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ESCUTA.

A Esquerda no Tabuleiro Político

“Na esquerda, a aposta é que as críticas [a Alckmin]

serão silenciadas pela bênção de Lula ao agora aliado […]”

Folha de São Paulo, 26 de Dezembro de 2021

Ronaldo Tadeu de Souza*

Nas últimas semanas temos presenciado movimentação intensa no tabuleiro da política brasileira visando às eleições em 2022. Mas qual a posição particular das forças de esquerda no próximo período? Como ela deveria (ou irá) se movimentar? Para além do personagem decisivo de Lula, qual o papel da esquerda em 2022, nas eleições e nos próximos anos?

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Rezando pelo bem do patrão: as S.A.F. no futebol brasileiro

João Dulci*

No fim de 2021, duas notícias agitaram o noticiário futebolístico, mas não dentro de campo. Botafogo e Cruzeiro transformaram em Sociedades Anônimas do Futebol (SAF). A medida não é propriamente nova, mas sem dúvidas é algo que chama atenção por aqui. Desde a chamada Lei Pelé que se busca incentivar a criação dos “clubes-empresa”, um modelo, segundo especialistas, análogo ao que ocorre na Europa e, em parte, nos Estados Unidos.

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A sustentabilidade no programa das candidaturas presidenciais em 2022

Theófilo Rodrigues*

Ao longo desta semana, a Folha de S. Paulo publicou uma série de artigos de apresentação inicial dos programas das principais candidaturas de oposição ao governo de Jair Bolsonaro em 2022. Trata-se, evidentemente, de uma grande iniciativa para o enriquecimento do debate público. Os textos foram redigidos por economistas indicados pelas campanhas: Ciro Gomes (PDT), por Nelson Marconi; João Dória (PSDB), por Henrique Meirelles; Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por Guido Mantega; e Sergio Moro (Podemos), por Affonso Celso Pastore.

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Os Brasis de Caetano Veloso: um ensaio sobre Meu Coco

Jorge Chaloub*

Nove anos depois do fim da trilogia com a Banda Cê, em meio a um cenário de profunda crise política, Caetano Veloso lança um novo disco. Desde 2012, ano de Abraçaço, a sociedade brasileira rompeu com muitos dos aparentes consensos do mundo construído sobre os escombros da ditadura e viu a emergência de uma ultradireita, consagrada pela vitória eleitoral do atual presidente, disposta a destruir não apenas a ordem da Nova República brasileira, mas qualquer esboço das transformações políticas, estéticas e morais produzidas a partir dos anos 1960. Meu Coco é atravessado pelo desejo de intervir criticamente nessa nova conjuntura.

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Vício Inerente: sobre a esquerda e a crise no Brasil contemporâneo

Ronaldo Tadeu de Souza*

Vício inerente. Vício inerente é o nome de um filme norte-americano. Não é uma obra de arte fílmica, nem mesmo um roteiro de maior sofisticação. É um entretenimento que mostra uma mulher que sofria de compulsão sexual – quase que incurável. De a todas as vezes que saia de casa sem a presença de seu marido ela tendia a praticar sexo com estranhos que lhe dessem possibilidade. Não é que ela era impulsionada por algo externo, algum estímulo medicamentoso, ou algum espírito livre e contestador das convenções sociais. Era algo próprio dela mesma enquanto pessoa humana – era algo de sua existência intrínseca, por isso incontrolável. Algo de similar acontece no debate público brasileiro, quando alguns setores tratam da esquerda e de quais as atitudes que ela deveria tomar diante de certos acontecimentos políticos. Há aí um vício inerente. Uma obsessão que é de difícil melhora.

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Um certo olhar: diálogos felinos II

João Dulci*

João Júnior, ou JJ (pronuncia-se JayJay, no mais perfeito sotaque do norte do Kentucky) é um gato de três anos recém completados, mas com larga experiência acumulada de suas outras vidas. Não é possível precisar quantas já foram, mas ele ainda guarda certa argúcia dos seus tempos pelas ágoras gregas. De sua passagem pela Judéia, aprendeu a compartilhar igualitariamente carinhos e mordidas. Vez por outra ele me puxa em conversas sobre eventos que vê por aí. Como já aprendi que dessas conversas podem sair coisas boas, procuro gravar os papos. Transcrevo a última conversa abaixo. Salvo as duas primeiras linhas (demorei a ligar o gravador), o restante segue ipsis literis. JD sou eu; JJ é ele.

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Bolsonaro cria a Escola Superior de Defesa para formar os novos “arapongas”

Denise Assis*

De acordo com informações repassadas através da Secretaria Geral da Presidência – leia-se, general Luiz Eduardo Ramos -, no dia 24 de setembro, o governo Bolsonaro editou o decreto, nº 10.806, DE 23 DE SETEMBRO DE 2021, criando a Escola Superior de Defesa. A nova instituição fará alterações que o ministério chamou de “pontuais”, mudando a estrutura regimental e o quadro de cargos e funções do Ministério da Defesa, a fim de remanejar pessoal – segundo o governo – “sem aumento de despesa”. (A verificar).

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“The Bolsonaro Paradox”: um resumo

Jonas Medeiros*

Tive a honra e a alegria de escrever com a Camila Rocha e a Esther Solano o livro The Bolsonaro Paradox: The Public Sphere and Right-Wing Counterpublicity in Contemporary Brazil (Springer, 2021).

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Projeto do Novo Código Eleitoral aprovado na Câmara dos Deputados: uma análise sobre interseccionalidade de gênero e raça, divisão de recursos e tempo de rádio e tv

Nathalia Ferreira Silva* e Mayra Goulart**

INTRODUÇÃO

Um dos maiores desafios a ser enfrentado pela legislação eleitoral dos países democráticos é a introdução de instrumentos e procedimentos que forneçam a devida inclusão de proteção aos direitos fundamentais dos grupos vulnerabilizados ou maiorias minorizadas (SANTOS,2020).

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