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Bolsonarismo

O ministro da nova conciliação

Jorge Chaloub*

Habemus Ministro. Depois de Decottelli, o breve, Renato Feder foi nomeado como quarto titular da pasta da Educação. Dois aspectos da carreira do novo ministro chamam a atenção. A primeira é sua pregação ultraliberal na juventude, condensada no “clássico’ “Carregando o Elefante – como transformar o Brasil no país mais rico do mundo”, escrito em co-autoria com Alexandre Ostrowiecki, no qual Feder defendia uma reforma radical do Estado. No modelo ideal do novo Ministro, a União teria apenas oito ministérios, dentre os quais não haveria lugar para as pastas da Educação e da Saúde. As áreas seriam da competência de agências reguladoras, responsáveis por regular o ensino e a saúde privados, e não haveria  nenhuma escola, universidade ou hospital públicos. A ação do Estado se restringiria à distribuição de vouchers. Continuar lendo “O ministro da nova conciliação”

A falsa normalidade

Jorge Chaloub*

Parte da incompreensão em torno da reunião ministerial divulgada na última sexta-feira se deve à falta de conhecimento do gênero. Poucos estão habituados a acompanhar “reuniões ministeriais” e, talvez por isso, certas análises parecem tratar o evento como um encontro dos “auxiliares do presidente”, ou do seu círculo íntimo. Mesmo sendo objeto de livre escolha do presidente, ministros são bem mais do que simples aspones, mas representam as faces da coalizão, ou seja, das forças sociais que apoiam o governo. Alguns podem ponderar que não vivemos mais no “presidencialismo de coalizão”, no que eu concordaria. Retruco, porém, que coalizões não são exclusividade da lógica política da Nova República brasileira, hegemônica até o fim do Governo Temer, e sim a marca de todos os tipos de governo, já que nem mesmo monarquias absolutas se apoiam apenas na figura do rei. Continuar lendo “A falsa normalidade”

Escuta Aí – Radicalização do bolsonarismo?

Fernando Perlatto*

O pedido de demissão de Sergio Moro encerra uma fase do governo Bolsonaro. Ainda resta saber se é o seu fim definitivo. Mas aquela configuração inicial, gestada nos escombros do governo Dilma e que havia dado sustentação à sua eleição e à primeira fase do governo – formada pelo tripé militares, empresariado liberal e lava-jatistas – explodiu nos últimos dias. Continuar lendo “Escuta Aí – Radicalização do bolsonarismo?”

Uma pitada de veneno

João Martins Ladeira*

As pretensões autoritárias encontram na cloroquina bolsonarista o elixir de uma rebeldia suicida, num gesto que aponta quais fantasias agregam o grupo.

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Bolsonaro quer transformar o Brasil em Cuba!

Guilherme Simões Reis*

É claro que, em um momento como o atual, em que a pandemia do coronavírus sitia a população e as mortes por contaminação se multiplicam pelo mundo, o que chama atenção sobre Jair Messias Bolsonaro é sua profunda irresponsabilidade no trato da questão, além de sua suposta crescente fragilidade frente aos próprios ministros militares que nomeou. Este texto, no entanto, aborda outro aspecto do seu governo: ele vem tomando medidas que podem levar o Brasil a virar Cuba! Não se anime: isso não significará que o Brasil estará mais preparado para enfrentar o Covid-19. Continuar lendo “Bolsonaro quer transformar o Brasil em Cuba!”

Só destruição, sem arquitetura: o bolsonarismo como desejo de morte

André Rodrigues*

O documentário “Arquitetura da Destruição” (Peter Cohen, 1989) detalha o modo pelo qual o nazismo se estruturou sobre uma sofisticada máquina de propaganda. Diversas análises demonstram como uma racionalidade radical, absoluta, consistia no aspecto central desse regime. Os campos de concentração seriam a expressão máxima dessa racionalidade brutal onde a vida era reduzida a mera quantidade no cálculo genocida. O que vemos em Bolsonaro é um totalitarismo de outra natureza.

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