Raul Nunes*

Os anos que se seguiram à reeleição de Dilma Rousseff foram de extrema incerteza. O Partido dos Trabalhadores alcançava pela quarta vez o cargo máximo da nação, embora desgastado com a esquerda, com a população e com a base aliada. Enfraquecido com o julgamento do Mensalão pelo Supremo Tribunal Federal em 2012 e o início da Operação Lava-Jato da Polícia Federal em 2014, o partido precisou se aliar cada vez mais a pequenos e médios partidos à direita para garantir sua permanência no poder. Crescentemente, o PT foi sendo associado à corrupção, com grande ativismo da mídia. Some-se a isso uma oposição que não aceitou a derrota e um belicoso presidente da Câmara dos Deputados. Como resultado, 2016 foi o ano da cassação e prisão de Eduardo Cunha, impeachment de Dilma e uma derrota expressiva da esquerda nas eleições municipais, consolidando a aliança PMDB-PSDB que hoje governa o país.

Para a esquerda, o caminho fácil é apontar junho de 2013 como o grande culpado, chegando ao ponto de apelar para simplismos como o cruzamento do momento de avanço dos protestos com a queda do índice de popularidade de Fernando Haddad. O argumento forte é de que junho despertou o fascismo brasileiro. Para a direita, junho aparece como o gigante que acordou, que decidiu se impor contra a corrupção, que denunciou os malfeitos de anos do PT no poder. Em verdade, se queremos entender os impactos das manifestações que tomaram o país em junho de 2013 precisamos observá-las em sua complexidade.

Primeiro, é preciso superar um entendimento mecanicista da realidade social que alia circunstâncias objetivas ao surgimento de ações coletivas. A insurgência envolve, sim, a existência de privações relativas e a existência de oportunidades políticas favoráveis. Esses dois fatores, todavia, passam por uma percepção subjetiva das condições objetivas. Nesse sentido, os porquês de junho não podem ser resumidos a uma onda conservadora, ou a uma “ruptura do consenso participativo”, ou ainda à mobilização dos ingratos filhos da classe média. Outros fatores, como a realização da Copa das Confederações no Brasil naquele ano, antecedida e precedida por vários megaeventos (Jogos Pan-Americanos em 2007, Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016), e o aumento das passagens de ônibus devem ser levados em conta.

Deixando de lado a disputa esquerda x direita (representativa de uma “velha” política, como se tentou vender), junho de 2013 explodiu em pautas: contra a repressão policial, pelo passe livre, por melhores serviços públicos, pelo fim da corrupção. A negação da polarização resultou no combate (às vezes com o uso de violência física) ao próprio sistema político, a tudo o que aparecia como tal, ao que encarnava “tudo o que está aí” – notadamente, sofreram os partidos de esquerda que tentavam se aproximar das (ou capitanear as) manifestações. Em vez de olhar para isso como fascismo, parece mais apropriado que seja concebido como uma radicalização da polarização, agora com viés anti-sistêmico. Dois estilos de ativismo (ou de ativistas) emergiram contundentemente: patriotas e autonomistas[1]. Do lado patriota, a negação da política contra a corrupção. Do lado autonomista, a negação da política como farsa eleitoral.

As identidades forjadas em manifestações tão intensas e localizadas costumam ser altamente instáveis. A decantação dessa polarização sedimentou uma abertura societária[2], e é por aí que começamos a compreender os resultados de junho. Marina Silva e sua Rede tentaram desfazer a polarização esquerda x direita combatendo a peleja PT x PSDB e clamando por uma outra polarização: nova política x velha política. Não emplacou. À direita, parte do sentimento patriota foi absorvida pelo PSDB e pelo DEM, bem como por movimentos sociais como Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua – que, antes autoproclamados apartidários, lançaram e elegeram candidatos por esses partidos nas eleições municipais de 2016. O sentido dessa apropriação foi alimentar o antipetismo, combatendo um pacote de pautas e comportamentos associados à esquerda – os “mortadelas”, a “boquinha”. Outra parte do patriotismo, vê-se nos elevados índices recentes de abstenções, votos nulos e brancos, simplesmente desacreditou-se completamente em relação à política institucional. Essa descrença é fomentada também à esquerda, pelos autonomistas, embora em menor amplitude. Seu maior legado é a figuração dos black blocs no imaginário socio-político brasileiro.

