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ESCUTA.

O mecanismo

Wallace Andrioli Guedes*

Numa cena do último episódio da primeira temporada de O Mecanismo, o ex-policial federal Marco Ruffo (Selton Mello) tem uma epifania que o leva a, enfim, entender como funciona a corrupção no Brasil. Continuar lendo “O mecanismo”

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Philip Roth e a potência da escrita

Fernando Perlatto*

Then there’s the matter of language and tone. Beginning with Goodbye Columbus, I’ve been attracted to prose that has the spontaneity and ease of spoken language at the same time that is solidly grounded on the page, weighted with the irony, precision, ambiguity associated with a more traditional written rhetoric” (Philip Roth, Why write?, 2017 p.65).

“Am I Lonnof? Am I Zuckerman? Am I Portnoy? I could be, I suppose. I may be yet. As of now I am nothing like so sharply delineated as a character in a book. I am still amorphous Roth” (Philip Roth, Why write?, 2017 p.133). Continuar lendo “Philip Roth e a potência da escrita”

Temer está certo? Os desempregados que procuram emprego e a recuperação econômica do analista Temer

João Dulci*

Ao longo das duas últimas semanas, dados sobre desemprego no país mostram uma situação crítica. A taxa de desocupação (pessoas desocupadas, procurando emprego na semana de referência, sobre a força de trabalho, também chamado de desemprego aberto) chega a 13,7 milhões de brasileiros. Continuar lendo “Temer está certo? Os desempregados que procuram emprego e a recuperação econômica do analista Temer”

Memórias familiares, literatura e o nazifascismo

Fernando Perlatto*

Em um livro curto, porém repleto de força, intitulado Cascas, lançado no Brasil no final de 2017 pela Editora 34, o filósofo Georges Didi-Huberman constrói um ensaio delicado e complexo sobre a experiência do Holocausto, após revisitar o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde seus avós, judeus poloneses, foram assassinados pelo nazismo. Continuar lendo “Memórias familiares, literatura e o nazifascismo”

Lembranças dos anos 90 – O que fazer quando se está morto?

João Martins Ladeira*

 Os anos 90 despertam um sentimento estranho. Filmes que remetiam ao passado se descobriam, então, inconcebivelmente atuais, num cinema que, embora mais parecesse de outra era, revelava-se tão novo. Era uma época trancafiada entre o ontem e o amanhã, à espera de um dia que ainda talvez chegue, mas não hoje.

Continuar lendo “Lembranças dos anos 90 – O que fazer quando se está morto?”

A intervenção e os mercados criminosos no Rio de Janeiro

André Rodrigues e Andrés del Río*

É preciso dizer, antes de mais nada, que a perspectiva crítica que se adota nessa reflexão breve não procede sob qualquer horizonte no qual haja possibilidades de êxito nessa iniciativa do governo federal de intervenção federal militar no estado do Rio de Janeiro. Continuar lendo “A intervenção e os mercados criminosos no Rio de Janeiro”

Uma questão da moradia: o direito à cidade ou a cidade como negócio

Carlos Procópio*

A disputa pela cidade envolve o antagonismo de narrativas. Por um lado o direito à cidade, onde seus defensores conclamam o acesso aos benefícios da vida urbana. Para eles, a questão da moradia demanda uma lógica de inclusão que transforme a cidade em uma coisa que esteja a serviço das pessoas. Por outro lado, a cidade como negócio, onde seus apoiadores desejam uma vida urbana protegida daquilo que ameaça seus interesses econômicos. Continuar lendo “Uma questão da moradia: o direito à cidade ou a cidade como negócio”

Um velho conhecido apresentado por Arábia

Raquel Lima*

“Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach, foi ovacionado com choro e já pouco esperançosos clamores por resistência na sua sessão de estreia durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, em 2016. Continuar lendo “Um velho conhecido apresentado por Arábia”

The Post, a refundação da América entre quatro paredes

João Martins Ladeira*

É notável a reconstrução do passado em The Post: A Guerra Secreta (The Post, 2017, de Steven Spielberg). Há um cuidado com as máquinas de escrever, telefones, tipos de impressão, roupas e carros que não existem mais. Continuar lendo “The Post, a refundação da América entre quatro paredes”

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