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ESCUTA.

mês

novembro 2019

Confidências de uma telespectadora

Raquel Guilherme de Lima*

Gugu est mort. Morto de morte estúpida. Uma lástima. Assim, lástima no sentido humano especista cristão que nos vincula, não no sentido, digamos, de lastimar a partida desse ser humano em específico. Com todo o respeito que o catolicismo me ensinou, admito que não tinha grande estima pelo Gugu e muito menos reconhecia nele substância de estima indispensável. Continuar lendo “Confidências de uma telespectadora”

Essa gente, de Chico Buarque

Leonardo Octavio Belinelli de Brito*

 À primeira vista, Essa gente, sexto romance de Chico Buarque, parece ser uma novela escrita em forma de diário pelo protagonista, o escritor Manuel Duarte, no qual são anotadas relatos e mensagens enviadas e recebidas entre dezembro de 2016 e setembro de 2019. Porém, não se trata apenas disso, pois o livro contém passagens em que outros personagens são autores dos trechos. No procedimento, há um elemento caleidoscópico que evoca o que o próprio Chico Buarque chamou se “onirismo desperto”[2], também presente, de formas diferentes, em romances como Estorvo e Leite derramado. Continuar lendo “Essa gente, de Chico Buarque”

O futuro como memória do passado: Reflexões sobre “O Eternauta 1969”

Matheus Vitorino Machado*

Oesterheld, em Maio de 1969, receberia em seu escritório em Buenos Aires a surpreendente visita de um viajante do tempo. Curioso, ainda que confuso, o escritor argentino se põe a escutar o viajante que se autointitula “Eternauta”. Vindo do futuro, Juan Salvo começa a narrar história que tem início em seu domicílio em Buenos Aires, onde se encontrava junto de seus amigos, com quem jogava cartas, e de sua esposa e filha. Repentinamente, contudo, um barulho interrompe as atividades da casa. O grupo se dirige a janela, que permanece fechada, para avistar a terrível cena: uma nevasca atinge a capital argentina; seus flocos matam tudo que tocam. Continuar lendo “O futuro como memória do passado: Reflexões sobre “O Eternauta 1969””

Um alento em meio a tormenta

Jorge Chaloub*

Os símbolos são uma dimensão inescapável do mundo político. Eles atuam sobre o modo como os atores entendem seu lugar e suas ações, de forma a delinear os limites da própria conjuntura. A capacidade de condensar experiências e expectativas, inerente ao símbolo, faz com que ele seja capaz de influir no tempo e no espaço da disputa política, munido da eventual capacidade de abrir linhas de fuga no tempo e no espaço. Continuar lendo “Um alento em meio a tormenta”

Subjetividades e saúde mental no Brasil da cólera *

Pedro Henrique Antunes da Costa** e Kíssila Teixeira Mendes***

Esboçar uma interpretação acerca das subjetividades produzidas na presente conjuntura – desafio aqui posto – nos leva a uma primeira conclusão: as subjetividades estão em disputa e caracterizam trincheiras de batalhas. Não por acaso, temas como ideologia, consciência e conscientização parecem retomar aos poucos sua relevância acadêmica e política. Continuar lendo “Subjetividades e saúde mental no Brasil da cólera *”

Homenagem a Wanderley Guilherme dos Santos

 

Marcelo Sevaybricker Moreira

Marcia Rangel Candido

Paulo Henrique Paschoeto Cassimiro

Nara Salles

Jorge Chaloub

Diogo Tourino de Sousa

Fernando Perlatto

 A força de uma obra passa, em parte, pela sua duração no tempo. Dentre os possíveis indícios dessa virtude, está sua capacidade de atingir e influenciar distintas gerações. Com base nessa ideia, a Escuta propôs que alguns jovens acadêmicos, ainda no início de suas carreiras como professores e pesquisadores, escrevessem sobre a obra de Wanderley Guilherme dos Santos. Desses convites surgiu uma grande diversidade de relatos, que vão do tom mais pessoal, de quem conviveu com o homenageado, a distintos olhares sobre a sua obra. Continuar lendo “Homenagem a Wanderley Guilherme dos Santos”

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