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Bolsonarismo

As urnas e as armas

Jorge Chaloub*

A decisão da cúpula militar sobre o caso Pazuello é uma importante inflexão no já trágico cenário atual. Ela aponta não apenas para a atual conjuntura, mas aumenta as possibilidades de que venhamos a enfrentar uma violenta eleição em 2022, marcada pelo risco cada vez maior de um golpe. No próximo ano, o olhar se voltará não só para as urnas, mas também para as armas, em enredo que por si só já expõe a dimensão do autoritarismo no Brasil contemporâneo.

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Uma normalidade anormal

João Martins Ladeira*

Bolsonaro descobriu como manter-se popular com o uso de uma estrutura que ele rejeitava. E o principal contraponto a tal projeto está nos tribunais. Infelizmente.

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Jair Frias

André Rodrigues e Andrés Del Río*

O editorial da Folha de São Paulo da última sexta, 21 de agosto de 2020, intitulado “Jair Rousseff”, é a primeira carta de apoio do veículo de comunicação para a campanha de Bolsonaro à reeleição. O texto é um elogio dissimulado ao atual presidente. O maior elogio possível a uma figura da estatura daquele que é o pior de nós. Ponto.

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Uma retórica “liberal”: comentário sobre um artigo da Folha de São Paulo

Jorge Chaloub*

Elena Landau, Fernando Schuler, Leandro Piquet e Samuel Pessoa escrevem hoje, 02 de agosto, um artigo na Folha[1] como suposta “resposta” ao recente texto de professores da USP sobre o fascismo[2]. Com o título “Associar liberalismo ao fascismo não é intelectualmente honesto”, o artigo requenta uma série de chavões conhecidos sobre liberalismo, fascismo e comunismo. Ele interessa, todavia, por ser representativo de certo discurso influente em nossa conjuntura. Continuar lendo “Uma retórica “liberal”: comentário sobre um artigo da Folha de São Paulo”

Indiferença, assimetria e barbarismo: três exemplos de um mesmo Brasil

Diogo Tourino de Sousa*

Detido pela Milícia fascista em dezembro de 1943, o químico italiano Primo Levi (1919-1987) foi deportado para Auschwitz no início do ano seguinte. Parte da terrível experiência vivida nos campos de concentração foi relatada pelo autor num livro devastador. Continuar lendo “Indiferença, assimetria e barbarismo: três exemplos de um mesmo Brasil”

O ministro da nova conciliação

Jorge Chaloub*

Habemus Ministro. Depois de Decottelli, o breve, Renato Feder foi nomeado como quarto titular da pasta da Educação. Dois aspectos da carreira do novo ministro chamam a atenção. A primeira é sua pregação ultraliberal na juventude, condensada no “clássico’ “Carregando o Elefante – como transformar o Brasil no país mais rico do mundo”, escrito em co-autoria com Alexandre Ostrowiecki, no qual Feder defendia uma reforma radical do Estado. No modelo ideal do novo Ministro, a União teria apenas oito ministérios, dentre os quais não haveria lugar para as pastas da Educação e da Saúde. As áreas seriam da competência de agências reguladoras, responsáveis por regular o ensino e a saúde privados, e não haveria  nenhuma escola, universidade ou hospital públicos. A ação do Estado se restringiria à distribuição de vouchers. Continuar lendo “O ministro da nova conciliação”

A falsa normalidade

Jorge Chaloub*

Parte da incompreensão em torno da reunião ministerial divulgada na última sexta-feira se deve à falta de conhecimento do gênero. Poucos estão habituados a acompanhar “reuniões ministeriais” e, talvez por isso, certas análises parecem tratar o evento como um encontro dos “auxiliares do presidente”, ou do seu círculo íntimo. Mesmo sendo objeto de livre escolha do presidente, ministros são bem mais do que simples aspones, mas representam as faces da coalizão, ou seja, das forças sociais que apoiam o governo. Alguns podem ponderar que não vivemos mais no “presidencialismo de coalizão”, no que eu concordaria. Retruco, porém, que coalizões não são exclusividade da lógica política da Nova República brasileira, hegemônica até o fim do Governo Temer, e sim a marca de todos os tipos de governo, já que nem mesmo monarquias absolutas se apoiam apenas na figura do rei. Continuar lendo “A falsa normalidade”

Escuta Aí – Radicalização do bolsonarismo?

Fernando Perlatto*

O pedido de demissão de Sergio Moro encerra uma fase do governo Bolsonaro. Ainda resta saber se é o seu fim definitivo. Mas aquela configuração inicial, gestada nos escombros do governo Dilma e que havia dado sustentação à sua eleição e à primeira fase do governo – formada pelo tripé militares, empresariado liberal e lava-jatistas – explodiu nos últimos dias. Continuar lendo “Escuta Aí – Radicalização do bolsonarismo?”

Uma pitada de veneno

João Martins Ladeira*

As pretensões autoritárias encontram na cloroquina bolsonarista o elixir de uma rebeldia suicida, num gesto que aponta quais fantasias agregam o grupo.

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