Essa polarização “anti-política” é reflexo imediato dos protestos de junho de 2013, mas encobre o quadro real de disputas políticas que se cimenta atualmente e que se inicia muito antes, dez anos atrás, com a posse de Lula em 2003. Sobre os escombros do ciclo cutista-petista, algo novo deve nascer. O argumento central dessa reflexão é que existem duas grandes forças à direita e duas grandes forças à esquerda em competição no Brasil em 2016 – considerando não só o poder das instituições, mas também o poder distribuído pela sociedade – e que duas dessas forças foram gestadas ao longo dos governos do PT. Delinear o campo de forças que se estabelece é caminho inescapável para enfrentar os próximos e turbulentos anos que temos pela frente.

A história é mais ou menos conhecida. Operário e aguerrido líder sindical durante a ditadura militar, Luiz Inácio Lula da Silva funda, ao lado de diversos militantes, o PT em 1980 e se elege deputado constituinte em 1986. Durante as duas primeiras décadas de existência o partido cresce e se fortalece, agregando-se a forças progressistas como a Central Única de Trabalhadores e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Lula tenta todas as eleições presidenciais a partir de 1989, elegendo-se finalmente em 2002 e reelegendo-se em 2006. Seus governos tornam-se sinônimo de redução da pobreza e inclusão das camadas mais baixas da população num patamar de cidadania. Pai dos pobres do século XXI, Lula conseguiu eleger e reeleger sua sucessora: Dilma Rousseff.

Se para o presidente a crise de 2008 chegou como uma marolinha, para a presidenta sobrou o impacto de um tsunami. Em meio a uma crise econômica e outra política, Dilma escolheu a austeridade e não se entendeu com a classe política, mais insaciável do que nunca. Os caminhos que levam ao golpe parlamentar de 2016 são pavimentados com boas doses de trairagem – de um vice oportunista a uma série de mal agradecidos. O que devemos entender é que essa trupe vampiresca não foi criada por Dilma, mas repetidamente alimentada por Lula e pelo PT, que pensavam conseguir manter os porcos indefinidamente a farelos. Uma hora eles quereriam não só o bolo, mas a fábrica toda. Eis chegado o tempo. Há de se explicar a outra história.

Não é só de carisma que se faz uma eleição. Presidenciável em 1989 com uma chapa puramente de esquerda (PT, PSB, PCdoB), Lula conseguiu ir ao segundo turno contra Collor; não venceu. Repetiu a dose e perdeu novamente em duas eleições contra Fernando Henrique Cardoso: em 1994 (PT, PPS, PSB, PCdoB, PSTU, PCB, PV) e 1998 (PT, PDT, PSB, PCB, PCdoB), tendo nesta ocasião, inclusive, o trabalhista Leonel Brizola em sua chapa. Lula era radical demais para ser presidente do Brasil. Determinado a ganhar no pleito de 2002, ampliou a coligação para incluir o Partido Liberal de seu vice, o megaempresário José Alencar. O passo que se seguiu foi a Carta aos brasileiros, um aceno ao empresariado dizendo que o governo evitaria radicalismos[3]. E assim foi durante toda a hegemonia petista. O pai dos pobres foi também o pai do empresariado. E Dilma, a mãe dos bancos. A esquerda abraçou a oligarquia.

