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Raquel Lima

Copacabana, março

Raquel Guilherme de Lima*

Segue quente. O sol permanece como fiel marcador do calendário. Também seguem sem alterações as três papaias por cinco reais na feira livre, um dos últimos inertes indicadores da mesoeconomia. Mesmo assim, tenho dúvidas se 2021 é um ano. Começou?

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O outro

Raquel Guilherme de Lima*

Nunca me dei para esporte nenhum. Tampouco acumulei nestes anos de torcedora de futebol um saber enciclopédico de nomes de times, de jogadores, de gols históricos, de partidas inesquecíveis. Estas ausências, de forma alguma, fizeram que eu sentisse menos a paixão que a loucura por um time de futebol pode causar.

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Copacabana, cento e setenta e uns dias de isolamento

Raquel Guilherme de Lima*

170, 172 ou 175 dias de isolamento social. Não sei ao certo. No princípio era o verbo, corrijo, adjetivo. Era pandêmico. No tardar da quarentena, nem vírgula, estilística, é mais.  

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Influenciadores e os dilemas da esquerda: #fadasensata, #somos70% ou #biscoitero?

Raquel Lima*

Maglia Mezza Manica in cotone Supima Extrafine, 19.90 euros. Perdão leitores, se inauguro esse texto com uma publi. Asseguro que a Escuta não está sendo patrocinada pela Intimissimi e a sua nova coleção Cotone UltraFresh, que possui a belíssima impressão de Bruna Marquezine como uma de suas modelos. Já que é justamente a partir do Instagram da notável que milhares de seguidores seguem como gado para este anúncio[1]. Continuar lendo “Influenciadores e os dilemas da esquerda: #fadasensata, #somos70% ou #biscoitero?”

O pasteleiro e a pandemia – uma história essencial sobre o fim de um trabalho

Raquel Guilherme de Lima*

20h30m – hora de bater palmas para os trabalhadores essenciais da enferma sociedade, enquanto os demais tentam dar conta das suas existências confinadas.

O pasteleiro assiste o JN, admira os médicos, gente estudada que tem um ofício bonito. Não, ele não irá até as janelas bater palmas para os bacharéis transformados em doutores, não tem humor para isso, lhes presta sincera homenagem com um gesto de consentimento. Continuar lendo “O pasteleiro e a pandemia – uma história essencial sobre o fim de um trabalho”

Confidências de uma telespectadora

Raquel Guilherme de Lima*

Gugu est mort. Morto de morte estúpida. Uma lástima. Assim, lástima no sentido humano especista cristão que nos vincula, não no sentido, digamos, de lastimar a partida desse ser humano em específico. Com todo o respeito que o catolicismo me ensinou, admito que não tinha grande estima pelo Gugu e muito menos reconhecia nele substância de estima indispensável. Continuar lendo “Confidências de uma telespectadora”

Um velho conhecido apresentado por Arábia

Raquel Lima*

“Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach, foi ovacionado com choro e já pouco esperançosos clamores por resistência na sua sessão de estreia durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, em 2016. Continuar lendo “Um velho conhecido apresentado por Arábia”

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