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ESCUTA.

O “Breque dos Apps” contra o falso discurso de autonomia e flexibilidade por parte das plataformas

Ana Claudia Moreira Cardoso*

Paula Freitas de Almeida**

“A gente está pedindo o básico”. Essa é uma fala recorrente entre os trabalhadores e trabalhadoras das empresas detentoras de plataforma digital (empresas-plataforma) que realizaram a greve no último dia 1º de julho (o Breque dos Apps) e foi também a expressão do Alessandro Sorriso[1], liderança sindical no Distrito Federal. Esse breve texto é um esforço de análise do movimento, que contou com a importante narrativa do Sorriso sobre as ações prévias de mobilização, suas inquietudes e perspectivas. Partimos do olhar para o processo de construção da greve e da sua realização, considerando, ainda, seu significado para a luta desses trabalhadores e para toda a sociedade. Continuar lendo “O “Breque dos Apps” contra o falso discurso de autonomia e flexibilidade por parte das plataformas”

O ministro da nova conciliação

Jorge Chaloub*

Habemus Ministro. Depois de Decottelli, o breve, Renato Feder foi nomeado como quarto titular da pasta da Educação. Dois aspectos da carreira do novo ministro chamam a atenção. A primeira é sua pregação ultraliberal na juventude, condensada no “clássico’ “Carregando o Elefante – como transformar o Brasil no país mais rico do mundo”, escrito em co-autoria com Alexandre Ostrowiecki, no qual Feder defendia uma reforma radical do Estado. No modelo ideal do novo Ministro, a União teria apenas oito ministérios, dentre os quais não haveria lugar para as pastas da Educação e da Saúde. As áreas seriam da competência de agências reguladoras, responsáveis por regular o ensino e a saúde privados, e não haveria  nenhuma escola, universidade ou hospital públicos. A ação do Estado se restringiria à distribuição de vouchers. Continuar lendo “O ministro da nova conciliação”

A Folha de São Paulo, a ditadura e a democracia

Fernando Perlatto*

No último domingo, 28/06, a Folha de São Paulo publicou um caderno especial sobre a ditadura inaugurada com o golpe civil-militar de 1964. O caderno faz parte de uma campanha mais ampla do jornal em defesa da democracia, que tem, entre outras ações, a realização de um curso on-line sobre o regime militar e a adoção até as próximas eleições presidenciais do slogan “Um jornal a serviço da democracia” em substituição àquele adotado desde 1961 “Um jornal a serviço do Brasil”. Continuar lendo “A Folha de São Paulo, a ditadura e a democracia”

[Escuta Recomenda – 24/06 a 30/06]

Os Editores

A coluna “Escuta Recomenda” é publicada às terças-feiras, assinada pelos editores da revista, com sugestões de leituras de textos, vídeos e podcasts de política e de cultura, publicados ao longo da semana.

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Escuta Aí – A direita e os corvos

Jorge Chaloub*

Os últimos dias foram marcados por sinais de moderação do governo Bolsonaro. Depois de semanas com frequentes ameaças de golpe, seja por parte do presidente ou do núcleo duro bolsonarista, o silêncio substituiu as bravatas. A coincidência entre a nova postura do presidente e a prisão de Fabrício Queiroz sugere uma relação entre os fatos e aponta para prováveis revelações danosas. O objeto desse pequeno texto não é, todavia, a cumplicidade entre a família Bolsonaro e membros das milícias carioca, mas a resposta das instituições e atores da oposição à direita a essa “nova fase” do Governo Bolsonaro. Continuar lendo “Escuta Aí – A direita e os corvos”

Lá se vão meus anéis, minha eletricidade, minha água, meu…

João Dulci*

Na virada pros anos 1970, os Originais do Samba gravaram, num disco chamado “O samba é a corda, os Originais a caçamba”, uma música de Eduardo Gudin que trazia os versos gatopardianos: “lá se vão meus anéis, diz o refrão/ mas meus dedos são dez, duas mãos”. Era um lamento sobre o abandono da companheira, mas que passava inicialmente um tom de superação, numa altivez típica do samba brasileiro:

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Influenciadores e os dilemas da esquerda: #fadasensata, #somos70% ou #biscoitero?

Raquel Lima*

Maglia Mezza Manica in cotone Supima Extrafine, 19.90 euros. Perdão leitores, se inauguro esse texto com uma publi. Asseguro que a Escuta não está sendo patrocinada pela Intimissimi e a sua nova coleção Cotone UltraFresh, que possui a belíssima impressão de Bruna Marquezine como uma de suas modelos. Já que é justamente a partir do Instagram da notável que milhares de seguidores seguem como gado para este anúncio[1]. Continuar lendo “Influenciadores e os dilemas da esquerda: #fadasensata, #somos70% ou #biscoitero?”

[Escuta Recomenda – 17/06 a 23/06]

Os Editores

A coluna “Escuta Recomenda” é publicada às terças-feiras, assinada pelos editores da revista, com sugestões de leituras de textos, vídeos e podcasts de política e de cultura, publicados ao longo da semana.

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A radicalização da direita e a crise sanitária no Brasil *

Alessandra Maia**

Um dos primeiros ensinamentos sobre a ciência política moderna e a passagem ao mundo contemporâneo trata do fato de que um governo representativo não possui, normativamente, a característica democrática. Aliás, é nesse exato sentido que reis eram soberanos – e tirânicos- porque não precisavam prestar contas dos seus atos, e diziam que encarnavam os valores da nação, para, em seguida, matar seus próprios súditos. Continuar lendo “A radicalização da direita e a crise sanitária no Brasil *”

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