Fernando Perlatto*

Vozes de Tchernóbil, de Svetlana Aleksiévitch, não é um livro fácil de ler. É denso, difícil, doloroso. Do começo ao fim, suas páginas exalam catástrofe e sofrimento. Em alguns poucos, raros momentos, se encontra o amor, que exposto de modo tão forte e intenso em certos relatos que compõem o livro, parece redimir e fazer respirar algo de humano em meio aos destroços físicos e emocionais causados pelo desastre nuclear ocorrido, no dia 26 de abril de 1986, no prédio do quatro bloco da Central Elétrica Nuclear de Tchernóbil, situada na cidade de Prípiat, na Ucrânia, então parte da União Soviética. Tão logo consumada a tragédia, em um reduzido espaço de tempo, “por cima”, milhares de partículas radioativas foram lançadas na atmosfera do país, se espalhando rapidamente por toda a Europa; “por baixo”, milhões de vidas se viram transformadas radicalmente em poucos segundos, inaugurando, a partir daquele acontecimento, uma nova era – não apenas estas pessoas que foram diretamente atingidas e para a União Soviética, que se desintegraria nos anos seguintes, mas para todo o mundo –, marcada pela ameaça de uma forma diferenciada de destruição, caos e horror, provocados pela radiação.

Publicado originalmente em 2013 e no Brasil em abril deste ano pela Companhia das Letras, com tradução de Sônia Branco, Vozes de Tchernóbil. A História Oral do Desastre Nuclear é o quarto livro da autora bielorrussa, Svetlana Aleksiévitch, ganhadora em 2015 do Prêmio Nobel de Literatura. Nas suas três obras anteriores – The Unwomanly Face of the War, The Last Witnesses: The Book of Unchildlike Stories e Boys in Zinc (nenhum deles ainda traduzido para o português) –, ao abordar assuntos diversos – respectivamente, mulheres russas durante a Segunda Guerra Mundial, crianças russas de sete a doze anos que vivenciaram o conflito e a guerra travada pelos soviéticos no Afeganistão –, Aleksiévitch já adotara nestes trabalhos uma determinada perspectiva que singulariza sua abordagem e que também está fortemente presente em Vozes de Tchernóbil, a saber: a enorme sensibilidade para, a partir de um registro polifônico dos entrevistados, dar voz às memórias, frustrações, sonhos, aspirações, paixões e tragédias de milhares de homens e mulheres que foram testemunhas de eventos traumáticos ao longo da conturbada experiência russa no decorrer do século XX.

No comunicado em que justifica o Prêmio Nobel conferido a Svetlana Aleksiévitch, a Academia Sueca diz que a autora tem, ao longo das últimas décadas, mapeado de forma minuciosa as histórias, experiências e trajetórias de indivíduos soviéticos e pós-soviéticos, com escritos orientados especialmente no sentido de reconstruir uma “história de emoções”. É interessante, nesse sentido, destacar que com esta premiação, Aleksiévitch ingressa em um restrito rol de autores premiados, desde 1901, com o Nobel cujas obras não se encaixam no gênero ficcional stricto sensu, como Theodor Mommsen, Bertrand Russell e Winston Churchill. Em artigo publicado na revista The New Yorker, em 2014, intitulado “Nonfiction desserves a Nobel”, Philip Gourevitch já chamava a atenção para o fato de escritores de não ficção serem constantemente preteridos na premiação principal da literatura mundial. O reconhecimento conferido a Aleksiévitch pode indicar um rompimento com esta tendência. Em seu discurso de agradecimento, proferido em dezembro de 2015, na Academia Sueca – e também publicado na edição da Companhia da Letras como Apêndice, sob o título “A batalha perdida” –, a autora, que não gosta de ser identificada como jornalista, diz que o que pratica é sim literatura e pergunta de forma provocativa, “o que é literatura hoje?”, respondendo prontamente que na época em que vivemos, onde tudo rapidamente se “quebra e modifica”, “o conteúdo rompe a forma” e “não há fronteiras entre o fato e a ficção, um transborda sobre o outro”. Sobretudo em situações de trauma como aqueles por ela narrados, o que se exige é uma “superliteratura”, isto é, “uma literatura que esteja além da literatura”.

