Busca

ESCUTA.

Sonho de um carnaval?

Jorge Chaloub*

O “chefe da polícia” pelo twitter manda avisar que é urgente o retorno aos “bons tempos”. Depois dos “excessos” de manifestações populares, realizadas com a tolerância e mesmo o incentivo da permissiva Constituição de 1988, agora devemos voltar plenamente às épocas em que o povo na rua é, sem dúvida, questão de polícia.

Continuar lendo “Sonho de um carnaval?”

Anúncios

Em defesa de Green Book, ou quase isso: algumas observações sobre a recepção crítica do filme e de sua vitória no Oscar

Wallace Andrioli Guedes*

Green Book atraiu para si um bocado de raiva, sobretudo por, sendo dirigido e escrito por homens brancos, abordar o racismo nos Estados Unidos com pouca profundidade e numa chave abertamente conciliadora. Continuar lendo “Em defesa de Green Book, ou quase isso: algumas observações sobre a recepção crítica do filme e de sua vitória no Oscar”

Estado miliciano: a consolidação da ideologia e ação

Julinho de Paiva[1] e Filipo do Sul[2]

“A polícia da república, como toda a gente sabe, é paternal e compassiva no tratamento das pessoas humildes que dela necessitam; e sempre, quer se trate de humildes, quer de poderosos, a velha instituição cumpre religiosamente a lei. Vem-lhe daí o respeito que aos políticos os seus empregados tributam e a procura que ela merece desses homens, quase sempre interessados no cumprimento das leis que discutem e votam”.

(Lima Barreto em “Como o ‘homem’ chegou”, 1915). Continuar lendo “Estado miliciano: a consolidação da ideologia e ação”

Vavá e o opróbrio de Lula

João Dulci*

Em Durkheim, dentre outros escritos em “Da divisão do trabalho social”, o autor discorre sobre a justiça. É bastante interessante como o Direito ganha contornos na transição da solidariedade mecânica para a orgânica. O Direito transforma-se num indicador da transição. Mas uma das figuras mais interessantes da teoria durkheimiana é o opróbrio. Continuar lendo “Vavá e o opróbrio de Lula”

A ponta da praia: um pouco de dignidade se despede do Congresso Nacional

João Dulci*

Num dos mais famosos quadros do grupo Monty Python, um senhor entra numa loja de animais e tenta devolver um papagaio, alegando que lhe foi vendido um papagaio empalhado como se fosse um animal vivo. Continuar lendo “A ponta da praia: um pouco de dignidade se despede do Congresso Nacional”

Por quem dobram os sinos? A derradeira prisão de Cesare Battisti

Bernardo Bianchi*

Cesare Battisti é como que uma fenda no tempo pela qual se deixam entrever momentos distintos da história contemporânea, fragmentos dispersos no tempo e no espaço que, de outro modo, poderiam parecer como que não relacionados entre si. O significado da sua prisão não pode ser entendido sem referência ao entrelaçamento destes fatos, cuja omissão a torna completamente ininteligível, simples poeira, um acontecimento banal. Continuar lendo “Por quem dobram os sinos? A derradeira prisão de Cesare Battisti”

Libertadores da América: observações sobre futebol sul-americano, ou o que sobrou dele

João Dulci*

O subcontinente latino-americano é uma miríade de países de distintas origens dos períodos colonialistas europeus. As espoliações seculares resultaram em alguns dos países mais pobres e de pior IDH do mundo e alguns países cujas maiores características são a diversidade e a desigualdade. Continuar lendo “Libertadores da América: observações sobre futebol sul-americano, ou o que sobrou dele”

Modos para sobreviver à tempestade: notas sobre a ausência de PT e PSOL na posse de Bolsonaro

Jorge Chaloub*

A polêmica sobre a ausência de PT e PSOL na posse de Jair Bolsonaro trouxe ao centro do debate uma questão candente desde a eleição e incontornável durante os próximos quatro anos: a postura perante o novo governo. Resta saber como lidar com um presidente legitimado pelas urnas, mas contrário, em suas palavras e gestos, a muitos preceitos centrais da democracia, mesmo em seus conceitos menos exigentes.

Continuar lendo “Modos para sobreviver à tempestade: notas sobre a ausência de PT e PSOL na posse de Bolsonaro”

Os momentos que precedem a tormenta: algumas questões sobre o passado e o futuro da democracia

Jorge Chaloub*

Os escritos sobre a crise contemporânea já podem formar pequenas bibliotecas. Nelas, obituários mais ou menos solenes sobre a democracia convivem com críticas bem-comportadas aos “populismos” mais diversos e lembranças dos anos 1930 podem ser colocadas na prateleira ao lado de escritos sobre o retorno dos totalitarismos.

Continuar lendo “Os momentos que precedem a tormenta: algumas questões sobre o passado e o futuro da democracia”

WordPress.com.

Acima ↑