Gabriela Mitidieri Theophilo*

A copa acabou, mas algumas de suas imagens sobrevivem. São imagens que dão a pensar, forçam a imaginação. Refiro-me, especialmente, àquela da comemoração da vitória da equipe francesa, em foto que se tornou icônica e que podemos observar acima. Nela, vemos Yeo Moriba, mãe de Paul Pogba, quebrando o protocolo da FIFA e levantando a taça ao lado de seus outros dois filhos, Mathias e Florentin. Yeo é muçulmana, nascida na Guiné. Fassou Antoine Pogba, falecido recentemente, pai dos três jovens, era católico, nascido no Congo. Paul é muçulmano nascido na França e seus irmãos, que são gêmeos, nascidos na Guiné. Todos são cidadãos franceses.[i]

Dos 23 convocados para compor a equipe francesa na Copa de 2018, 11 são imigrantes ou filhos de imigrantes, nascidos em diferentes regiões do continente africano.[ii] A sócio-diversidade dos Azuis, representando um país cujas instituições vivem em constante tensão com seu passado colonialista e com seus cidadãos de ascendência não francesa, chamou a atenção do público e gerou debates ao longo da celebração esportiva deste ano.[iii]

As polêmicas envolvendo a seleção francesa, por esses mesmos motivos, não são recentes.[iv] Desde, aproximadamente, os anos de 1990, a seleção e seus personagens (jogadores e técnicos) têm sido alvo de ataques, apropriações e usos políticos diversos. Na década referida, Zinedine Zidane, nascido em Marseille e de ascendência argelina, começava a se destacar como principal estrela da equipe. Nesse período, em 1995, a França sofreu uma série de atentados a bomba no metrô, sendo o principal suspeito de autoria do último desses atentados, um jovem chamado Khaled Kelkal. Kelkal, morto pela polícia em 29 de setembro daquele ano, tinha dupla nacionalidade, pois nascido na Argélia, e vivera com sua família em uma periferia da cidade de Lyon desde os dois anos de idade. Sua digital fora identificada na bomba e ele foi, então, associado ao Grupo islâmico armado (GIA), também argelino, que reivindicara a responsabilidade pela violência. O envolvimento de Kelkal teve enorme repercussão no país, pois, pela primeira vez, enfrentava-se um jihadista francês, qualificado como “mal integrado”.  A partir daquele momento, o “francês de origem árabe” se tornaria o arquétipo de inimigo a ser combatido.

Não demoraria para que os heróis da seleção francesa começassem a sofrer com a desconfiança e o racismo acirrados a partir destes eventos. Em 1996, Zidane é acusado de jogar mal propositadamente contra uma disputa com a equipe tcheca; entre o final dos anos 1990 e ao longo dos anos 2000, o líder do Front National, Jean-Marie Le Pen, fez diversas declarações racistas sobre os Azuis. Ainda em 1996, em plena Coupe d’Europe des Nations, ele afirmava que era “artificial que façamos vir jogadores do estrangeiro e os batizemos de equipe da França”, acrescentando que “era preciso chamá-los de outra coisa”.[v]

A vitória na Copa do Mundo de 1998, porém, acalmou os ânimos da torcida e dos quadros da direita francesa. No dia das festividades, sobressaíram as imagens de muitos jovens que ostentavam duas bandeiras: especialmente as da França e da Argélia. Foi a partir desse período que se popularizou a expressão black-blanc-beur (negro-branco-árabe), para se referir à equipe e à sociedade do país. Tratava-se, naquele momento, da reivindicação de uma nova identidade coletiva. No entanto, como se sabe, essa identidade desejada não se refletiu em políticas públicas, nem acabou com racismos internalizados, especialmente pelos agentes de segurança da República. A sociedade francesa permaneceria extremamente excludente, principalmente com relação à população imigrante e seus descendentes.

