Matheus Vitorino Machado*

Oesterheld, em Maio de 1969, receberia em seu escritório em Buenos Aires a surpreendente visita de um viajante do tempo. Curioso, ainda que confuso, o escritor argentino se põe a escutar o viajante que se autointitula “Eternauta”. Vindo do futuro, Juan Salvo começa a narrar história que tem início em seu domicílio em Buenos Aires, onde se encontrava junto de seus amigos, com quem jogava cartas, e de sua esposa e filha. Repentinamente, contudo, um barulho interrompe as atividades da casa. O grupo se dirige a janela, que permanece fechada, para avistar a terrível cena: uma nevasca atinge a capital argentina; seus flocos matam tudo que tocam. Continuar lendo “O futuro como memória do passado: Reflexões sobre “O Eternauta 1969””