André Rodrigues*

Um livro embrulhado em um saquinho de Cosme e Damião. Mais do que uma grande ideia gráfica: decoro litúrgico. Todo livro deveria ser uma prenda sacro-profana, uma oferenda para as crianças. Mestre Simas (assim o tratarei não pelo título acadêmico, mas pela condição de iniciador, conhecedor profundo dos saberes populares, mediador entre o concreto e o invisível) nos oferece um livro que nutre o corpo e o espírito; no qual podemos nos lambuzar e devorar de uma vez ou ir abrindo doce a doce. Continuar lendo “Heráclito e Exu, na rua – uma resenha de “O Corpo encantado das ruas”, de Luiz Antonio Simas”