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Cultura

Escuta aí – O bolsonarismo e a destruição das políticas culturais no Brasil

Fernando Perlatto*

É muito revoltante que, em meio à pandemia do coronavírus que arrasa o país, tenhamos que testemunhar atônitos ao processo paralelo de desmantelamento da política cultural no Brasil. Continuar lendo “Escuta aí – O bolsonarismo e a destruição das políticas culturais no Brasil”

Os Mundos de Aldir

Jorge Chaloub*

“Na rua do Tijolo, bloco 5, aquele de esquina,

morou uma enfermeira com a chama vital de Ana Karenina.

Dirá um dodói que Tolstói era chuva demais pra tão pouca planta.

Ô trouxa, heroínas sem par podem brotar na Rússia ou lá em Água Santa” (Lupicínica)

Continuar lendo “Os Mundos de Aldir”

Um visconde partido ao meio

João Dulci*

Num dia, é ódio e preconiza o genocídio. No outro, arrepende-se, diz-se temente a Deus, às armas, ao povo brasileiro. Num dia, o passado de atleta, a ejaculada carreira militar e a fé protegem-lhe de quaisquer mazelas que uma enfermidade menor venha a lhe acometer. No outro, defende a vida, presente e futura, a responsabilidade e assume a incapacidade débil de lidar com um problema maior que sua sapiência. Num dia odeia a todos: as instituições, o Supremo, o Congresso, ecoando os desejos de uma parcela de evocar passagens das mais sombrias e violentas da história brasileira. No outro, cala um lunático, dizendo que o Supremo e o Congresso têm que estar abertos e, numa livre interpretação que aqui me lanço, diz-se defensor da Constituição de 88, ou do que restou dela (eu acrescento). Continuar lendo “Um visconde partido ao meio”

Caminhos misteriosos: 60 anos de Pickpocket

João Martins Ladeira*

 No mês de aniversário de uma de suas obras-primas, Bresson e sua reflexão cinematográfica sobre a existência ainda se revelam de uma jovialidade notável. Continuar lendo “Caminhos misteriosos: 60 anos de Pickpocket”

Confidências de uma telespectadora

Raquel Guilherme de Lima*

Gugu est mort. Morto de morte estúpida. Uma lástima. Assim, lástima no sentido humano especista cristão que nos vincula, não no sentido, digamos, de lastimar a partida desse ser humano em específico. Com todo o respeito que o catolicismo me ensinou, admito que não tinha grande estima pelo Gugu e muito menos reconhecia nele substância de estima indispensável. Continuar lendo “Confidências de uma telespectadora”

Essa gente, de Chico Buarque

Leonardo Octavio Belinelli de Brito*

 À primeira vista, Essa gente, sexto romance de Chico Buarque, parece ser uma novela escrita em forma de diário pelo protagonista, o escritor Manuel Duarte, no qual são anotadas relatos e mensagens enviadas e recebidas entre dezembro de 2016 e setembro de 2019. Porém, não se trata apenas disso, pois o livro contém passagens em que outros personagens são autores dos trechos. No procedimento, há um elemento caleidoscópico que evoca o que o próprio Chico Buarque chamou se “onirismo desperto”[2], também presente, de formas diferentes, em romances como Estorvo e Leite derramado. Continuar lendo “Essa gente, de Chico Buarque”

O futuro como memória do passado: Reflexões sobre “O Eternauta 1969”

Matheus Vitorino Machado*

Oesterheld, em Maio de 1969, receberia em seu escritório em Buenos Aires a surpreendente visita de um viajante do tempo. Curioso, ainda que confuso, o escritor argentino se põe a escutar o viajante que se autointitula “Eternauta”. Vindo do futuro, Juan Salvo começa a narrar história que tem início em seu domicílio em Buenos Aires, onde se encontrava junto de seus amigos, com quem jogava cartas, e de sua esposa e filha. Repentinamente, contudo, um barulho interrompe as atividades da casa. O grupo se dirige a janela, que permanece fechada, para avistar a terrível cena: uma nevasca atinge a capital argentina; seus flocos matam tudo que tocam. Continuar lendo “O futuro como memória do passado: Reflexões sobre “O Eternauta 1969””

Não temos tempo

João Martins Ladeira*

A decisão de Linklater em filmar Merrily We Roll Along por vinte anos exige ousadia, amplificada frente às incertezas sobre nosso próprio mundo. Isso, e as frustrações dentro e fora do filme talvez o tornem único. Continuar lendo “Não temos tempo”

Só os loucos sabem

Raul Nunes*

Antes mesmo de ser exibido para o grande público, o filme Joker – que se propõe a dar uma versão para o surgimento do arqui-inimigo do Batman – foi acusado de produzir um herói para os incels[1]. Continuar lendo “Só os loucos sabem”

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