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Política

O outono do tucanato ou as desventuras do antipetismo como ideologia.

Paulo Henrique Paschoeto Cassimiro*

Uma busca pelas palavras “Fernando Henrique e Lula” no Google nos direciona para uma dezena de fotos que evocam a imagem de um período da história brasileira que começa com a redemocratização e que se encerrará com a provável ida de Bolsonaro e Haddad ao segundo turno das eleições de 2018. Continuar lendo “O outono do tucanato ou as desventuras do antipetismo como ideologia.”

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O abismo das falsas equivalências: divagações sobre a comparação entre as esquerdas e Bolsonaro

Jorge Chaloub*

Uma das mais nocivas narrativas da presente eleição se constrói a partir de certa ideia de falsa equivalência. Neste discurso, o analista político “realista” clama, com ares de moderação e sofisticação epistemológica,  pelo retorno de um centro perdido entre os supostos radicalismos à direita e à esquerda. Não estamos diante de um fenômeno novo. Continuar lendo “O abismo das falsas equivalências: divagações sobre a comparação entre as esquerdas e Bolsonaro”

O ocaso das metáforas: reflexões truncadas sobre o Museu Nacional

Jorge Chaloub*

Ainda atônita pela tragédia do Museu Nacional, Raquel me disse que o cenário, de tão grotesco, abria um tempo em que não eram mais necessárias metáforas para descrever o processo de destruição que vivemos. O desastre do cotidiano poderia ser visto sem recorrer à imaginação ou às elucubrações literárias, já que as metáforas ganhavam plena realidade, e efeitos, nesse realismo fantástico que crescentemente nos assola. Continuar lendo “O ocaso das metáforas: reflexões truncadas sobre o Museu Nacional”

Por que não passa?

Pedro Rolo Benetti*

As respostas são a um só tempo simples e complexas. A história já foi relatada diversas vezes, sob as mais variadas perspectivas. Aconteceu há exatos 25 anos, no dia 29 de agosto de 1993. Depois de uma emboscada realizada por traficantes, por meio de uma falsa denúncia anônima, quatro policiais foram executados dentro de suas viaturas. A resposta não tardou e no dia seguinte foi formada a fila com 21 caixões na entrada de Vigário Geral. Não se tratava de 21 unidades de corpos favelados, não era um número. Eram 21 pessoas, privadas de seu direito mais básico, o de existir. Continuar lendo “Por que não passa?”

À sombra da estrela que ainda brilha – Lula, as esquerdas e as eleições

Alexandre Mendes*

A história está longe de ser linear. Nem mesmo o filósofo alemão Hegel (1770-1830), conhecido defensor da ideia de que a razão governa os acontecimentos humanos, admitiria que a seta do tempo aponta para uma única direção, muito embora para ele fosse único seu sentido. Antes, somos nós que, desejando ver em tudo semelhança com o ciclo de nossas vidas – nascimento, desenvolvimento, decadência e morte – julgamos ser esse o movimento inexorável e unidirecional de todas as existências possíveis. Continuar lendo “À sombra da estrela que ainda brilha – Lula, as esquerdas e as eleições”

Deus é mulher

Joyce Louback* e Lívia Monteiro**

“Você vai apanhar muito na vida, Elza!”

Foi com essa frase que o musical “Elza”, encenado no teatro Riachuelo, no centro do Rio de Janeiro, começa a nos impactar. Continuar lendo “Deus é mulher”

Progressistas, conservadores e aborto: qual vida tem maior valor? A da mãe ou a do feto?

Igor Suzano Machado*

Neste mês de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) envolveu-se na discussão da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, ajuizada pelo Psol, com vistas a descriminalizar a prática do aborto até a 12ª semana de gravidez. Continuar lendo “Progressistas, conservadores e aborto: qual vida tem maior valor? A da mãe ou a do feto?”

Notas esparsas sobre uma conjuntura desconjuntada

Pedro Lima*

O ambiente pré-eleitoral é propício a deduções amalucadas e redundâncias pouco edificantes. No tempo das redes, trava-se contato contínuo com uma torrente de análises de conjuntura, dos mais variados matizes – e aventurar-se nesse campo parece, e tende a ser, mero exercício de reiteração de obviedades ou de especulações mais ou menos esperançosas. Diante dessas desanimadoras coordenadas, exponho a seguir algumas intuições sobre o cenário político do país, partindo da imagem de que, espremidos entre o golpe parlamentar de 2016 e as eleições de outubro de 2018, vivemos uma conjuntura desconjuntada. Continuar lendo “Notas esparsas sobre uma conjuntura desconjuntada”

Comunidades imagináveis: diante de uma imagem da Copa do Mundo

Gabriela Mitidieri Theophilo*

A copa acabou, mas algumas de suas imagens sobrevivem. São imagens que dão a pensar, forçam a imaginação. Refiro-me, especialmente, àquela da comemoração da vitória da equipe francesa, em foto que se tornou icônica e que podemos observar acima. Continuar lendo “Comunidades imagináveis: diante de uma imagem da Copa do Mundo”

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