Nem toda a esquerda, deve-se dizer. Parte considerável da esquerda ou rompeu com o PT, ou se endireitou. De fiel escudeiro só restou o PCdoB. Dois partidos surgiram desse racha: a Rede Sustentabilidade, que recusa rótulos e aposta na terceira via, e o PSOL, que se declara oposição de esquerda – tomado geralmente como radical. Se a esquerda fragmentou-se, a direita partidária se diversificou. O PL de Alencar tornou-se Partido da República, enquanto o eterno vice de Lula migrou para o Partido Republicano Brasileiro. Já com Lula, mas perpetuado nas chapas de Dilma, o PMDB voltou ao poder. Bem vindo, Michel Temer. Na verdade, a coligação de 2014 de Dilma tem P à direita para todos os gostos: PSD de Kassab, PP de Maluf e o PROS, que “tem de tudo lá dentro” [4]. Troquemos em miúdos o que essa sopa de letrinhas passa a significar.

A atual conjuntura brasileira nos apresenta quatro grandes forças políticas em competição para atingir a hegemonia no país. Antes de mais nada, temos a direita liberal, encarnada partidariamente na dobradinha PSDB/DEM. Está ancorada principalmente na grande mídia (laica-católica), tem bom diálogo com as oligarquias e aliança momentânea com o PMDB. Seu discurso foca no empreendedor, cidadão honesto que alcança seus objetivos por mérito, tendo apelo imediato entre a classe média. Constitui a maior força atualmente: faz parte do governo federal, encontra-se na presidência da Câmara e elegeu o segundo maior número de prefeituras no país. Consegue se vender como a representante legítima da defesa da pátria. Sua pauta prioritária é a redução do Estado (de bem estar social, enquanto mantem privilégios a seus aliados) e o combate à corrupção. Chamo de “direita liberal”, embora concretamente esta não veja problemas em negociar as liberdades liberais em troca de poder. Dória é sua caricatura perfeita.

Em disputa direta com essa direta, há outra: a direita conservadora. O que pensamos ser fascismo em 2013 e depois em 2015 nos protestos de rua não era outra coisa senão um misto de patriotismo e conservadorismo, ambos desgovernados. Essa força conservadora não surge do nada, ela se desenvolve contiguamente a dois movimentos: o crescimento das religiões protestantes no Brasil e sua incorporação aos governos do PT[5]. É preciso elucidar: nem os evangélicos são o mal do país, nem o PT criou o conservadorismo. O que acontece é que uma fração influente dessas religiões possui um projeto de poder: combater a agenda progressista no nível dos costumes, dentro e fora do âmbito nacional, chegando à presidência da república[6].

O PR (família Garotinho, Magno Malta), o PSC (família Bolsonaro, Marco Feliciano) e o PRB (Tia Eron), fatia mais expressiva da Frente Parlamentar Evangélica (a bancada da Bíblia), em algum momento integraram os governos do PT. Destaca-se o último partido, cujo membro mais notório, Marcelo Crivella, disse ter contado com a ajuda de Lula para entrar com a Igreja Universal do Reino de Deus na África[7]. Crivella, sobrinho de Edir Macedo e ex Ministro da Pesca de Dilma, foi eleito prefeito do Rio numa campanha de terror. É assim que essa direita deve crescer: fazendo as alianças necessárias, robustecendo seu arsenal midiático (Record), estreitando as ligações entre religião e política e provocando pânicos morais. Criado pela Igreja Católica, o pavor da “ideologia de gênero” – um mix de LGBTfobia e machismo – cairá como uma luva nessas mãos abençoadas. Destilarão o ódio nos corações e mentes do eleitorado para depois aparecer como quem vai “cuidar das pessoas”. Procurando identificar-se com as classes baixas, mobiliza a ideia de família, uma família que é atacada por todos os lados: pelos políticos, pelos ladrões, pelos pervertidos, pelas tentações, pelos demônios. A teologia da prosperidade[8] reforça a obstinação com a manutenção da entidade familiar através do próprio esforço.

