Leonardo Nóbrega*

As discussões políticas no Brasil têm se dado de forma bastante polarizada, opondo esquerda e direita em campos que se pretendem diametralmente opostos e por muitas vezes flertam com a total incapacidade de diálogo. A face mais visível dessa disputa é a que se desdobra nas redes sociais, em blogs e sites de opinião, colunas de jornal e nas interações presenciais entre amigos, colegas e familiares. Outra face fundamental de materialização dessas tensões, menos visível e, também por isso, menos analisada, embora de fundamental importância, é a do mercado editorial.

A disputa de ideias no campo político encontra nos livros uma forma mais perene e pretensamente mais prestigiosa de inscrição, que se imbrica com os embates públicos e têm em si a capacidade de alcançar ampla audiência, seja através da leitura direta dos livros, seja através da disseminação de suas ideias por comentaristas. A interação entre as esferas de produção cultural, a política e o mercado possibilitam compreender processos decisivos que condicionam a complexa rede de produção e circulação de conhecimentos.

Editoras como a Boitempo e a Record ocupam, neste universo, lugares de destaque em campos opostos, assumindo posições respectivamente à esquerda e à direita, funcionando como disseminadoras e legitimadoras de autores e agendas de discussão que, se não fosse a sua atuação, muito provavelmente ficariam restritos a esferas mais diminutas de discussão.

A Boitempo Editorial, fundada por Ivana Jinkings em 1995 em São Paulo, é bastante atuante no cenário intelectual de esquerda, publicando livros acadêmicos, de intervenção política e promovendo uma série de eventos, palestras, debates e cursos com a participação de seus autores e a presença regular de grande público. Pensada inicialmente para publicar obras raras ou inéditas de literatura, teve como volume de estreia o livro “Napoleão”, romance histórico do escritor Stendhal, contemporâneo do general francês. Na sequência vieram “Carta ao Pintor Moço”, de Mário de Andrade, e “Luar”, de Guy de Maupassant. A conversão em uma editora com foco no pensamento político de esquerda veio depois, segundo sua fundadora, por conta de sua “própria história de vida”[i].

Nascida em Belém-PA, filha de um casal de militantes comunistas, Ivana batizou a editora com o mesmo nome da antiga e efêmera editora do seu pai, cuja inspiração veio de um poema de Carlos Drummond de Andrade. Formada em biologia, profissão que nunca chegou a exercer, mudou-se para São Paulo aos 21 anos. Antes de fundar a editora, atuou no jornal Voz da Unidade, do PCB, foi assessora do vereador Luiz Carlos Moura, do PPS, e trabalhou na editora Ática.

A edição dos textos de Marx e Engels deu enorme visibilidade à editora, que encomendou novas traduções a partir do original e, aliado a um apurado trabalho editorial, investiu no projeto gráfico, elaborando capas e diagramações atraentes. Segundo Ivana, este seria um dos grandes diferenciais da Boitempo, ajudando a superar uma tradição na produção de livros de esquerda que, segunda afirma, “costumavam ser feitos com quaisquer papel, capa e tradução”[ii]. A boa recepção da edição comemorativa de 150 anos do “Manifesto Comunista”, em 1998, deu o tom de como os livros seriam publicados. As capas atraentes viriam a se aliar, posteriormente, a uma presença maciça nas redes sociais – o canal da editora no youtube é o mais acessado dentre as concorrentes brasileiras e o blog serve de plataforma para a publicação de textos originais de análise e intervenção política –, além da organização de diversos eventos com caráter formativo e de divulgação. O primeiro desses eventos foi em 2008 e contou com uma plateia de mais de mil pessoas interessadas em palestras sobre a “Ideologia Alemã”, obra de Marx e Engels que havia sido publicada pela editora um ano antes. Os eventos e cursos, geralmente gratuitos, passaram a ser uma importante ferramenta de marketing, traduzindo-se na divulgação da marca, na venda direta de livros e na formação de novos leitores.

