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Ficções e distopias políticas no tempo presente: antídotos reflexivos contra o caráter gradativo do mal

Fernando Perlatto*

“Foi assim que deixamos acontecer. Quando massacraram o Congresso, nós não acordamos. Quando culparam terroristas e suspenderam a Constituição, nós também não acordamos”(trecho da série Handmaid’s Tale, baseada no livro O Conto de Aia, de Margaret Atwood). Continuar lendo “Ficções e distopias políticas no tempo presente: antídotos reflexivos contra o caráter gradativo do mal”

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Escola sem medo

Gabriela Theophilo*

Desde o surgimento do movimento “Escola sem partido”, em 2004, quando ainda parecia uma ameaça remota e com poucas chances de sucesso, há especialistas na área de educação pensando e escrevendo sobre as suas possíveis origens, conexões políticas e repercussões sociais. Continuar lendo “Escola sem medo”

Alegria ao meu povo: impressões sobre o 7×1 original

João Dulci*

Confesso que nunca nutri um amor incondicional pela seleção brasileira. Lembro de ter me entristecido com a derrota de 1990 (flashes de memória construídos ao longo do tempo) e de ter chorado com a vitória de 1994 (Romário é foda. Dá um desconto!). Continuar lendo “Alegria ao meu povo: impressões sobre o 7×1 original”

Último suspiro ou volta ao princípio? Um comentário sobre a empreitada constituinte venezuelana

Mayra Goulart* e Beatriz Lourenço**

Há três anos, o PIB da Venezuela vem caindo de forma acentuada. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2014 a retração foi de 3,9%. Em 2015, de 6,2%. No ano passado, chegou a 18%. Trata-se da maior queda observada no PIB de um país latino-americano desde 1980. Continuar lendo “Último suspiro ou volta ao princípio? Um comentário sobre a empreitada constituinte venezuelana”

Um outro Chico, um outro país: divagações sobre “Caravanas”

Jorge Chaloub*

Os primeiros acordes ao piano de Cristóvão Bastos não apenas sugerem um melodia pouco usual, mas dão início um evento que há algumas décadas marca a cena cultural brasileira: pouco mais de 50 anos depois do lançamento do seu primeiro disco, Chico Buarque retorna ao violão com “Caravanas”. Continuar lendo “Um outro Chico, um outro país: divagações sobre “Caravanas””

O mercado de revistas e a construção cultural da transformação dos costumes no Brasil dos anos 1960

Adrianna Setemy*

Em uma roda, mulheres seminuas sentadas entre homens cabeludos e barbados, aparentemente transtornados pelo uso de entorpecentes, compõem a imagem que ilustra um editorial da revista Manchete de março de 1970, onde se lê o seguinte: Continuar lendo “O mercado de revistas e a construção cultural da transformação dos costumes no Brasil dos anos 1960”

A incompreensível loucura do ser: um diálogo crítico com Jaspers e Foucault

Gabriel Peters*

Pode o louco falar?

 Em seu primeiro e melhor livro, O eu dividido, o então psiquiatra e futuro antipsiquiatra Ronald Laing (1974: 29-30) se debruça sobre uma passagem de Emil Kraepelin, uma das figuras fundantes da psiquiatria contemporânea. Continuar lendo “A incompreensível loucura do ser: um diálogo crítico com Jaspers e Foucault”

Sonho 2

André Rodrigues*

Sonhei que conversava com dois sujeitos, brancos, meia idade, habitués de algum círculo profissional que não chegou a ser dito e do restaurante no qual a conversa ocorria, um restaurante de comida ruim e cara, comida servida para homens brancos que nunca puseram os pés numa cozinha, comida pesada e gordurosa feita por homens subalternos que nunca entraram na cozinha enquanto suas mães cozinhavam, uma comida que era um arremedo de comida de verdade. Continuar lendo “Sonho 2”

O melhor texto que não escrevi

Álvaro Okura de Almeida*

Meus melhores textos são aqueles que não escrevi. Vez ou outra me ocorre uma ideia que parece, modestamente, genial. Imagino então o título, o tema, as frases de abertura e fechamento. Continuar lendo “O melhor texto que não escrevi”

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