Não interessa a Aleksiévitch em Vozes de Tchernóbil reconstruir a “grande história” do acidente nuclear, pois sobre este “já foram impressas milhares de páginas e filmadas centenas de milhares de metros em película”. O que lhe move – e é aí, precisamente, que reside a maior potência da sua prosa – é o impulso de narrar o que ela chama de “história omitida”, “os rastros imperceptíveis da nossa passagem pela Terra e pelo tempo”. O foco do livro não é o extraordinário do desastre em si, mas sim seus impactos e consequências sobre o cotidiano de milhares de pessoas. Daí, o esforço em trazer à tona os “relatos dos sentimentos e pensamentos cotidianos”, que são também narrados “com palavras cotidianas”. O que trata a obra, portanto, é da busca em “captar a vida cotidiana da alma”, o que a autora mesmo chama de “história da alma”, trazendo vida àquilo que “a grande história geralmente deixa de lado, que trata com desdém”, que é o “pequeno espaço” do homem. Interessante aqui é perceber o paradoxo envolvido nessa construção narrativa: ainda que mapeando o “ordinário”, os relatos mobilizados não são produzidos por pessoas que tiveram vidas “ordinárias”, mas sim por “pequenos homens” cujas circunstâncias de vida não têm absolutamente nada de comum, pois, embora vivessem, anteriormente, vidas comezinhas, tiveram suas existências interrompidas pelo desastre da trágica – no sentido pleno da palavra – explosão da central atômica de Tchernóbil. O “pequeno homem” se transfigura, dessa forma, nos termos da própria autora, em um “pequeno grande homem”, ao contar sua pequena grande história.

Como o livro é composto, em sua maior parte por relatos de homens, mulheres, meninos e meninas, que vivenciaram, a partir de perspectivas diversas, o desastre de Tchernóbil – e que formam o que ela intitula de forma poética nos títulos dos capítulos de “Coro dos soldados”, “Coro do povo” e “Coro de crianças” –, pode-se pensar que o trabalho de Aleksiévitch é relativamente simples, consistindo apenas em reproduzir sequencialmente trechos das entrevistas realizadas. Ledo engano. O trabalho ora em análise é acurado, cuidadoso, minucioso, tendo consumido quase vinte anos para ser concluído. E é neste aprumo que se revela o talento da autora. No discurso proferido à Academia Sueca, anteriormente mencionado, Aleksiévitch diz que, diferentemente de Flaubert, que se definiu como um “homem-pena”, ela se auto definia como uma “mulher ouvido”, que procura a partir de pequenos fragmentos recolhidos de vozes humanas solitárias – que narram seus sentimentos, pensamentos, tristezas, alegrias e anseios – reconstruir aquilo que chama de “a história do socialismo ‘doméstico’, do socialismo ‘interior’”, aquele socialismo que se exibia não nos discursos retóricos grandiloquentes, mas que “vivia na alma das pessoas”.

Tchernóbil consiste precisamente na coincidência de duas catástrofes, a coletiva e a individual. De uma parte, o acidente é o último suspiro da União Soviética e de sua pesada burocracia, que poucos anos depois, sob a presidência de Mikhail Gorbachev se desintegraria, marcando o fim da experiência socialista; a irresponsabilidade do governo soviético, que omite informações e envia para o território do acidente nuclear milhares de soldados sem os resguardar e não presta à população que vivia na região da usina as informações necessárias sobre como se proteger, evidencia o colapso de um regime que já vinha mostrando sinais de enfraquecimento; de outra parte, a catástrofe é o último suspiro do “homem vermelho”, o “homem soviético”, aquele que estava disposto a subsumir a sua individualidade em nome do dever e da causa comum da luta comunista. As consequências destas duas catástrofes são contraditórias: se de um lado, elas possibilitam o fortalecimento da dimensão individual e subjetiva, que permanecera dominada, controlada, domesticada, nos anos soviéticos; de outro, elas perturbam profundamente essas pessoas, que, de uma hora para outra, se vêm despidas de suas utopias, bandeiras e sonhos coletivos. Pergunta Aleksiévitch: “seria necessário aprender a viver sem uma grande ideia?”. Jogadas no turbilhão do individualismo do mercado e no vazio de um mundo que lhes era estranho, estas subjetividades libertadas daquilo que um dos entrevistados chama de “mentalidade soviética”, se viram, a partir daquele momento, diante de uma série de dúvidas, inquietações e questionamentos profundos. De forma paradoxal, após Tchernóbil, o “homem vermelho” nunca esteve “tão só como nos primeiros dias de liberdade”.