O catálogo da Boitempo é bastante expressivo e, além da publicação em novas traduções e revisões das obras de Karl Marx e Frederich Engels, conta com diversas outras obras de autores nacionais e estrangeiros bastante consagrados academicamente como David Harvey, Giorgio Agamben, Alain Badiou, Francisco de Oliveira, Ricardo Antunes, György Lukács, Walter Benjamin, Michael Lowy, dentre outros. Temas em destaque nas discussões acadêmicas nas ciências humanas e nos movimentos sociais, como raça e gênero, ganham espaço recente nas publicações da editora. É o caso, por exemplo, do “Mulheres, Raça e Classe” (2016), de Angela Davis, autora norte-americana ícone do movimento negro que esteve em diversas cidades brasileiras, a convite da editora, participando de palestras e debates relativos ao lançamento do livro.

Além da seleção de livros que dialogam com a agenda de pesquisa e discussão política de esquerda, algumas iniciativas são mais explicitamente voltadas para a intervenção pública. É o caso da revista “Margem Esquerda”, publicação periódica da editora que apresenta diversos debates referentes aos problemas políticos correntes. A proposta é parecida com a realizada pela editora Civilização Brasileira na década de 1960, embora sem alcançar a mesma disseminação. Outro exemplo é a Coleção Tinta Vermelha, que consiste em uma coletânea em que os autores e ilustradores cedem gratuitamente os direitos autorais dos seus textos, possibilitando que os livros sejam vendidos a preço de custo, saindo a R$ 5,00 na versão digital e R$ 10,00 na versão impressa. O primeiro volume da coleção, lançado em 2012, foi o “Occupy: movimentos de protesto que tomaram as ruas”. Com uma perspectiva celebratória dos movimentos que se espalharam por diversos países, como nas reivindicações democratizantes no norte da África, nos protestos contra as consequências de políticas recessivas na Espanha e na Grécia, ou contra o sistema financeiro em Wall Street, nos EUA, os textos buscam refletir sobre os motivos e possíveis desdobramentos desses movimentos. Autores como David Harvey, Emir Sader, Wallerstein, Mike Davis, Slavoj Žižek, Vladimir Safatle, dentre outros, participam da coletânea. No ano seguinte, em 2013, é lançado o livro “Cidades Rebeldes:  passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil”, refletindo sobre os recentes movimentos que levaram multidões às ruas. Em 2014, ano da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, a editora lança “Brasil em jogo: O que fica da Copa e das Olimpíadas?”. Em 2015, sai o volume “Bala perdida: A violência policial no Brasil e os desafios para sua superação”. O mais recente, lançado em 2016, e que dialoga diretamente com a tensão política instaurada no país, posicionando-se de forma contrária ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff, é o “Por que gritamos Golpe? Para entender o impeachment e a crise política no Brasil”.

As publicações da Boitempo dialogam com um público específico e, a partir de estratégias bem construídas, fazem com que a editora assuma um lugar de destaque. As condições sociais de afirmação e expansão da editora não são, entretanto, aleatórias, mas respondem a movimentos estruturais específicos, sendo o momento escolhido por Ivana para iniciar a editora bastante significativo. A década de 1990 marca um momento de inflexão no mercado editorial brasileiro. Faleceram nesse período José Olympio, dono da famosa editora homônima, Victor Civita, da Abril, Alfredo Machado, da Record, Sério Lacerda, da Nova Fronteira, Caio Graco Prado, da Brasiliense, Jorge Gertum Carneiro, da Ediouro e Ênio Silveira, da Civilização Brasileira. Todos nomes fundamentais do mercado editorial na segunda metade do século XX. A descentralização de projetos editoriais fortes no campo político de esquerda, como foi o caso da Brasiliense e a Civilização Brasileira, deixa espaço para a ascensão da Boitempo, sem que esta, entretanto, alcance posição hegemônica na intelectualidade do país como as que a antecederam. Os motivos, entretanto, não estão diretamente relacionados à atuação da Boitempo e sim ao lugar que o pensamento de esquerda ocupou e ocupa nas universidades, imprensa e demais espaços de discussão intelectual e política.

