieri Theophilo*

A copa acabou, mas algumas de suas imagens sobrevivem. São imagens que dão a pensar, forçam a imaginação. Refiro-me, especialmente, àquela da comemoração da vitória da equipe francesa, em foto que se tornou icônica e que podemos observar acima. Continuar lendo “Comunidades imagináveis: diante de uma imagem da Copa do Mundo”

O estrondo ao redor

André Rodrigues*

A capacidade da arte para interpretar o presente é sempre maior do que a das ciências sociais. Talvez aquilo que os cientistas produzem demore mais a amadurecer e também a perecer, mas a arte, em geral, possui instrumentos mais sensíveis para trazer à tona processos sociais que não estão na superfície daquilo que podemos chamar de modo impreciso de opinião pública. Continuar lendo “O estrondo ao redor”

Cultura e política em um Brasil em crise, 2016-2018

Fernando Perlatto*

Em ensaio seminal já tornado clássico, publicado em 1969, intitulado “Cultura e política, 1964-1969”, reproduzido no livro O Pai de Família e Outros Ensaios, o crítico literário Roberto Schwarz buscou analisar a cena cultural no Brasil no período posterior ao golpe de 1964. Continuar lendo “Cultura e política em um Brasil em crise, 2016-2018”

Mito à brasileira

Jorge Chaloub e Diogo Tourino de Sousa*

O uso do termo “mito” expõe, sem intenção, os fundamentos da força política do candidato à Presidência da República pelo Partido Social Liberal (PSL), Jair Bolsonaro. O deputado federal carioca, atualmente em sua sétima legislatura, cresce em popularidade a partir da conhecida estratégia de “construção mítica” da personalidade pública. Continuar lendo “Mito à brasileira”

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