A partir de 2001, as tensões sociais e raciais no país se exacerbaram mais uma vez, em decorrência dos ataques de 11 de setembro nos EUA.  Uma marca desse mal-estar ficou evidente em um amistoso de futebol ocorrido logo depois do desastre. Tratava-se de uma partida entre as equipes francesa e argelina, há muito planejada pelo governo francês, e que faria parte das celebrações dos 40 anos de fim da Guerra entre os dois países. No Stade de France, as duas torcidas eram formadas por cidadãos franceses. Houve, porém, hostilidade e muitas vaias à Marselhesa. O campo foi invadido, processou-se confusão e violência, e o jogo não pôde ser finalizado.

Ao longo dos anos 2000, as contradições da chamada política assimilacionista do Estado francês ficam, então, cada vez mais evidentes.  Trata-se de uma política que reivindica um ideal republicano: cada indivíduo seria considerado como um cidadão, antes de ser classificado como parte de um grupo étnico, racial e cultural. No entanto, o próprio ideal republicano é associado a uma identidade francesa pressuposta. Assim, de 2005 em diante, quando os distúrbios nas periferias do país tornam-se mais recorrentes, (geralmente motivados por revoltas contra racismo, abusos policiais e sentimento de exclusão social), mais uma vez a “identidade francesa” passa a ser pleiteada por setores políticos, em contraposição a supostas “crenças” e modelos culturais de franceses vindos da imigração colonial.[vi]

Nesse contexto, novamente as polêmicas envolvendo a equipe nacional de futebol tornam-se um espelho das tensões que permeiam aquela sociedade. Em 2006, Jean-Marie Le Pen reativa suas declarações racistas, afirmando que “a França não se reconhece totalmente nesta equipe” e que “talvez tenha havido um exagero na proporção de jogadores de cor”.[vii] Em 2010, Marine Le Pen protestava, alegando que os jogadores “se consideravam como pertencentes a uma outra nação, ou tinham uma outra nação do coração” e que não haveria problemas se eles “se comportassem corretamente, se não se recusassem a cantar a Marselhesa, se não fossem vistos enrolados em bandeiras de outros países que não o nosso”.[viii]

Em 2011, o jornal Mediapart divulgou uma conversa de reunião em que o treinador Laurent Blanc e outros dirigentes do futebol francês discutiam a limitação do número de jovens com dupla nacionalidade nos centros de formação para as equipes francesas. A preocupação maior era a de que esses jovens, depois de treinados na França, fossem jogar por times “africanos ou norte-africanos”. Nas passagens reproduzidas, reconhecia-se uma série de estereótipos racistas, como a associação dos jogadores negros à potência física, conjugada à pouca técnica: “na França, tem-se a impressão de que se forma um mesmo protótipo de jogadores: grandes, robustos, potentes (…) O que temos atualmente como grande, robusto e potente? Os negros. (…) Acredito que seja preciso reorientar, sobretudo para meninos de 13-14 anos (…) ter outros critérios, modificados com nossa própria cultura”.[ix]

Ainda no lastro das inquietações reacendidas com os distúrbios nas periferias francesas, Nicolas Sarcozy vence as eleições presidenciais em 2007, com um discurso de campanha amplamente alicerçado em uma ideia de identidade nacional. Não por acaso, ele cria, por decreto, um ministério denominado ministère de l’Immigration, de l’Intégration, de l’Identité nationale et du Développement solidaire.  A associação da questão imigratória com a ideia de identidade nacional foi altamente questionada por diversos setores da sociedade francesa, que acusavam o novo presidente de “institucionalizar o racismo”. O problema aprofundou-se quando Eric Besson, à frente da referida pasta, lançou, no outono de 2009, um debate público sobre a “identidade francesa”. Fonte de inúmeras controvérsias, o debate foi acusado de “liberar a palavra racista”.[x]

Como se vê, questões em torno de uma suposta “identidade nacional” são prementes na França, país que foi um dos maiores impérios coloniais do mundo ao longo dos séculos XIX e XX e que é formado, atualmente, por uma sociedade altamente diversificada. A partir da segunda parte desse texto, pretende-se apresentar alguns autores para os quais tanto a saída assimilacionista, quanto a multiculturalista, já se mostram insuficientes para enfrentar problemas como os expostos acima, questões raciais e de classe próprias do “sistema-mundo colonial/moderno” (nos termos de Aníbal Quíjano e Immanuel Wallerstein).

