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Futebol

Um desgosto profundo: apropriação indevida de símbolos populares

João Dulci*

Certa vez escrevi aqui que nunca nutri grande apreço pelo pachequismo que mobiliza símbolos nacionais como sinal inequívoco de amor ao Brasil. Quando os movimentos de verde e amarelo começaram a sair às ruas, timidamente em 2013 e de forma escancarada em 2014, as camisas da seleção brasileira, com um escudo de um dos órgãos mais corruptos do país no peito esquerdo, encheram as ruas como uma indumentária identitária de um espectro ideológico da população. Continuar lendo “Um desgosto profundo: apropriação indevida de símbolos populares”

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Um futebol desencantado

Jorge Chaloub*

Josué Medeiros**

Uma recente reportagem sobre o narrador Januário de Oliveira não apenas relembrou expressões e personagens do futebol carioca dos anos 1990, como expôs os traços de um passado que não existe mais. Responsável por alguns dos maiores bordões da nossa imprensa esportiva – como “taí o que você queria!”, “tá lá um corpo estendido no chão!”, “acabou o milho, acabou a pipoca, fim de papo!” – Januário é símbolo de um outro futebol. Não estamos apenas diante de uma mudança nos padrões da transmissão televisiva, mas também de uma distinta lógica do esporte. Continuar lendo “Um futebol desencantado”

De Hillsboro à Vila Cruzeiro: ideias desconexas sobre futebol e Flamengo

João Dulci*

Em 1989, chegou ao ápice na Inglaterra um problema que já se arrastava havia alguns anos: o descaso com os torcedores de futebol. Numa tarde ensolarada na cidade de Sheffield, no estádio do Sheffield Wednesday, 95 torcedores do Liverpool morreriam esmagados pela incompetência da organização e da polícia. Continuar lendo “De Hillsboro à Vila Cruzeiro: ideias desconexas sobre futebol e Flamengo”

Libertadores da América: observações sobre futebol sul-americano, ou o que sobrou dele

João Dulci*

O subcontinente latino-americano é uma miríade de países de distintas origens dos períodos colonialistas europeus. As espoliações seculares resultaram em alguns dos países mais pobres e de pior IDH do mundo e alguns países cujas maiores características são a diversidade e a desigualdade. Continuar lendo “Libertadores da América: observações sobre futebol sul-americano, ou o que sobrou dele”

Além e aquém das quatro linhas

Jorge Chaloub*

A Copa do Mundo constrói uma peculiar geopolítica. Distintamente dos quadros de medalhas na Olimpíadas, onde as disputas entre potências econômicas e militares hegemônicas costumam estar fielmente expressas nas primeiras posições, o futebol cria cenário onde competidores improváveis subvertem PIB’s, IDH’s e outros indicadores do gênero.

Continuar lendo “Além e aquém das quatro linhas”

Eleições, Copa, Democracia e Crise: o Brasil em 2018, cinco anos depois de Junho

Josué Medeiros*

 Cada nova pesquisa sobre as eleições presidenciais é um novo 07 de abril. Naquele dia de profunda injustiça, Lula parou o tempo e deixou em suspenso o país. Desde então, o tempo segue parado e seus eternamente elevados índices de intenção de voto nos levam outra vez a assistir e torcer pelo “cara” em São Bernardo. Continuar lendo “Eleições, Copa, Democracia e Crise: o Brasil em 2018, cinco anos depois de Junho”

Alegria ao meu povo: impressões sobre o 7×1 original

João Dulci*

Confesso que nunca nutri um amor incondicional pela seleção brasileira. Lembro de ter me entristecido com a derrota de 1990 (flashes de memória construídos ao longo do tempo) e de ter chorado com a vitória de 1994 (Romário é foda. Dá um desconto!). Continuar lendo “Alegria ao meu povo: impressões sobre o 7×1 original”

Sonho 2

André Rodrigues*

Sonhei que conversava com dois sujeitos, brancos, meia idade, habitués de algum círculo profissional que não chegou a ser dito e do restaurante no qual a conversa ocorria, um restaurante de comida ruim e cara, comida servida para homens brancos que nunca puseram os pés numa cozinha, comida pesada e gordurosa feita por homens subalternos que nunca entraram na cozinha enquanto suas mães cozinhavam, uma comida que era um arremedo de comida de verdade. Continuar lendo “Sonho 2”

De Pyongang a Liverpool Lime Street: o sonho de verão da Coreia do Norte em 1966

Luiz Guilherme Burlamaqui*

Em 1966, o time de futebol da República Popular da Coreia (PKR) disputou a sua primeira Copa do Mundo. Os norte-coreanos chegaram à Inglaterra como azarões e poucos acreditavam que eles pudessem fazer qualquer tipo de algazarra no torneio. Continuar lendo “De Pyongang a Liverpool Lime Street: o sonho de verão da Coreia do Norte em 1966”

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