A centralidade alcançada por editoras como a Civilização Brasileira e a Brasiliense se deviam, em grande medida, a uma hegemonia da esquerda no campo cultural e acadêmico na segunda metade do século XX, como verificado por Roberto Schwarz [iii]. Desenvolvido a partir do período de democratização após o Estado Novo, a intelectualidade brasileira estabeleceu um posicionamento político hegemonicamente de esquerda, que vai se desdobrar durante o período de Ditadura Militar, apesar do processo repressivo que toma forma a partir de 1968. O distanciamento histórico em relação a este momento e a perda de hegemonia da esquerda na esfera cultural explica, em grande medida, a posição relativamente periférica, embora firme, da Boitempo e das demais editoras de esquerda no país.

Distante da experiência traumática do período de ditadura militar e tendo controlado a instabilidade econômica decorrente da superinflação, constata-se, na década de 1990, o crescimento considerável tanto do ponto de vista da produção quanto da venda de livros. De olho nesse mercado, diversas novas pequenas e médias editoras foram criadas, como é o caso da Boitempo, e grandes grupos editorias e redes varejistas investiram no mercado brasileiro ou expandiram seus negócios, como é o caso da Record.

Fundada em 1942 por Alfredo Machado e Décio Abreu, primeiro como distribuidora e posteriormente como editora, a Record viu o seu tamanho triplicar na década de 1990 quando, com a morte de Alfredo, seu filho, Sérgio Machado, falecido recentemente, assume a direção da editora, que herda juntos a seus outros dois irmãos. A inspiração para a ampliação do negócio veio da Random House, editora estadunidense que cresceu comprando outras editoras concorrentes e estabelecendo selos editoriais diversos e muitas vezes destoantes entre si. Nesse movimento, a Record comprou editoras com catálogos fundamentais da literatura nacional, como a José Olympio e a Bertrand Brasil, e editoras vinculadas ao pensamento de esquerda, como a Paz e Terra e a Civilização Brasileira, dentre outras.

A motivação para a aquisição de tais editoras pela Record era monetária, segundo avalia Luciana Villas-Boas, diretora-editorial contratada por Sergio assim que ele assumiu a presidência da empresa, e que esteve na empresa por 17 anos. Segundo Luciana[iv], Sergio adquiriu a Civilização Brasileira por que os livros “vendiam espetacularmente” e achou irônico, como “liberal convicto”, ver a editora “transformada em uma plataforma da esquerda marxista na época do Fórum Social, entre 2001 e 2003”, com a publicação de livros como “Sem Logo” de Naomi Klein e “Império” de Antonio Negri e Michael Hardt. Essa preferência pelo pensamento de esquerda, entretanto, não durou muito tempo e foi dando lugar ao seu extremo oposto.

Ideologicamente associado ao sistema repressivo da ditadura militar no Brasil, o pensamento de direita se mantém, ao menos de forma explícita, ausente das discussões públicas até muito recentemente, quando passa a ganhar grande visibilidade. A ascensão dessa “nova direita” se deve, além de fatores já elencados anteriormente – como a distância histórica em relação à ditadura militar e a reestruturação no mercado cultural, associado à emergência da internet -, a outros fatores sociais e políticos, tais como: a crise política internacional do Estado de Bem-estar Social e do pensamento teórico marxista, tendo como marco a queda do Muro de Berlim; o desenvolvimento de institutos privados, também conhecidos como think tanks, que agregam o pensamento de liberal e se organizam fora das universidades, como o Instituto Millenium; os sucessos e fracassos relacionados à esquerda hegemônica no Brasil, representada pelo Partido dos Trabalhadores; além de uma crise mais ampla no sistema partidário como um todo[v].

