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Novos cálculos políticos para as eleições municipais de 2020

Theófilo Rodrigues*

Em 4 de outubro de 2020, cidades de todo o Brasil estarão envolvidas com as eleições dos novos prefeitos e vereadores das Câmaras Municipais. Duas recentes mudanças nas regras eleitorais tornam essa eleição inédita: em primeiro lugar, essa será a primeira eleição sem o mecanismo das coligações proporcionais; em segundo lugar, será também a primeira eleição municipal com o uso do Fundo Eleitoral público, na ordem de R$ 2 bilhões de reais. Continuar lendo “Novos cálculos políticos para as eleições municipais de 2020”

Palcos de um mundo possível: arte e vida para a próxima década

Gabriela Mitidieri Theophilo*

“Deles, Kundera escreve: ‘os judeus de Terezín não tinham ilusões: viviam na antecâmara da morte, sua vida cultural era mostrada pela propaganda nazista como álibi. Sendo assim, deveriam ter renunciado a essa liberdade precária e enganosa? A resposta que eles deram foi de total clareza. Sua vida, suas criações, suas exposições, seus quartetos, seus amores, todo o leque de suas atividades tinham uma importância incomparavelmente maior que a comédia macabra dos carcereiros. Tal foi a aposta deles’. E ele acrescenta, generalizando: ‘tal deveria ser a nossa’”.

(Laurent Binet, HHhH)
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Entrevista com Luiza Erundina

Cristina Buarque de Hollanda

A entrevista com Luiza Erundina foi feita no gabinete da deputada na cidade de São Paulo, SP em 24 de julho de 2019.

Nas dezenas de entrevistas que conduzi com militantes da causa dos mortos e desaparecidos políticos da ditadura, o nome de Luiza Erundina é um dos poucos – quiçá o único – incontroversos. Continuar lendo “Entrevista com Luiza Erundina”

Caminhos misteriosos: 60 anos de Pickpocket

João Martins Ladeira*

 No mês de aniversário de uma de suas obras-primas, Bresson e sua reflexão cinematográfica sobre a existência ainda se revelam de uma jovialidade notável. Continuar lendo “Caminhos misteriosos: 60 anos de Pickpocket”

Um ano diferente: máximas e certezas futebolísticas postas a prova em 2019

João Dulci*

Este ano de 2019 nos colocou desafios gigantescos em várias searas, principalmente na política, mas não estou com a menor paciência de debater o tema aqui. Se alguns minutos no Twitter ou lendo os jornais nos obrigam a doses cavalares de antiácidos, num campo específico a via de escape nos proporcionou algumas alegrias. Continuar lendo “Um ano diferente: máximas e certezas futebolísticas postas a prova em 2019”

Confidências de uma telespectadora

Raquel Guilherme de Lima*

Gugu est mort. Morto de morte estúpida. Uma lástima. Assim, lástima no sentido humano especista cristão que nos vincula, não no sentido, digamos, de lastimar a partida desse ser humano em específico. Com todo o respeito que o catolicismo me ensinou, admito que não tinha grande estima pelo Gugu e muito menos reconhecia nele substância de estima indispensável. Continuar lendo “Confidências de uma telespectadora”

Essa gente, de Chico Buarque

Leonardo Octavio Belinelli de Brito*

 À primeira vista, Essa gente, sexto romance de Chico Buarque, parece ser uma novela escrita em forma de diário pelo protagonista, o escritor Manuel Duarte, no qual são anotadas relatos e mensagens enviadas e recebidas entre dezembro de 2016 e setembro de 2019. Porém, não se trata apenas disso, pois o livro contém passagens em que outros personagens são autores dos trechos. No procedimento, há um elemento caleidoscópico que evoca o que o próprio Chico Buarque chamou se “onirismo desperto”[2], também presente, de formas diferentes, em romances como Estorvo e Leite derramado. Continuar lendo “Essa gente, de Chico Buarque”

O futuro como memória do passado: Reflexões sobre “O Eternauta 1969”

Matheus Vitorino Machado*

Oesterheld, em Maio de 1969, receberia em seu escritório em Buenos Aires a surpreendente visita de um viajante do tempo. Curioso, ainda que confuso, o escritor argentino se põe a escutar o viajante que se autointitula “Eternauta”. Vindo do futuro, Juan Salvo começa a narrar história que tem início em seu domicílio em Buenos Aires, onde se encontrava junto de seus amigos, com quem jogava cartas, e de sua esposa e filha. Repentinamente, contudo, um barulho interrompe as atividades da casa. O grupo se dirige a janela, que permanece fechada, para avistar a terrível cena: uma nevasca atinge a capital argentina; seus flocos matam tudo que tocam. Continuar lendo “O futuro como memória do passado: Reflexões sobre “O Eternauta 1969””

Um alento em meio a tormenta

Jorge Chaloub*

Os símbolos são uma dimensão inescapável do mundo político. Eles atuam sobre o modo como os atores entendem seu lugar e suas ações, de forma a delinear os limites da própria conjuntura. A capacidade de condensar experiências e expectativas, inerente ao símbolo, faz com que ele seja capaz de influir no tempo e no espaço da disputa política, munido da eventual capacidade de abrir linhas de fuga no tempo e no espaço. Continuar lendo “Um alento em meio a tormenta”

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