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Política

Feliz dia dos alquimistas: como ser professor na era do pós-real?

Lício Caetano do Rego Monteiro*

Caros colegas,

Parabéns aos professores que vocês são, e aos futuros professores que nossos alunos estão se formando para ser. Em algum momento vocês escolheram essa profissão, ou talvez tenham sido escolhidos para ela. Toparam o desafio de aprender e de ensinar. Continuar lendo “Feliz dia dos alquimistas: como ser professor na era do pós-real?”

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São tristes os dilemas da democracia: apoio crítico e neutralidade nas eleições de 2018

João Dulci*

Confirmada a vitória de Dilma Rousseff, em 2014, o comitê de campanha do PT esperou pelo telefonema do candidato derrotado, como de praxe em saudáveis democracias. O telefonema nunca veio. Aquela campanha havia sido marcada por tentativas de oposição de todas as matizes. Continuar lendo “São tristes os dilemas da democracia: apoio crítico e neutralidade nas eleições de 2018”

Um Espetáculo Genuinamente Nacional

João Martins Ladeira*

O Succès de scandale parecia fora de moda, mas os tempos andam estranhos, e Roger Waters terminou envolvido num belo anacronismo. É curioso: não teria sido a sua música a despertar polêmica; e, neste caso, algum desavisado poderia considerá-la até bastante anódina. Continuar lendo “Um Espetáculo Genuinamente Nacional”

Responsabilidades compartilhadas

Álvaro Okura de Almeida*

Você começa a conversar e então o sujeito não admite que houve ditadura. Quando o faz não admite que foi um erro. Não acredita na democracia, nem como valor nem como método. Não admite que direitos humanos possam ser uma linguagem mínima disponível para se opor a arbitrariedades e violências estatais contra a dignidade de todos. Fala dos DH como se fosse um “pessoal” ligado a “esquerda e ao comunismo”. De saída, não exclui a tortura como método de punição e investigação. Cansado do caos que é a segurança pública, crê que violência se resolve com armas, ódio e assassinatos.

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Grandes esperanças

Pedro Lima*

Quase todos à minha volta pareciam atordoados com os resultados das urnas na noite deste domingo, sete de outubro. Após acompanhar por uma semana o crescimento das intenções de voto no candidato fascista para além do suposto “teto” (que girava em torno dos 33%), a irresolução deste domingo pareceu-me boa notícia. Continuar lendo “Grandes esperanças”

O outono do tucanato ou as desventuras do antipetismo como ideologia.

Paulo Henrique Paschoeto Cassimiro*

Uma busca pelas palavras “Fernando Henrique e Lula” no Google nos direciona para uma dezena de fotos que evocam a imagem de um período da história brasileira que começa com a redemocratização e que se encerrará com a provável ida de Bolsonaro e Haddad ao segundo turno das eleições de 2018. Continuar lendo “O outono do tucanato ou as desventuras do antipetismo como ideologia.”

O abismo das falsas equivalências: divagações sobre a comparação entre as esquerdas e Bolsonaro

Jorge Chaloub*

Uma das mais nocivas narrativas da presente eleição se constrói a partir de certa ideia de falsa equivalência. Neste discurso, o analista político “realista” clama, com ares de moderação e sofisticação epistemológica,  pelo retorno de um centro perdido entre os supostos radicalismos à direita e à esquerda. Não estamos diante de um fenômeno novo. Continuar lendo “O abismo das falsas equivalências: divagações sobre a comparação entre as esquerdas e Bolsonaro”

O ocaso das metáforas: reflexões truncadas sobre o Museu Nacional

Jorge Chaloub*

Ainda atônita pela tragédia do Museu Nacional, Raquel me disse que o cenário, de tão grotesco, abria um tempo em que não eram mais necessárias metáforas para descrever o processo de destruição que vivemos. O desastre do cotidiano poderia ser visto sem recorrer à imaginação ou às elucubrações literárias, já que as metáforas ganhavam plena realidade, e efeitos, nesse realismo fantástico que crescentemente nos assola. Continuar lendo “O ocaso das metáforas: reflexões truncadas sobre o Museu Nacional”

Por que não passa?

Pedro Rolo Benetti*

As respostas são a um só tempo simples e complexas. A história já foi relatada diversas vezes, sob as mais variadas perspectivas. Aconteceu há exatos 25 anos, no dia 29 de agosto de 1993. Depois de uma emboscada realizada por traficantes, por meio de uma falsa denúncia anônima, quatro policiais foram executados dentro de suas viaturas. A resposta não tardou e no dia seguinte foi formada a fila com 21 caixões na entrada de Vigário Geral. Não se tratava de 21 unidades de corpos favelados, não era um número. Eram 21 pessoas, privadas de seu direito mais básico, o de existir. Continuar lendo “Por que não passa?”

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