Os motivos para a ascensão recente dessa corrente de pensamento são diversos e revelam a complexidade de um momento político tão polarizado. Se a Boitempo soube assumir um lugar de protagonismo num pensamento de esquerda que perdia sua hegemonia, embora ainda conservasse um público amplo o suficiente para viabilizar o negócio, a Record pôde realizar um movimento amplo de reposicionamento da sua atuação, alcançando este mercado emergente. Segundo Luciana Villas-Boas[vi], a decepção com os governos petistas estabelece o início da guinada à direita da editora, com livros como “Lula é minha anta” (2007) de Diogo Mainardi e “O País dos Petralhas” (2008) de Reinaldo Azevedo, ambos organizados como coletâneas de artigos publicados em jornais e blogs. Esse movimento se mostra duradouro e, com a saída de Luciana da editora, em 2012, Sergio decide descentralizar as decisões, contratando editores específicos para cada área de atuação. Nesse movimento, Carlos Andreazza assume a área de não ficção da editora, passando a dar o tom das novas publicações alinhadas ao pensamento conservador e de direita.

Carlos Andreazza é neto do ex-ministro dos transportes de governos militares, Mário Andreazza, responsável por obras como a ponte Rio-Niterói e a Transamazônica. Formado em jornalismo na PUC-RJ, construiu sua carreira em pequenas editoras como a Contracapa, Capivara e a parisiense La Table Ronde, antes de chegar, por intermédio de Sônia Jardim, irmã de Sergio Machado, à editora Record. A ousadia com que estabeleceu uma agenda de publicações de direita agradou a Sergio Machado. Segundo ele: “A teoria que a Luciana defendia era que a esquerda lê mais do que a direita. E, para mim, isso sempre fez um certo sentido. O Andreazza apostou no contrário e, para nossa surpresa, deu certo”[vii].

Um momento simbólico dessa guinada se deu em 2013 com a publicação de “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, livro organizado por Felipe Moura Brasil, colunista da Veja, que reúne diversos artigos de Olavo de Carvalho, expoente do, até então pouco expressivo, pensamento de direita no Brasil. A adaptação para o público jovem, na mira do editor, veio a partir da inovação no projeto gráfico e nas demais escolhas editoriais do livro: “o que fizemos foi dar um tratamento pop ao autor. Nós hypamos o Olavo, desde a escolha do título até a capa”[viii], afirma Carlos Andreazza, que a partir de então viria a ser identificado como o editor da nova direita brasileira. Com o sucesso comercial do livro de Olavo de Carvalho, que até 2015 já havia vendido pelos menos 150 mil cópias – número impressionante, tendo em vista que as tiragens médias no Brasil não passam de 5 ou 10 mil exemplares -, os próximos livros seguiriam o mesmo percurso. Segundo Carlos Andreazza, “Havia e há uma imensa demanda reprimida, culpa dos cerca de 50 anos em que a produção editorial brasileira excluiu os pensamentos liberal e conservador de suas prensas, por que se recolocassem, com tratamento profissional, as importantíssimas ideias liberais e conservadoras nas prateleiras das livrarias”[ix].

Nomes de destaque atualmente associados à nova direita foram impulsionados pelas publicações na Record. Rodrigo Constantino publicou o “Esquerda Caviar: A Hipocrisia dos Artistas e Intelectuais no Brasil e no Mundo” (2013), com mais 50 mil exemplares vendidos. Outros autores jovens passam a figurar no catálogo da editora, como Flavio Morgenstein, autor de “Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs” (2015), Bruno Garschagen, com “Para de acreditar no Governo: por que os brasileiros não confiam nos políticos e amam o Estado” (2015) e Guilherme Fiuza, com “Não é a mamãe: para entender a era Dilma” (2015).