Apesar das particularidades de cada um dos relatos que compõem o livro de Aleksiévitch, um sentimento que atravessa a quase totalidade das falas é o de que se vivia, a partir da explosão dos reatores de Tchernóbil, algo completamente novo na história; daí, a presença constante do tema do tempo, manifestado em expressões como “primeira vez”, “nunca mais”, “para sempre”. Tchernóbil, isso é óbvio, é, sobretudo, algo novo para aqueles que vivenciaram concretamente aquela catástrofe, especialmente pelo fato de que suas respectivas identidades após aquele evento passam a estar invariável e fatalmente associadas à tragédia. Como diz com precisão em um dos relatos uma testemunha: “O mundo se dividiu: há os de Tchernóbil, nós; e há vocês, o resto dos homens (…). Todos nos chamamos pessoas de Tchernóbil. Nós somos de Tchernóbil, eu sou de Tchernóbil. É como se fossemos um povo à parte… uma nova nação”. Ou o que fala outra pessoa entrevistada: “vivemos num gulag. O gulag de Tchernóbil”. Porém, a novidade de Tchernóbil transcende a experiência daqueles que vivenciaram de modo imediato e direto a explosão seguida de um incêndio na usina nuclear. A explosão dos reatores inaugura um novo mundo que se distingue principalmente pela incapacidade de compreensão, pois representa uma ameaça original à humanidade. Tchernóbil rompe “o fio do tempo”.

Como bem destacado por Aleksiévitch, “o acontecimento se assemelhava a um monstro”, e a partir dele, se instalou em todos “o sentimento de que havíamos alcançado o nunca visto”. O passado se faz impotente e “o arquivo onipotente (assim acreditávamos) da humanidade, não se encontrou a chave que abria a porta”. É como se as próprias palavras, o vocabulário pensado para um mundo anterior à catástrofe não fosse mais capaz de expressar aquela novidade do mundo pós-Tchernóbil. Um povo como o soviético acostumado com a guerra não estava preparado para este novo tipo de conflito. As experiências da guerra de 1941 contra os alemães ou no Afeganistão a partir de 1979, trazidas à tona por muitos dos entrevistados, não dão conta de responder aos desafios colocados por esta nova realidade. O “homem soviético” não estava preparado “como espécie biológica” para enfrentar um inimigo incorpóreo, opaco, representado pela radiação, que não se via e que não se escutava. O inimigo, agora, transfigurado, não aparecia de forma concreta, mas tocava, como destaca a autora, “a relva ceifada, o peixe pescado, a caça aprisionada. As maçãs”. O cotidiano, antes familiar, seguro e amistoso, a partir deste momento passa a inspirar o medo e o pavor. Como diz um psicólogo entrevistado por Aleksiévitch, o “mal é outro” e contra ele não se sabe bem o que fazer, não é possível compreendê-lo e não se tem quaisquer conhecimentos sobre como domá-lo, como enfrentá-lo. Pergunta a autora: “Estaria dentro da nossa capacidade alcançar e reconhecer um sentido nesse horror que ainda desconhecemos?”. Após a explosão, o silêncio; cidades fantasmas; tudo que antes lembrava vida passa a representar o vazio: “objetos sem homem, paisagem sem homem. Estradas para lugar nenhum, cabos para parte alguma. Você se pergunta o que é isso: passado ou futuro?”.