Mundos possíveis

Segundo Benedict Anderson, em estudo clássico, nações e nacionalismos são produtos culturais específicos e historicamente situados. Ele elenca uma série de fatores, próprios da modernidade ocidental, que teriam possibilitado (embora, evidentemente, não de forma determinante) a emergência de um novo tipo de identidade, vinculando sentimento nacional a Estado-nação. A particularidade da nação em relação ao Estado, porém, é que, tal como imaginada, teria uma qualidade essencial e atemporal, remetendo a um passado imemorial.

Ao longo do século XIX, aos nacionalismos, foram acrescidas as teorias raciais– ao mesmo tempo constitutivas dos colonialismos e por eles possibilitadas – conformando e justificando a construção, manutenção e reprodução de violências e hierarquias sociais dentro e fora dos Estados-nação europeus.[xi] Embora saibamos, por diversos estudos, que estes Estados jamais tenham sido homogêneos em termos populacionais, de costumes e cosmovisões, eles fundaram suas fronteiras e mecanismos político-institucionais amparando-se, de modo geral, em noções universalizantes de “identidade nacional”, muitas vezes silenciando e submetendo a lugares subalternos minorias étnicas e culturais – ou promovendo uma “colonização interior”, na expressão de Sadri Khiari.[xii]

Como se viu a partir dos exemplos da sociedade francesa e das tensões evidenciadas pelo microcosmo representado por sua equipe de futebol, essas comunidades imaginadas e construídas na modernidade europeia (sob a marca do capitalismo e do colonialismo) – continuaram, no século XX, reproduzindo hierarquias e exclusões (raciais, de gênero, de classe e epistêmicas).

Tendo em vista esse panorama, como imaginar novas formas de viver junto e novos arranjos político-institucionais que, sem desconsiderar contradições, conflitos e diferenças, não sejam, porém, colonizadores, excludentes e racistas?

Sadri Khiari afirma que o sentimento de pertencimento a um povo se constitui, historicamente, a partir do momento em que se esboça um “exterior ao povo”, potencialmente hostil, ou uma “fração de povo considerada nociva”. Esses elementos formariam a condição de possibilidade da emergência de uma identidade imaginada como comum. Foi através de uma história de relações de forças, portanto, que uma determinada ideia de povo, associada à nação, se impôs em escala universal. Essa história é, como dito anteriormente, a história da modernidade colonial e capitalista. Ao longo século XX, a dimensão racial dessa noção moderna de povo, teria sido, porém, mascarada pelo universalismo burguês dominante, segundo o qual a humanidade seria una, distribuída em povos-nação.

Na França, especificamente, a ideologia nacional foi construída em torno dessa missão universalista e civilizacional do “povo francês”, de modo que, ali, a ocultação das hierarquias raciais seria particularmente manifesta. O pacto republicano, por sua vez, que concentrou a ideologia e as instituições constitutivas do “povo”, estruturado em torno da cidadania democrática, erigiu-se no cruzamento de diversos fatores, que incluíam a competição com outros Estados imperiais e a expansão colonial.

Ainda segundo Sadri Khiari, a atual fragilização dos Estados-nação na Europa, associada, nos últimos decênios, à presença crescente de uma população não-branca, resultou, especificamente no caso da França (como foi visto ao longo desse texto), em um novo fortalecimento da dimensão racial do pacto republicano, em nome da incompatibilidade das “crenças” de franceses originários da imigração colonial com a “identidade nacional” ou com os “valores da República”. Mesmo o campo progressista não teria escapado dessa perspectiva, quando, ao tentar se contrapor aos discursos abertamente racistas da direita francesa, fez referência a uma suposta “identidade europeia”, alicerçada em um universalismo iluminista que subtrai, ou não confronta abertamente, conflitos raciais e de classe prementes nessas sociedades. As minorias raciais, por sua vez, também teriam dificuldade em conceber uma política para si em um espaço institucional comum a toda população.

