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João Dulci

A falsa euforia da volta do futebol

João Dulci*

Eis que a bola vai rolar. Ao vivo. Na Alemanha. Dois canais por assinatura repartirão essa tarefa de transmitir o primeiro jogo de alto nível ao vivo desde que o Sportv transmitiu Madureira e Bangu sob sol de verão no Rio de Janeiro, ou que a ESPN mostrou o último jogo da sensacional campanha do Liverpool numa ainda fria primavera no norte da Inglaterra. Continuar lendo “A falsa euforia da volta do futebol”

Um visconde partido ao meio

João Dulci*

Num dia, é ódio e preconiza o genocídio. No outro, arrepende-se, diz-se temente a Deus, às armas, ao povo brasileiro. Num dia, o passado de atleta, a ejaculada carreira militar e a fé protegem-lhe de quaisquer mazelas que uma enfermidade menor venha a lhe acometer. No outro, defende a vida, presente e futura, a responsabilidade e assume a incapacidade débil de lidar com um problema maior que sua sapiência. Num dia odeia a todos: as instituições, o Supremo, o Congresso, ecoando os desejos de uma parcela de evocar passagens das mais sombrias e violentas da história brasileira. No outro, cala um lunático, dizendo que o Supremo e o Congresso têm que estar abertos e, numa livre interpretação que aqui me lanço, diz-se defensor da Constituição de 88, ou do que restou dela (eu acrescento). Continuar lendo “Um visconde partido ao meio”

Ladri di applicazione, ou um passeio de De Sica no país do autoemprego

João Dulci*

Em 1948, Vitorio de Sica lançava, num país em reconstrução, um dos maiores clássicos do neorrealismo italiano. Ladri di biciclette, no original, é um primor do cinema. Sua beleza técnica contrasta com o sofrimento da família simples dos arredores de uma Roma ainda esburacada pela Segunda Guerra Mundial. Continuar lendo “Ladri di applicazione, ou um passeio de De Sica no país do autoemprego”

De que tanto riem os empresários? Curiosidades sobre a confiança num mundo alheio à realidade

João Dulci*

Há alguns anos, lá pelos idos de 2011, numa reunião com meu orientador Adalberto Cardoso, lhe dirigi uma pergunta ingênua, como eram muitas: se as indústrias automobilísticas ganham tanto mais dinheiro no mercado financeiro (em torno de 80% do rendimento bruto), por que elas ainda produzem carros. Sua resposta simples, mas elucidativa, resumia-se em duas razões: porque as pessoas ainda querem comprar carros, e porque sem fabricar carros, a Ford, a Fiat ou a Marussia Motors não eram a Ford, a Fiat e a Marussia Motors. Continuar lendo “De que tanto riem os empresários? Curiosidades sobre a confiança num mundo alheio à realidade”

Um ano diferente: máximas e certezas futebolísticas postas a prova em 2019

João Dulci*

Este ano de 2019 nos colocou desafios gigantescos em várias searas, principalmente na política, mas não estou com a menor paciência de debater o tema aqui. Se alguns minutos no Twitter ou lendo os jornais nos obrigam a doses cavalares de antiácidos, num campo específico a via de escape nos proporcionou algumas alegrias. Continuar lendo “Um ano diferente: máximas e certezas futebolísticas postas a prova em 2019”

O longo adeus aos campeonatos estaduais

João Dulci*

Copio quase literalmente o título do livro de Ariel Dorfman, o grande escritor argentino-chileno-norte-americano[1], apenas como um exagero retórico, para tratar de um cadáver ainda insepulto que teima em criar problemas para os amantes do futebol: os campeonatos estaduais. Na semana passada, a CBF divulgou o calendário do futebol brasileiro em 2020, reservando 16 datas para as competições locais. As 16 datas correspondem a quase a metade do campeonato brasileiro. Continuar lendo “O longo adeus aos campeonatos estaduais”

Um desgosto profundo: apropriação indevida de símbolos populares

João Dulci*

Certa vez escrevi aqui que nunca nutri grande apreço pelo pachequismo que mobiliza símbolos nacionais como sinal inequívoco de amor ao Brasil. Quando os movimentos de verde e amarelo começaram a sair às ruas, timidamente em 2013 e de forma escancarada em 2014, as camisas da seleção brasileira, com um escudo de um dos órgãos mais corruptos do país no peito esquerdo, encheram as ruas como uma indumentária identitária de um espectro ideológico da população. Continuar lendo “Um desgosto profundo: apropriação indevida de símbolos populares”

Dia 30 foi menor: assim pensamos a democracia no Brasil

João Dulci*

Às 18h53 do dia 30, o jornal O Globo subiu a manchete “Dia 30 foi menor: nas redes, protesto pela educação tem metade do impacto registrado no dia 15”. Continuar lendo “Dia 30 foi menor: assim pensamos a democracia no Brasil”

De Hillsboro à Vila Cruzeiro: ideias desconexas sobre futebol e Flamengo

João Dulci*

Em 1989, chegou ao ápice na Inglaterra um problema que já se arrastava havia alguns anos: o descaso com os torcedores de futebol. Numa tarde ensolarada na cidade de Sheffield, no estádio do Sheffield Wednesday, 95 torcedores do Liverpool morreriam esmagados pela incompetência da organização e da polícia. Continuar lendo “De Hillsboro à Vila Cruzeiro: ideias desconexas sobre futebol e Flamengo”

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