Uma das objeções que se pode fazer a Vozes de Tchernóbil é que Svetlana Aleksiévitch “naturaliza” os relatos das testemunhas da catástrofe, como se a força destes relatos fosse suficiente para extrair dali a “verdade” dos acontecimentos, e sem que houvesse a necessidade de estabelecer quaisquer mediações entre os depoimentos e o leitor. A maior parte do livro é composta por falas diretas, brutas, sem maior lapidação. É certo que em determinado momento do livro, a autora chega a dizer que “a testemunha não é parcial”, uma vez que “ao narrar, o homem cria, luta com o tempo assim como o escultor com o mármore. Ele é um ator e um criador”. Porém, esta pequena menção ao tema da parcialidade não é suficiente para reduzir o problema envolvido na aceitação acrítica dos depoimentos dos entrevistados, sobretudo de entrevistados que vivenciaram eventos traumáticos. Primo Levi chama a atenção para este fato em seu livro Os Afogados e os Sobreviventes, quando lembra que “as recordações que jazem em nós não estão inscritas na pedra; não só tendem a apagar-se com os anos, mas muitas vezes se modificam ou mesmo aumentam, incorporando elementos estranhos”. Especialmente aquele quem foi ferido, diz Levi, “tende a cancelar a recordação para não renovar a dor”. A recordação de um trauma é difícil “porque evoca-la dói ou, pelo menos, perturba”. Daí, o perigo analítico de não se estabelecer maiores mediações na mobilização destas memórias, mediações estas que têm sido destacadas como fundamentais por diversos autores que têm se dedicado ao estudo da história oral.

Somado a esta naturalização dos relatos, Aleksiévitch não fornece ao leitor maiores explicações sobre as escolhas dos depoimentos que conformaram as “vozes de Tchernóbil”, nem esclarece muito bem quais foram as razões que orientaram os recortes e as seleções das entrevistas. Mais uma vez estamos a transitar por questões que trazem à tona problemas metodológicos complexos, sobretudo quando se pretende, como é o caso manifesto dessa obra, trazer à tona “a história oral do desastre nuclear” de Tchernóbil. Ainda que, por certo, este não se pretenda ser um trabalho acadêmico, é importante reconhecer que as escolhas tomadas sobre quais foram os entrevistados que ganharam destaque e quais foram os recortes dos relatos resultam na valorização de determinadas vozes e no silenciamento de outras, que não aparecem em Vozes de Tchernóbil. Seria impossível, é claro, trazer à tona todas essas “vozes” para as páginas do livro; isso, contudo, não justifica a ausência de uma exposição mais acurada das escolhas tomadas e das seleções realizadas no decorrer deste trabalho.

Essas objeções não reduzem em absolutamente nada as qualidades de Vozes de Tchernóbil. Para além das questões acima discutidas, a obra de Aleksiévitch tem o principal mérito de chamar a atenção para os riscos inscritos na crença absoluta, característica dos últimos séculos, na técnica e na ciência como formas de emancipação do homem. Segundo a autora: “Acreditávamos, tal como nos haviam ensinado, que as centrais nucleares soviéticas eram as mais seguras do mundo, que poderiam ser construídas até mesmo na Praça Vermelha”. Ainda que de forma implícita, seu trabalho transpira a crítica frankfurtiana, exposta de forma mais sistemática por Horkheimer e Adorno, em A Dialética do Esclarecimento, segundo a qual o progresso e a razão iluminista permitiriam ao homem controlar e dominar o tempo e a natureza. Ainda que este homem do final do século XX e início do XXI tenha passado a viver mais, diz Aleksiévitch, seu tempo de vida é um nada, é minúsculo, ínfimo, insignificante quando comparado à vida dos radionuclídeos, difundidos com a explosão da usina de Tchernóbil, que ainda permanecerão durante milhares de anos na nossa terra e na atmosfera, promovendo a destruição do próprio homem.

