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Cultura

Ficções e distopias políticas no tempo presente: antídotos reflexivos contra o caráter gradativo do mal

Fernando Perlatto*

“Foi assim que deixamos acontecer. Quando massacraram o Congresso, nós não acordamos. Quando culparam terroristas e suspenderam a Constituição, nós também não acordamos”(trecho da série Handmaid’s Tale, baseada no livro O Conto de Aia, de Margaret Atwood). Continuar lendo “Ficções e distopias políticas no tempo presente: antídotos reflexivos contra o caráter gradativo do mal”

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Escola sem medo

Gabriela Theophilo*

Desde o surgimento do movimento “Escola sem partido”, em 2004, quando ainda parecia uma ameaça remota e com poucas chances de sucesso, há especialistas na área de educação pensando e escrevendo sobre as suas possíveis origens, conexões políticas e repercussões sociais. Continuar lendo “Escola sem medo”

Alegria ao meu povo: impressões sobre o 7×1 original

João Dulci*

Confesso que nunca nutri um amor incondicional pela seleção brasileira. Lembro de ter me entristecido com a derrota de 1990 (flashes de memória construídos ao longo do tempo) e de ter chorado com a vitória de 1994 (Romário é foda. Dá um desconto!). Continuar lendo “Alegria ao meu povo: impressões sobre o 7×1 original”

Um outro Chico, um outro país: divagações sobre “Caravanas”

Jorge Chaloub*

Os primeiros acordes ao piano de Cristóvão Bastos não apenas sugerem um melodia pouco usual, mas dão início um evento que há algumas décadas marca a cena cultural brasileira: pouco mais de 50 anos depois do lançamento do seu primeiro disco, Chico Buarque retorna ao violão com “Caravanas”. Continuar lendo “Um outro Chico, um outro país: divagações sobre “Caravanas””

O mercado de revistas e a construção cultural da transformação dos costumes no Brasil dos anos 1960

Adrianna Setemy*

Em uma roda, mulheres seminuas sentadas entre homens cabeludos e barbados, aparentemente transtornados pelo uso de entorpecentes, compõem a imagem que ilustra um editorial da revista Manchete de março de 1970, onde se lê o seguinte: Continuar lendo “O mercado de revistas e a construção cultural da transformação dos costumes no Brasil dos anos 1960”

A incompreensível loucura do ser: um diálogo crítico com Jaspers e Foucault

Gabriel Peters*

Pode o louco falar?

 Em seu primeiro e melhor livro, O eu dividido, o então psiquiatra e futuro antipsiquiatra Ronald Laing (1974: 29-30) se debruça sobre uma passagem de Emil Kraepelin, uma das figuras fundantes da psiquiatria contemporânea. Continuar lendo “A incompreensível loucura do ser: um diálogo crítico com Jaspers e Foucault”

Sonho 2

André Rodrigues*

Sonhei que conversava com dois sujeitos, brancos, meia idade, habitués de algum círculo profissional que não chegou a ser dito e do restaurante no qual a conversa ocorria, um restaurante de comida ruim e cara, comida servida para homens brancos que nunca puseram os pés numa cozinha, comida pesada e gordurosa feita por homens subalternos que nunca entraram na cozinha enquanto suas mães cozinhavam, uma comida que era um arremedo de comida de verdade. Continuar lendo “Sonho 2”

Da nossa humanidade*

Alessandra Maia**

“Você gostaria que fizessem isso com você? Se a resposta é não, logo – então – não o faça. ”  Essa foi uma expressão da minha infância, que me formou e a muitos que com ela conviveram. Toda vez que sento para escrever um texto, me surpreende o lembrar sobre o quê – minha saudosa avó Alaíde – me diria sobre ele. Continuar lendo “Da nossa humanidade*”

Interpretar a Interpretação (uma polêmica recente): notas para uma análise da sociologia modernista

Maro Lara Martins*

Vira e mexe, o debate sobre a sociologia modernista retorna à agenda pública. Especialistas debatem os significados e adjunções teóricas herdadas por esta experiência intelectual periférica, certa sensação de desajuste, ou mesmo certa necessidade de se revisitar o momento crucial no processo de nossa revolução passiva, a modernização conservadora dos anos 1930/1940. Continuar lendo “Interpretar a Interpretação (uma polêmica recente): notas para uma análise da sociologia modernista”

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