Além da Record, outras editoras começam a moldar seus catálogos no sentido de publicar livros para este crescente público de direita: a Edições de Rio de Janeiro publicou “O Mito do Governo Grátis: o mal das políticas econômicas ilusórias e as lições de 13 países para o Brasil mudar” (2014), grande sucesso de vendas do economista, e atual presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro; a Leya, editora portuguesa com filial no Brasil, publicou, dentre outras obras, “Década Perdida: dez anos de PT no poder” (2013), do historiador e apresentador da Rádio Jovem Pan[x] Marco Antônio Villa e o “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” (2009), de Luiz Felipe Pondé e Leandro Narloch; a Três Editorial, publicou o manifesto “Por que Virei à Direita” (2012), de Pondé, Denis Rosenfield e João Pereira Coutinho.

É inegável, portanto, a grande aceitação e repercussão dos livros associados à nova direita no país, tendo na figura de Carlos Andreazza, na Record, um dos eixos norteadores desse empreendimento. Quando contrastado com o crescimento e a visibilidade alcançados pela Boitempo nos últimos anos, entretanto, tem-se a dimensão das formas de materialização e disseminação das ideias em um momento político tão polarizado como o atual. Se os debates tomam rumos imprevisíveis e se desdobram em arenas muitas vezes intangíveis, com atores os mais diversos, tais quais o sistema político, judiciário e os meios de comunicação de massa, a análise da atuação das editoras, tendo em vista suas estratégias, seus públicos e sua repercussão, pode ser um excelente indício de como grande parte das ideias circulam e alimentam as convicções, são organizadas e deixam seus rastros, não somente ampliando discussões, mas deixando registros bastante representativos deste momento histórico tão singular.

* Leonardo Nóbrega é doutorando em Sociologia no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IESP-UERJ), e colabora com a Revista Escuta.

** Crédito da imagem: <https://ogimg.infoglobo.com.br/in/17028708-d9d-ba2/FT460A/2013110116147.jpg&gt;. Acesso em: 23 de mar. 2017.

Notas:

[i] AZENHA. Manuela. De Stendhal a Padura. Revista Brasileiros, 30/10/2015. Último acesso em http://brasileiros.com.br/2015/10/de-stendhal-padura/ no dia 21/03/2017.

[ii] Idem.

[iii] SCHWARZ, Roberto – Cultura e política, 1964-1969 In O pai de família e outros estudos. In: O Pai de Família e Outros Estudos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

[iv] VILLAS-BOAS, Luciana. Sergio Machado e Eu. 22/07/2016. Último acesso em http://vbmlitag.com.br/index.php/2016/07/22/sergio-machado-e-eu/ no dia 13/03/2017.

[v] CHALOUB, Jorge; PERLATTO, Fernando. A Nova Direita Brasileira: Ideias, Retórica e Prática Política. Revista Insight Inteligência. N. 72, pp. 24-41. Janeiro-Março, 2016.

[vi] Idem.

[vii] CAMPOS, Mateus. “Editor de nomes conservadores, Carlos Andreazza se firma como voz dissonante do mercado de livros”. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 31/03/2016. Último acesso em http://oglobo.globo.com/cultura/livros/editor-de-nomes-conservadores-carlosandreazza-se-firma-como-voz-dissonante-do-mercado-de-livros-17021179#ixzz4bFGqF5tQ no dia 13/03/2017.

[viii] Idem.

[ix] BORGES, Rodolfo. “A Direita Brasileira que saiu do Armário não para de Vender Livros”. El País. São Paulo, 1 de agosto de 2015. Último acesso em http://brasil.elpais.com/brasil/2015/07/22/politica/1437521284_073825.html no dia 03/03/2017.

[x] DUALIBI, Julia. A Nova Sinfonia Paulistana: como a rádio Jovem Pan se reinventou ao dar voz para o sentimento antipetista em São Paulo. Revista Piauí, edição 106, julho de 2015. Último acesso em http://piaui.folha.uol.com.br/materia/a-nova-sinfonia-paulistana/ no dia 22/03/2017.

Anúncios