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ESCUTA.

Além e aquém das quatro linhas

Jorge Chaloub*

A Copa do Mundo constrói uma peculiar geopolítica. Distintamente dos quadros de medalhas na Olimpíadas, onde as disputas entre potências econômicas e militares hegemônicas costumam estar fielmente expressas nas primeiras posições, o futebol cria cenário onde competidores improváveis subvertem PIB’s, IDH’s e outros indicadores do gênero.

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O passado ainda é presente: Cultura Política e memória no Brasil

Maíra Pereira da Costa*

Pedidos de intervenção militar têm sido recorrentes nos últimos tempos, ainda que não agregando a maior parte de brasileiros e brasileiras. Durante a chamada “greve dos caminhoneiros” o assunto voltou para – ou nunca deixou – a pauta do dia. O que proponho é olhar para tal fenômeno sob a ótica da cultura política, nos voltando para as atitudes, valores e crenças no âmbito político que estão intimamente ligados ao envolvimento dos indivíduos com a vida pública, buscando entender por que tal discurso ainda reverbera, mesmo após 33 anos do fim do último regime autoritário em nosso país. Continuar lendo “O passado ainda é presente: Cultura Política e memória no Brasil”

Eleições, Copa, Democracia e Crise: o Brasil em 2018, cinco anos depois de Junho

Josué Medeiros*

 Cada nova pesquisa sobre as eleições presidenciais é um novo 07 de abril. Naquele dia de profunda injustiça, Lula parou o tempo e deixou em suspenso o país. Desde então, o tempo segue parado e seus eternamente elevados índices de intenção de voto nos levam outra vez a assistir e torcer pelo “cara” em São Bernardo. Continuar lendo “Eleições, Copa, Democracia e Crise: o Brasil em 2018, cinco anos depois de Junho”

Intervenção militar, memórias da ditadura e tempo presente

Fernando Perlatto*

Um dos aspectos que mais chamou a atenção durante a crise que parou o país após a chamada “greve dos caminhoneiros” foi o crescimento de discursos e de palavras de ordem – ainda minoritários, embora barulhentos – em defesa da intervenção militar e da volta à ditadura como solução para a crise política. Continuar lendo “Intervenção militar, memórias da ditadura e tempo presente”

O outro recorrente: o riso, a angústia, Polanski

João Martins Ladeira

Existe esperteza na mistura entre ficção e realidade de Baseado em Fatos Reais (D’après une histoire vraie, 2017), em artimanhas já utilizadas por Roman Polanski tantas outras vezes. Ela está em filmes como Macbeth (1971), Tess – Uma Lição de Vida (Tess, 1979), O Pianista (The Pianist, 2002) ou Oliver Twist (2005), todos marcados por certas reminiscências do próprio diretor: a violência homicida, o crime sexual, os horrores da guerra ou a orfandade no gueto.

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A greve é política, estúpido

Luís Falcão*

No sábado, dia 26 de maio de 2018, o Jornal do Brasil publicou uma notinha, indigna de notar-se, com o perdão da expressão, a respeito de Henrique Meirelles. Continuar lendo “A greve é política, estúpido”

O que acabou na Nova República?

Alexandre Mendes*

Em artigos publicados sobre a crise política e social brasileira, na Folha de São Paulo e na Carta Capital, o filósofo Vladimir Safatle vem anunciando, ao menos desde o início do ano de 2015, o fim da Nova República, como foi chamado o regime instituído no Brasil após a transição democrática da década de 1980[1]. Continuar lendo “O que acabou na Nova República?”

O mecanismo

Wallace Andrioli Guedes*

Numa cena do último episódio da primeira temporada de O Mecanismo, o ex-policial federal Marco Ruffo (Selton Mello) tem uma epifania que o leva a, enfim, entender como funciona a corrupção no Brasil. Continuar lendo “O mecanismo”

Philip Roth e a potência da escrita

Fernando Perlatto*

Then there’s the matter of language and tone. Beginning with Goodbye Columbus, I’ve been attracted to prose that has the spontaneity and ease of spoken language at the same time that is solidly grounded on the page, weighted with the irony, precision, ambiguity associated with a more traditional written rhetoric” (Philip Roth, Why write?, 2017 p.65).

“Am I Lonnof? Am I Zuckerman? Am I Portnoy? I could be, I suppose. I may be yet. As of now I am nothing like so sharply delineated as a character in a book. I am still amorphous Roth” (Philip Roth, Why write?, 2017 p.133). Continuar lendo “Philip Roth e a potência da escrita”

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