Como uma possível saída para esses impasses, Khiari propõe, então, a admissão de um ponto de vista decolonial da política, preconizando um “compromisso dinâmico e conflitivo entre o ‘povo’ e os ‘povos’ franceses, fundados sobre uma recomposição da comunidade política considerando e institucionalizando múltiplas referências nacionais, culturais e identitárias”. Isso significaria “introduzir o plural na noção de povo, conjugando redistribuição de poderes econômicos e sociais à redistribuição de poderes culturais e simbólicos”. Não se trataria, portanto, de “reconciliar memórias” ou de “deixar às minorias uma pequena parte nos manuais escolares”, mas de “devolver às histórias múltiplas das populações francesas todo o seu lugar no Estado e na sociedade”.

Étienne Balibar, por sua vez, afirma que a concepção de “universal” dominante nos países do Norte e, em particular, nos países de tradição republicana, é o universalismo secular, herdado da “Declaração dos direitos do homem e do cidadão” – que, embora seja um documento fundamental –, não dá à diferença um lugar constitutivo e, por isso, acaba entrando em contradição consigo mesmo. Nesse sentido, seria importante, segundo ele, considerar toda força contestadora que coloca o universalismo aos pés de suas próprias antinomias, repensando o primado do Um – que frequentemente está a serviço da opressão e de comunidades dominantes – na busca de uma “universalidade da diferença” ou de um “universalismo plural”. Essa universalidade, porém, não seria um equivalente do multiculturalismo (como “justaposição de diferenças, onde cada um tem seu lugar”), mas o estabelecimento de uma comunidade de diálogo (ou, mesmo, eventualmente, de conflito) em que haja pleno reconhecimento de todas as partes.[xiii]

De modo similar, Kenan Malik sustenta que, tanto o discurso multiculturalista, quanto o assimilacionista, concebem “minorias” como conjuntos homogêneos (vinculados a séries de traços culturais, crenças e valores), mais do que como partes constitutivas das democracias modernas. Para ele, a solução de problemas raciais e sociais no atual sistema-mundo não passa, portanto, apenas pela “tolerância” às diferenças, mas, como afirmou Balibar, pelo pleno reconhecimento do outro. Trata-se de uma postura política que abraça, ao mesmo tempo, a pluralidade constitutiva de todos os povos e a afirmação de cidadania efetiva a todos os seus membros. Combate-se, assim, a tendência assimilacionista de construção de “identidades nacionais” ancoradas no alheamento de grupos caracterizados como estranhos à “nação”.[xiv]

Todos os diagnósticos e propostas expostos nos forçam a imaginar a construção de novas formas de identidade: não mais “identidades-raiz”, universalizantes, essencializantes e excludentes (como as “identidades nacionais”), mas identidades-relação, abertas ao reconhecimento pleno do outro e de seus lugares geo-políticos, corpo-políticos e epistêmicos.[xv] Essas propostas nos forçam a imaginar outras formas de lidar com conflitos próprios de um mundo (ainda) colonial/moderno. O confronto com a imagem de Yeo Moriba – um corpo marcado pelo cruzamento de identidades subalternizadas – segurando a taça do Mundo, num ato de quebra das regras vigentes naquele espaço, nos remete, por fim, a essas comunidades imagináveis – logo, possíveis.

