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ESCUTA.

Um alento em meio a tormenta

Jorge Chaloub*

Os símbolos são uma dimensão inescapável do mundo político. Eles atuam sobre o modo como os atores entendem seu lugar e suas ações, de forma a delinear os limites da própria conjuntura. A capacidade de condensar experiências e expectativas, inerente ao símbolo, faz com que ele seja capaz de influir no tempo e no espaço da disputa política, munido da eventual capacidade de abrir linhas de fuga no tempo e no espaço. Continuar lendo “Um alento em meio a tormenta”

Subjetividades e saúde mental no Brasil da cólera *

Pedro Henrique Antunes da Costa** e Kíssila Teixeira Mendes***

Esboçar uma interpretação acerca das subjetividades produzidas na presente conjuntura – desafio aqui posto – nos leva a uma primeira conclusão: as subjetividades estão em disputa e caracterizam trincheiras de batalhas. Não por acaso, temas como ideologia, consciência e conscientização parecem retomar aos poucos sua relevância acadêmica e política. Continuar lendo “Subjetividades e saúde mental no Brasil da cólera *”

Homenagem a Wanderley Guilherme dos Santos

 

Marcelo Sevaybricker Moreira

Marcia Rangel Candido

Paulo Henrique Paschoeto Cassimiro

Nara Salles

Jorge Chaloub

Diogo Tourino de Sousa

Fernando Perlatto

 A força de uma obra passa, em parte, pela sua duração no tempo. Dentre os possíveis indícios dessa virtude, está sua capacidade de atingir e influenciar distintas gerações. Com base nessa ideia, a Escuta propôs que alguns jovens acadêmicos, ainda no início de suas carreiras como professores e pesquisadores, escrevessem sobre a obra de Wanderley Guilherme dos Santos. Desses convites surgiu uma grande diversidade de relatos, que vão do tom mais pessoal, de quem conviveu com o homenageado, a distintos olhares sobre a sua obra. Continuar lendo “Homenagem a Wanderley Guilherme dos Santos”

Não temos tempo

João Martins Ladeira*

A decisão de Linklater em filmar Merrily We Roll Along por vinte anos exige ousadia, amplificada frente às incertezas sobre nosso próprio mundo. Isso, e as frustrações dentro e fora do filme talvez o tornem único. Continuar lendo “Não temos tempo”

Só os loucos sabem

Raul Nunes*

Antes mesmo de ser exibido para o grande público, o filme Joker – que se propõe a dar uma versão para o surgimento do arqui-inimigo do Batman – foi acusado de produzir um herói para os incels[1]. Continuar lendo “Só os loucos sabem”

O longo adeus aos campeonatos estaduais

João Dulci*

Copio quase literalmente o título do livro de Ariel Dorfman, o grande escritor argentino-chileno-norte-americano[1], apenas como um exagero retórico, para tratar de um cadáver ainda insepulto que teima em criar problemas para os amantes do futebol: os campeonatos estaduais. Na semana passada, a CBF divulgou o calendário do futebol brasileiro em 2020, reservando 16 datas para as competições locais. As 16 datas correspondem a quase a metade do campeonato brasileiro. Continuar lendo “O longo adeus aos campeonatos estaduais”

[Escuta Recomenda] Semana 19

Por Fernando Perlatto*

A coluna “Escuta Recomenda” é publicada aos domingos, assinada por um dos editores da revista, Fernando Perlatto, com sugestões de leituras de textos de política e de cultura, publicados na imprensa ao longo da semana. Continuar lendo “[Escuta Recomenda] Semana 19”

Heráclito e Exu, na rua – uma resenha de “O Corpo encantado das ruas”, de Luiz Antonio Simas

André Rodrigues*

Um livro embrulhado em um saquinho de Cosme e Damião. Mais do que uma grande ideia gráfica: decoro litúrgico. Todo livro deveria ser uma prenda sacro-profana, uma oferenda para as crianças. Mestre Simas (assim o tratarei não pelo título acadêmico, mas pela condição de iniciador, conhecedor profundo dos saberes populares, mediador entre o concreto e o invisível) nos oferece um livro que nutre o corpo e o espírito; no qual podemos nos lambuzar e devorar de uma vez ou ir abrindo doce a doce. Continuar lendo “Heráclito e Exu, na rua – uma resenha de “O Corpo encantado das ruas”, de Luiz Antonio Simas”

O assombro antirrepublicano de nosso tempo

Rodrigo Franco da Costa*

Com a queda da popularidade do presidente da república Jair Bolsonaro[1], é cada vez mais comum observarmos variadas críticas sobre sua pessoa e seu governo. Antes mesmo do fim das eleições de 2018, as demonstrações de rejeição de muitos grupos já eram bastante claras. Continuar lendo “O assombro antirrepublicano de nosso tempo”

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