As destruições provocadas pela ciência e pela técnica são profundas, e têm impactos não somente sobre o próprio homem, mas também sobre todos os demais seres vivos. O homem salvou sua pele, diz a autora, mas deixou de lado o restante da natureza. Quando ocorre o acidente na usina nuclear, animais como minhocas e abelhas começam rapidamente a agir de forma completamente diferenciada, adotando comportamentos estranhos em resposta à radiação propagada, antes mesmo que as notícias se espalhassem e aqueles homens, não diretamente envolvidos quando da explosão, ficassem sabendo do acontecimento. Isso faz com que Aleksiévitch pergunte: “Quem de nós é o primeiro, quem está mais sólida e eternamente ligado à terra, nós ou eles? Devíamos aprender com eles como sobreviver. E como viver”. E faz com que ela passe a encarar o mundo a partir de outros olhos. Em uma bela e sensível passagem, a autora diz: “Uma pequena formiga se arrasta pela terra, e ela agora me é próxima. Um pássaro voa no céu e também me é próximo. Entre mim e eles, o espaço se reduziu. Não há mais o abismo de antes. Tudo é vida”.

Essas questões explicitam que o desastre de Tchernóbil nos é próximo não tanto mais pelas suas consequências imediatas, mas pelo que ele nos diz de outras catástrofes nucleares recentes que aconteceram – com destaque para o acidente da Central Nuclear de Fukushima, em março de 2011 – e que podem ainda vir a ocorrer futuramente, confirmando o alerta realizado por Edward Thompson, em artigo seminal intitulado “Notes on exterminism, the last stage of civilization”, publicado em 1980, na New Left Review. E não apenas catástrofes nucleares, mas catástrofes como o desastre de Mariana, em novembro de 2015, que, provocado pelo rompimento de uma barragem de resíduos de minério de ferro da empresa Samarco, se configurou com o maior desastre ambiental da história do Brasil, espalhando uma lama tóxica que contaminou o leito do rio Doce, atingiu vales de Minas Gerais e do Espírito Santo e provocou impactos ambientais e humanos de enormes proporções. Ainda que causadas por fatores diferenciados, tragédias como a Tchernóbil e Mariana se aproximam em relação ao sofrimento, à dor e à destruição provocada na vida de milhares de pessoas e na articulação perversa entre negligência, interesses escusos e a busca de um tipo de “desenvolvimentismo” – seja via Estado, seja via mercado – que acabam por atingir e sacrificar principalmente aqueles cujas vozes, uma vez submersas, apenas poderão – se é que um dia poderão – ser resgatadas depois da tragédia.

Embora o potencial de Vozes de Tchernóbil esteja ancorado principalmente na força da denúncia contra o desastre nuclear soviético, seu livro mostra que nem tudo é destruição e que, a despeito de vivermos em uma época na qual, segundo a autora, é difícil “falar de amor”, ainda há esperança. Ao se ler os relatos que compõem a obra, percebe-se que em meio ao caos, à brutal experiência da dor e da perda, à expulsão e ao abandono forçado daquilo que era mais familiar aos habitantes da região, aos sentimentos de medo, pânico, ansiedade, temor e às manifestações de preconceitos nos anos seguintes contra aqueles de Tchernóbil, era possível perceber a construção de relações e de teias de solidariedade e fraternidade e, sobretudo, a existência de um sentimento de amor incondicional ao outro, que é, pelo que se depreende dos escritos de Svetlana Aleksiévitch, a única tábua de salvação para o “pequeno grande homem” frente a catástrofes como as de Tchernóbil, Fukushima e Mariana.

* Fernando Perlatto é um dos Editores da Revista Escuta.

** Crédito da imagem: A imagem foi retirada do ensaio fotográfico de Andrew Leatherbarrow sobre Tchernóbil. Disponível em: <http://www.b9.com.br/57362/fotografia/a-historia-de-chernobyl-contada-em-148-imagens/&gt;. Acesso em:  19/05/2016.

 

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