Notas:

[i] Optei pela palavra “nascido”, no lugar de “originário”, para enfatizar uma localização geopolítica, e não uma origem essencializante, calcada em uma noção de identidade vinculada ao território. Sobre a quebra de protocolo das regras da FIFA, ver https://www.geledes.org.br/mae-de-pogba-quebra-protocolo-da-fifa-e-levanta-trofeu/

[ii] Ver reportagens da BBC e da Huffpost Brasil: https://www.bbc.com/portuguese/geral-44826386 ; https://www.huffpostbrasil.com/2018/07/13/imigrantes-na-selecao-da-franca-faz-pais-repensar-xenofobia_a_23481712/

[iii] O apresentador de televisão Trevor Noah, atacado por ter feito uma piada em que dizia que a “África tinha ganhado a copa do mundo”, elabora uma resposta de extrema lucidez ao embaixador da França (que o repreendeu por ter, supostamente, ignorado que todos os jogadores eram cidadãos franceses, educados no país e que tinham amor à sua bandeira). Depois de expor alguns argumentos, Trevor responde com uma pergunta: por que eles não podem ser os dois (africanos e franceses)? Ver:  https://www.youtube.com/watch?v=COD9hcTpGWQ  (É justamente essa possibilidade de entrecruzamento de identidades que esse texto pretende abordar).

[iv] Quase todas as referências expostas neste texto, sobre a seleção francesa, são encontradas no documentário Les Bleus: une autre histoire de France, disponível no site Netflix, e na reportagem seguinte: http://theconversation.com/debat-de-zizou-a-mbappe-la-victoire-masque-le-spectre-du-racisme-99798

[v] Ver: http://www.liberation.fr/france/1998/07/13/le-pen-la-coupe-du-monde-est-un-detail-de-l-histoire-nouvelle-diatribe-provocatrice-du-leader-du-fn_243689

[vi] Ver: http://www.lefigaro.fr/actualite-france/2015/10/25/01016-20151025ARTFIG00142-des-emeutes-urbaines-sans-precedent.php

[vii] https://www.nouvelobs.com/sport/20060626.OBS3172/le-pen-critiqueles-bleus-trop-colores.html

[viii] Ver: http://www.lefigaro.fr/flash-actu/2010/06/03/97001-20100603FILWWW00481-marine-le-pen-critique-les-bleus.php

[ix] Ver: http://www.liberation.fr/sports/2011/05/02/blacks-et-binationaux-laurent-blanc-a-bien-franchi-la-ligne-jaune_732706 ; https://www.mediapart.fr/journal/france/290411/quotas-dans-le-foot-la-verite-au-mot-pres?onglet=full (Grifo meu).

[x] Ver: http://www.lefigaro.fr/politique/2010/11/15/01002-20101115ARTFIG00751-l-identite-nationale-vie-et-mort-d-un-ministere-conteste.php

[xi] Ver: ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas. Reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das letras, 2008.

[xii] Todas as referências a Sadri Khiari são relativas ao texto “The people and the third people”. KHIARI, SADRI. The people and the third people. In: What is a people? BADIOU, Alain; BOURDIEU, Pierre; DIDI-HUBERMAN, Georges; KHIARI, Sadri; RANCIÈRE, Jacques. (orgs). New York: Columbia University Press, p. 88-95; 98-100. Esse texto também pode ser encontrado, em francês, no site: http://indigenes-republique.fr/le-peuple-et-le-tiers-peuple/

[xiii] Ver debate de Étienne Balibar e Norman Ajari: https://www.youtube.com/results?search_query=etienne+balibar+e+norman

[xiv] MALIK, Kenan. The failure of multiculturalism. Community Versus society in Europe. In: Foreign Affaires, march, april, 2015. https://www.foreignaffairs.com/articles/western-europe/failure-multiculturalism

[xv] Sobre “identidades-raiz” e “identidades-relação”, conceitos desenvolvidos por Édouard Glissant, ver: THEOPHILO, Gabriela Mitidieri. Uma poética da relação: a conversa infinita entre Édouard Glissant e Michel Leiris. In: História da historiografia. International journal of theory and history of historiography. Dossiê Teoria da história e história da historiografia na América Latina e no Caribe, n. 27, 2018, p. 118-140.

* Gabriela Theophilo é Doutora em História social pelo PPGHIS-UFRJ, Professora do Departamento de História da UFJF e colabora com a Revista Escuta.