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Prazeres incômodos: O Doutrinador e o limite da barbárie

João Martins Ladeira*

O Doutrinador (2018, de Gustavo Bonafé e Fabio Mendonça) é, sem dúvida, mais uma entre as muitas variações sobre a mítica da Lava Jato, nas infinitas derivações possíveis dessa fábula sobre a ordem que, finalmente, conseguiu-se elaborar no Brasil. Movimento raro esse no qual se consegue construir uma mitologia para uma sociedade – ou pelo menos para uma parte dela. Continuar lendo “Prazeres incômodos: O Doutrinador e o limite da barbárie”

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Para a organização de uma frente democrática

Alexandre Mendes*

As declarações de Ciro Gomes em entrevista à Folha de São Paulo[1] sobre a liderança da oposição ao governo Bolsonaro não deveriam surpreender. Continuar lendo “Para a organização de uma frente democrática”

O WhatsApp não pode parar

João Martins Ladeira*

O debate público sobre a indicação de Moro para o Ministério da Justiça (e Segurança) se concentrou, de fato, em aspectos essenciais, mas não foi completo. Continuar lendo “O WhatsApp não pode parar”

Participação social no Brasil: morte ou catalepsia?

Débora Rezende de Almeida*

Comecei a escrever este texto há um ano atrás. Não sei exatamente se tenho resposta para a pergunta do título. A conjuntura política atual do país intensificou a incerteza, presente desde o impeachment presidencial, a respeito do futuro da participação social e da agenda de direitos a ela vinculada nas últimas décadas.  É indispensável dizer que vivemos em tempos sombrios e que o contexto político não favorece previsões de longo prazo. Continuar lendo “Participação social no Brasil: morte ou catalepsia?”

Desafios da conjuntura e armas da teoria política: golpe, democracia e fascismo

Thais Florêncio Aguiar* entrevista Cesar Guimarães**

Realizada em início de agosto, esta entrevista de Cesar Guimarães se converteu em um depoimento reflexivo sobre democracia, golpe de estado e fascismo, muito oportuno para nutrir o pensamento crítico nesse momento pós-eleitoral. Continuar lendo “Desafios da conjuntura e armas da teoria política: golpe, democracia e fascismo”

Lembranças dos anos 1990: Um artífice maléfico

João Martins Ladeira*

I

Um artesão irônico paira sobre Barton Fink – Delírios de Hollywood (Barton Fink, 1991, de Joel e Ethan Coen). Esse artífice se sobrepõe a todos os demais artistas apresentados ao longo da narrativa. É ele quem põe em cena sequências de acontecimentos carentes de explicação. Ao longo da película, algumas delas cumprem um papel de máxima importância. Continuar lendo “Lembranças dos anos 1990: Um artífice maléfico”

Fazer das tripas coração

Gabriela Mitidieri Theophilo*

Das mais surpreendentes
é a vida de tal faca:
faca, ou qualquer metáfora,
pode ser cultivada. Continuar lendo “Fazer das tripas coração”

Estado de Natureza e Totalitarismo: as alternativas bolsonaristas

Luiz Falcão*

“Tudo que você podia ser  / Sem medo”. Lô Borges e Márcio Borges, 1972

Entramos em estado de natureza, ou pior.

Os regimes totalitários e a hipótese do estado de natureza têm em comum a total e completa arbitrariedade, que se consuma em imprevisibilidade e medo. Muito medo. As antíteses perfeitas carregam, por vezes, semelhanças inadvertidas. A situação de completo domínio de um campo de concentração é análoga àquela da ausência de qualquer parâmetro civilizacional. Os regimes políticos que se pretendem civilizados, do socialismo ao liberalismo, buscam aprofundar seu programa ideológico sem descuidar da necessária previsibilidade e, sobretudo, ausência de arbitrariedades. Em certo sentido, a civilização humana depende disso, isto é, de civilidade. Particularmente no Ocidente, isso foi conquistado, ou continua a ser, pela via do direito. Entendido politicamente, o direito é, assim, a expressão de um Estado menos que o totalitarismo e mais do que o estado de natureza: a garantia da dignidade da sociedade civil possui papel de relevo não porque tenha, em si mesma, primazia sobre valores como igualdade e liberdade, mas porque não se pode pôr a termo qualquer ideologia civilizada sem ela. Nisso quer-se dizer que é a sociedade civil algo que garante e é garantido pelo Estado, não totalitário, nem de natureza. Continuar lendo “Estado de Natureza e Totalitarismo: as alternativas bolsonaristas”

Feliz dia dos alquimistas: como ser professor na era do pós-real?

Lício Caetano do Rego Monteiro*

Caros colegas,

Parabéns aos professores que vocês são, e aos futuros professores que nossos alunos estão se formando para ser. Em algum momento vocês escolheram essa profissão, ou talvez tenham sido escolhidos para ela. Toparam o desafio de aprender e de ensinar. Continuar lendo “Feliz dia dos alquimistas: como ser professor na era do pós-real?”

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