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Cultura

Moreira Salles, Anne Wiazemsky e seus 1968s

Fernando Perlatto*

Datas redondas são sempre bons momentos para lembrar. Há eventos que somente se tornam objetos de recordação em efemérides, permanecendo sob o véu do esquecimento durante anos e anos. Continuar lendo “Moreira Salles, Anne Wiazemsky e seus 1968s”

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O passado ainda é presente: Cultura Política e memória no Brasil

Maíra Pereira da Costa*

Pedidos de intervenção militar têm sido recorrentes nos últimos tempos, ainda que não agregando a maior parte de brasileiros e brasileiras. Durante a chamada “greve dos caminhoneiros” o assunto voltou para – ou nunca deixou – a pauta do dia. O que proponho é olhar para tal fenômeno sob a ótica da cultura política, nos voltando para as atitudes, valores e crenças no âmbito político que estão intimamente ligados ao envolvimento dos indivíduos com a vida pública, buscando entender por que tal discurso ainda reverbera, mesmo após 33 anos do fim do último regime autoritário em nosso país. Continuar lendo “O passado ainda é presente: Cultura Política e memória no Brasil”

O outro recorrente: o riso, a angústia, Polanski

João Martins Ladeira

Existe esperteza na mistura entre ficção e realidade de Baseado em Fatos Reais (D’après une histoire vraie, 2017), em artimanhas já utilizadas por Roman Polanski tantas outras vezes. Ela está em filmes como Macbeth (1971), Tess – Uma Lição de Vida (Tess, 1979), O Pianista (The Pianist, 2002) ou Oliver Twist (2005), todos marcados por certas reminiscências do próprio diretor: a violência homicida, o crime sexual, os horrores da guerra ou a orfandade no gueto.

Continuar lendo “O outro recorrente: o riso, a angústia, Polanski”

O mecanismo

Wallace Andrioli Guedes*

Numa cena do último episódio da primeira temporada de O Mecanismo, o ex-policial federal Marco Ruffo (Selton Mello) tem uma epifania que o leva a, enfim, entender como funciona a corrupção no Brasil. Continuar lendo “O mecanismo”

Philip Roth e a potência da escrita

Fernando Perlatto*

Then there’s the matter of language and tone. Beginning with Goodbye Columbus, I’ve been attracted to prose that has the spontaneity and ease of spoken language at the same time that is solidly grounded on the page, weighted with the irony, precision, ambiguity associated with a more traditional written rhetoric” (Philip Roth, Why write?, 2017 p.65).

“Am I Lonnof? Am I Zuckerman? Am I Portnoy? I could be, I suppose. I may be yet. As of now I am nothing like so sharply delineated as a character in a book. I am still amorphous Roth” (Philip Roth, Why write?, 2017 p.133). Continuar lendo “Philip Roth e a potência da escrita”

Memórias familiares, literatura e o nazifascismo

Fernando Perlatto*

Em um livro curto, porém repleto de força, intitulado Cascas, lançado no Brasil no final de 2017 pela Editora 34, o filósofo Georges Didi-Huberman constrói um ensaio delicado e complexo sobre a experiência do Holocausto, após revisitar o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde seus avós, judeus poloneses, foram assassinados pelo nazismo. Continuar lendo “Memórias familiares, literatura e o nazifascismo”

Lembranças dos anos 90 – O que fazer quando se está morto?

João Martins Ladeira*

 Os anos 90 despertam um sentimento estranho. Filmes que remetiam ao passado se descobriam, então, inconcebivelmente atuais, num cinema que, embora mais parecesse de outra era, revelava-se tão novo. Era uma época trancafiada entre o ontem e o amanhã, à espera de um dia que ainda talvez chegue, mas não hoje.

Continuar lendo “Lembranças dos anos 90 – O que fazer quando se está morto?”

Um velho conhecido apresentado por Arábia

Raquel Lima*

“Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach, foi ovacionado com choro e já pouco esperançosos clamores por resistência na sua sessão de estreia durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, em 2016. Continuar lendo “Um velho conhecido apresentado por Arábia”

The Post, a refundação da América entre quatro paredes

João Martins Ladeira*

É notável a reconstrução do passado em The Post: A Guerra Secreta (The Post, 2017, de Steven Spielberg). Há um cuidado com as máquinas de escrever, telefones, tipos de impressão, roupas e carros que não existem mais. Continuar lendo “The Post, a refundação da América entre quatro paredes”

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