A esquerda democrática continua ainda sendo encenada como partido pelo PT e pelo PCdoB, com algum aceno do PDT. Passado o golpe, sua principal medida tem sido construir uma “frente de esquerda”. Entretanto, de saída esbarram num embate entre cavalheiros: Lula e Ciro. Ao que parece, todo o alarido para que o PT retorne ao trabalho de base tem sido escamoteado pelas lideranças. É preciso saber o quanto a militância dos partidos, sindicatos e movimentos que compõem concretamente essas forças comprarão a próxima versão do neo-pragmatismo, calcado no argumento de “ou 2018, ou nada”, como foi com 2006, 2010, 2014 e 2016. Fato é que esse é o campo de esquerda mais próximo dos pobres e aposta na história de sucessos do lulismo e em sua vocação para representar o povo como ponte para o futuro retorno à democracia. A eleição de Haddad para a presidência do PT poderia trazer novo ânimo ao jogo – ou não.

Denominei a esquerda petista como democrática antes de tudo por sua preocupação em realizar alianças com as (“boas”) oligarquias para fazer caminhar o jogo eleitoral. Por isso, chamo essa outra de esquerda radical. Ela congrega uma miríade de pequenos partidos e movimentos diversos que poderiam caber também sob a alcunha de oposição de esquerda, fosse ainda a esquerda situação. Em termos partidários, refere-se principalmente ao PSOL. O que defendo aqui é que a esquerda democrática é também a esquerda econômica, enquanto esta outra emerge como a esquerda comportamental (à direita sucede o mesmo: liberal-econômica, conservadora-comportamental). Se é verdade que ambas tem pautas parecidas, a estratégia faz toda a diferença. Como discute certa literatura, é a distinção entre objetivos institucionais e objetivos culturais que se apresenta. Para a esquerda democrática o grande objetivo é chegar a cargos executivos para poder implementar políticas públicas e assim promover mudanças efetivas, custe o que custar. Para a esquerda radical, as mudanças produzidas através de concessões e retrocessos não são mudanças concretas.

Vamos a fundo no assunto. Como é reforçado ao longo do texto, o sucesso do PT esteve ligado ao cultivo do conservadorismo. O episódio chave para entender isso é o veto de Dilma ao kit anti-homofobia em 2011 para acalmar sua base da Bíblia, em especial Anthony Garotinho (PR-RJ), que viria a apoiar sua reeleição em 2014. “Não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”[9], foram as exatas palavras da presidenta para se manter no poder. Essa concepção de poder aceita as regras do jogo e joga para ganhar, quaisquer que sejam os custos. Uma concepção alternativa pode ser resumida na fala de Erundina: “Para construir maioria, teria de fazer concessões éticas. A direita faz isso melhor do que nós, porque não tem escrúpulos e está no poder há mais de 500 anos. Um governo socialista não pode se submeter à lógica clientelista”[10]. A radicalidade está em não coadunar com as regras do jogo, em tentar vencer sem conceder e, mais do que isso, faz da política uma arma de mudança de corações e mentes. As duas posições tem seu preço.

Lula diz que precisou se livrar de radicalismos para chegar à presidência porque uma mudança efetiva no sistema político para que ganhasse fazendo menos concessões demoraria uma vida – e ele queria mudar o Brasil enquanto vivesse [11]. Quem tem fome não pode esperar. Os 40% de votos válidos obtidos por Freixo nessas eleições (capturando cerca de 20% do eleitorado carioca) e a conservação do PSOL com apenas duas prefeituras depois de quatro anos mostra que o partido terá muito chão pela frente até atingir considerável expressão eleitoral. Sim e não. A eleição expressiva de vereadoras feministas e feministas negras (Marielle Franco, Talíria Petrone, Áurea Carolina, Sâmia Bonfim, Fernanda Melchionna) mostra que é possível dar alguns passos em direção ao sistema sem desfigurar-se ideologicamente. Sem dúvidas, eleições proporcionais e majoritárias são extremamente diferentes, mas o que essas mulheres mostram é que a força da sociedade em movimento pode produzir sopros de esperança, ainda que estejamos combalidos.

Em termos de classe, a classe média (escolarizada) é quem compra de pronto o discurso psolista, especialmente a juventude. Sua recusa em recuar custa caro: não são vistos só como esquerdistas/petralhas, tornam-se a própria encarnação do mal. Defensores de bandidos, ditadura comunista, abortistas, cartilha de homossexualismo (sic) nas escolas, liberação da maconha e toda a sorte de terrorismo psicológico que a rede de boataria conservadora conseguir inventar. Seu trunfo, entretanto, está fora dos limites partidários e eleitorais: quanto mais os movimentos sociais se fortalecerem e procurarem atingir seus objetivos de mudança cultural, especialmente estancando a sangria provocada pelo pânico moral, mais forte restará, como um todo, a esquerda radical.

Se a direita liberal herda de junho de 2013 o patriotismo, a esquerda radical herda o autonomismo, a multiplicação de forças sociais. Os dois principais confrontos, todavia, dão-se noutra chave: entre a direita liberal e a esquerda democrática (PT x PSDB), por um lado, e a esquerda radical versus a direita conservadora em outro. O primeiro combate trabalha, sobretudo, através das instituições; o segundo depende profundamente da reconstrução de valores. Alianças contextuais direita-direita e esquerda-esquerda são mais prováveis. Vivemos o interregno, em que nem o povo se reconhece na esquerda democrática, nem a esquerda radical encontrou seu “povo”. As próximas cenas das reconfigurações do panorama político dependem em muito da corrida eleitoral até 2018 e das estratégias partidárias dos grandes atores daqui para frente – do nosso lado, o PT e PSOL.

Não obstante, talvez o jogo mais importante esteja nas mãos dos jogadores menores, dependendo de nossas escolhas táticas e de como levaremos a frente nossa missão incansável em busca pela igualdade. Algumas pistas estão aí: precisamos falar sobre ética e sobre família, tirando o nosso “povo” da abstração e trazendo à concretude dos sentidos práticos da vida cotidiana das pessoas, sem retroceder em nossas pautas. Esse exercício não pode ser meramente teórico ou discursivo, afinal, como nos diz o oitavo mandamento: “A vida social é essencialmente prática. Todos os mistérios que seduzem a teoria para o misticismo encontram a sua solução racional na práxis humana e no compreender desta práxis”.

*Raul Nunes é mestrando em Sociologia pelo IESP-UERJ e colabora com a Revista Escuta.

Crédito de imagem: Gil Passarelli/Folhapress Fonte: http://educacao.uol.com.br/album/mobile/2013/10/02/relembre-o-que-foi-a-batalha-da-maria-antonia-entre-alunos-da-usp-e-do-mackenzie.htm#fotoNav=8 Acesso em: 07 nov. 2016

Notas:

[1] https://www.academia.edu/11309520/June_demonstrations_in_Brazil_repertoires_of_contention_and_government_s_response_to_protest

[2] https://www.opendemocracy.net/democraciaabierta/breno-bringel/2013-2016-polariza-o-e-protestos-e-no-brasil

[3] http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/09/1347618-tem-de-tudo-aqui-dentro-afirma-fundador-do-pros.shtml

[4] http://www.tribunapr.com.br/noticias/lula-nao-assusta-mais-o-empresariado-diz-le-monde/

[5] http://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/31/politica/1477940246_927730.html

[6] http://www1.folha.uol.com.br/poder/eleicoes-2016/2016/10/1827942-estrategia-evangelica-e-ocupar-o-executivo-para-chegar-ao-judiciario-diz-pesquisadora.shtml

[7] http://www.midiagospel.com.br/brasil/crivella-diz-lula-ajudou-universal-a-expandir-na-africa

[8] https://www.nexojornal.com.br/entrevista/2016/10/28/Qual-a-influ%C3%AAncia-das-igrejas-evang%C3%A9licas-na-pol%C3%ADtica-brasileira

[9] https://www.youtube.com/watch?v=y98DV4keucM

[10] http://www.cartacapital.com.br/revista/915/governo-socialista-nao-pode-se-submeter-a-logica-clientelista

[11] http://educacao.uol.com.br/noticias/2011/05/26/nao-aceito-propaganda-de-opcoes-sexuais-afir ma-dilma-sobre-kit-anti-homofobia.htm

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